sábado, 26 de novembro de 2011

Meu dia de ócio(e nem sequer é criativo!)

Hoje o dia é só meu, sabe quando todos saem de casa ou estão ocupados fazendo alguma coisa, e você se vê sozinha?!  Parece até um dia de liberdade condicional , acho que a sensação deve ser a mesma rsrsrs!! O engraçado é que dias como esse se formam sozinhos e chegam para mim como um presente - marido treinando no kartódromo em Recife, filho mais velho de castigo, filha do meio com a avó em Jacumã e filho mais novo brincando feliz com a babá!! Poder acordar a hora em que quiser (tudo bem que o despertador tocou às seis horas da manhã para avisar do antibiótico de Clara, mas pelo menos, voltei a dormir), não ter que pegar o carro e deixar Pedro em algum jogo cidade afora,enfim, ter o dia inteiro pra fazer o que bem quiser.
 Bom, normalmente, em dias como este, em que posso fazer tudo, acabo não fazendo nada. Está um dia lindo, o sol brilhando lá fora, mas praia e piscina estão descartadas por hoje, já que ontem peguei sol demais e estou agora vermelha como um pimentão, com  uma verdadeira insolação. Assim descarto também todas as outras atividades ao ar livre, como lavar o carro no jardim ou dar uma volta de bicicleta.  Poderia almoçar fora, pegar um cineminha ou quem sabe dar uma volta no shopping, mas aí eu me lembro o quanto eu detesto ir ao shopping nos finais de semana, ainda mais sendo época de fim de ano. Poderia começar a armar minha árvore de Natal, mas Clara adora participar e como ela não está em casa, melhor deixar para outro dia.
 Na verdade, o que quero mesmo fazer é ficar quieta em casa, sem me preocupar com as horas, deitar de novo na cama e assistir meus programas favoritos gravados na SKY durante a semana. Almoçar qualquer coisa que tiver na geladeira ou o que a babá se dignar a preparar, hoje ficarei satisfeita até comendo arroz com ovo! Mais tarde, quem sabe, ler um livro que está pela metade. Já está de bom tamanho. Pequenas expectativas geram sempre grandes alegrias!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

UM POUCO DE POESIA - Clarice Lispector

"...Estou em plena luta... Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não termos um ao outro... Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.
... Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer " pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes se apagar a luz...
Mas eu escapei disso Lori, escapei com a ferocidade com que se escapa da peste e esperarei até você também estar mais pronta."



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GIROLETRAS

Sábado foi dia de Giroletras (projeto literário) na escola das crianças e, como sempre, tive que cumprir minha dupla jornada, de manhã com Clara e à tarde, com João. O autor escolhido pela classe da Tchuca este ano foi Ziraldo, e o livro interpretado pela turma foi "O menino da Terra", com um enredo de ficção científica!! Ela fez o papel da menina, a única sobrevivente brasileira que, no final da peça, encontra o menino chinês e outros meninos de diversos países que também conseguiram sobreviver à destruição do nosso planeta causada pelos seres humanos.

                                                                              

A Tchuca com sua nave espacial na cabeça rsrsrs!
A mensagem final era de paz, consciência e preservação dos recursos
do planeta.

Tchuca toda feliz pela presença ilustre de tia Nana!!


Mais tarde, foi a vez de João. O livro explorado pela turminha dele foi "O sanduíche de dona Maricota", a turma foi dividida em duplas de animais, ele estava todo satisfeito vestido com sua fantasia de bode e participou muito bem!

O bode com seu sorriso tão artificial que mais parece uma careta rsrs!!
A dupla de bodinhos: João e Vítor!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dica de consumo


Todo mundo sabe que desde o ano passado, o óleo de argan é a sensação dos produtos capilares, com o sucesso estrondoso do Moroccanoil, que foi a marca pioneira no mercado a explorar essa novidade. E como era de se esperar, este ano várias outras marcas lançaram todo tipo de produtos que também tem como ingrediente principal o tão famoso óleo.

 Eu já tinha lido em várias revistas sobre o lançamento da Kérastase, uma combinação de óleos de argan, pracaxi, gérmen de milho e camélia chamado de Elixir Ultime. Na sua embalagem, ele promete " cabelos sublimados com brilho intenso, maciez absoluta, emoliência profunda, reestruturação da fibra, disciplina e controle de frizz " e, na prática, ele realmente cumpre! Quando eu usava o óleo da Moroccanoil, meus cabelos sempre ficavam bem macios, mas meio pesados; com o Elixir Ultime, os cabelos ficam ainda mais macios e bem soltos, é um óleo incrivelmente leve, é um daqueles produtos que você nota o resultado logo na primeira vez que usa.

Ele também é muito versátil, pode ser usado de diversas maneiras, como pré-shampoo (escova-se os cabelos ainda secos, passa o produto e depois lava o cabelo normalmente com shampoo), na máscara de hidratação, como leave-in, antes ou depois de fazer escova. Eu gosto de usar nos cabelos depois de lavados, para secar naturalmente ou nos cabelos secos mesmo. É um produto que realmente va-le a pe-na rsrsrs! Quanto ao preço, é um pouco salgadinho sim, custa um pouco a mais que o da Moroccanoil, mas dura bastante. E como sempre, no exterior, deve ter um ótimo preço, portanto, quem estiver com viagem marcada, trate de comprar o seu por lá.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PESSOA - Essencial e necessário

Aqui, neste sossego e apartamento - Fernando Pessoa



Aqui, neste sossego e apartamento,
Nesta quieta solidão sem fim,
Sem cuidado ou tormento
Que ocupe este momento,
Da vida e mundo volto-me para mim.

Tão breve sombra do que pude ser
Me encontro, tão perdida semelhança
Com minha vida por acontecer,
Tão nocturna lembrança
Do dia e do viver,

Que se perturba a solidão, e eu moro
Entre homens novamente
E novamente cheio
O que fui de outros, e que rememoro,
E, memorando-o, é mais insubsistente.

Ténue, vazio, inútil, imperfeito.



Fernando Antônio Nogueira Pessoa (Lisboa, Portugal, 13 de junho de 1888 - Lisboa, 30 de novembro de 1935) - Considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa, foi criado da África do Sul. Além de poeta, foi tradutor, astrólogo, jornalista, crítico literário. Se tornou também muito conhecido pelos seus heterônimos literários, com especial destaque para Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

De mãos dadas


Uma vez alguém me disse que, na hora de rezar o pai-nosso na missa, devemos com uma mão receber a mão da pessoa que está ao nosso lado e dar nossa outra mão para a pessoa que está do outro lado, representando uma mão que recebe, e outra que dá; uma que acolhe, e outra que é acolhida.

 Para isso e para tantas outras coisas é que nascemos com duas mãos. Para nos lembrar de que não é somente quando somos tão pequenos, que ainda não sabemos andar sozinhos, ou quando ficamos velhos, a ponto de precisar de ajuda para caminhar, que precisamos nos dar as mãos. Precisamos nos dar as mãos todos os dias, para confortar e sermos confortados, para confiar e passar confiança.

"Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas."

                                       

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Diz-me como diriges, e eu te direi quem és...

Eu tenho uma tese sobre os motoristas no trânsito, baseada na minha experiência pessoal de dirigir uma média de 70 km por dia, nos mais variados horários e lugares da cidade. Excluindo apenas os motoristas de ônibus e de táxis, cujo ofício é dirigir, e os motoqueiros, que são imprudentes por natureza, cheguei à conclusão de que é possível conhecer a personalidade dos motoristas pelo modo como dirigem seus carros.

A começar por mim, segue uma sucinta análise : sempre apressada, como se fosse o coelho branco de Alice, cautelosa, mas impaciente com a lerdeza alheia; só estaciona em lugares permitidos, mas nunca dá a vez para os motoristas que não tiveram a paciência de esperar na faixa certa.

Há os motoristas lerdos, que dirigem como se tivessem todo o tempo do mundo, e eles podem até ter, mas não sabem se os outros carros também tem! Por isso, como na vida, no trânsito é preciso seguir o fluxo. Se está tudo lento, tentemos desacelerar, mas se o ritmo está mais intenso, vamos nos esforçar para não ficar para trás.
Há os donos da rua, que se julgam acima dos demais e por isso podem andar nas duas faixas, obstruir uma rua, trancar outros carros no estacionamento, entre outras coisas do tipo. Normalmente os motoristas dessa espécie tem carros muito caros, o que só incrementa a sua síndrome de superioridade, não preciso nem dizer que são pessoas egoístas, que não tem o menor senso de comunidade.

Há os indecisos, que decidem no último instante para que lado vão dobrar, que nunca sabem em qual faixa ficar; há também os despreocupados que dirigem papeando no celular, olhando para as lojas, carros e pessoas na rua.
 Há os motoristas humanitários, que saíram na rua para fazer o bem ao próximo, são gentis ao extremo, dão a vez para todos os carros que quiserem entrar na sua frente, não se incomodam nem quando perdem uma vaga para estacionar. Em contrapartida, há os irritados, que parece que acordaram com o pé esquerdo, estão sempre buzinando, reclamando, balançando suas mãos para fora do carro como forma de indignação.

Há os competitivos, que sempre querem acelerar mais que os outros e que quando conseguem estacionar em uma vaga concorrida, saem do carro se gabando, olhando para os lados com ar de "eu sou demais, o universo conspira a meu favor".
Há os covardes, que querem se impor pelo tamanho dos seus carros ou pela potência dos seus motores. Há ainda os despreparados que não sabem mesmo dirigir bem, não tem reflexos rápidos e atrapalham muito o trânsito.

Mas assim como nossa personalidade é composta de diversas características, podemos nos comportar das mais variadas maneiras no trânsito, a depender do nosso humor, do nosso tempo, dos acontecimentos do dia e até mesmo da nossa saúde. Mas como na vida, é preciso reconhecer seus pontos fracos, tentar corrigi-los, ser paciente ( a paciência tudo alcança!!) e prudente e principalmente respeitar os outros.

                                                                                

domingo, 6 de novembro de 2011

Constatação da passagem do tempo em um dia de domingo

O tempo é implacável, impassível. Às vezes passa devagarzinho, outras vezes passa voando. Quase não o vemos e de uma hora para outra o sentimos. De repente, as pessoas na rua te chamam de senhora e não confundem mais seu filho mais velho com seu irmão. Creme anti-rugas não é mais vaidade, pura necessidade. Todas as células do seu corpo fazem questão de demonstrar que ele, o tempo, está passando. Poucas vezes você sai e chega de madrugada, agora é seu filho que faz isso; no máximo, você acorda lá pelas tantas para ir buscá-lo ou para abrir a porta de casa. E há sempre alguma prova que depõe contra você - uma foto amarelada sem que tenhamos usado o tom sépia da máquina fotográfica, uma música que, ao que parece, só nós lembramos a letra. Frequentemente, não o percebemos em nós mesmos, mas aí vemos como o filho de fulano cresceu e pensamos que, se o tempo passou pra ele que era uma criança e agora já está crescido, imagina pra nós!! Mas não falei ainda de tudo de bom que ele também nos traz, nem tudo são rugas e problemas articulares. Maturidade, temperança, serenidade. Só ele pode construir relacionamentos, fortalecer alguns bons sentimentos e curar alguns ferimentos. Como se fala no tempo! Em ter tempo pra tudo, em saber administrar o tempo, em dar tempo ao tempo... Espero ter muito tempo pela frente para fazer um monte de coisas que hoje não tenho tempo, pra viver tanta coisa que ainda não chegou o tempo...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

VIVA DRUMMOND

O Seu Santo Nome - Carlos Drummond de Andrade



Não facilite com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda a razão ( e é raro).
Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie.



Hoje, 31 de outubro, comemora-se o nascimento de Carlos Drummond de Andrade. Com obra das mais marcantes na poesia brasileira do século XX, o poeta criou imagens que passaram a fazer parte de nossa linguagem cotidiana. Seus versos falam da família, dos amigos, do amor, da vida, da morte. De sua dorida Itabira natal, do Rio de Janeiro que o acolheu e que ele tanto amou, do Brasil e seus problemas sociais e muito e sempre, da poesia. (Itabira do Mato Dentro, MG, em 31/10/1902 - Rio de Janeiro, RJ, 17 de agosto de 1987).