terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

João e Eva



Eles que são como cão e gato, que viveram esses dias (literalmente) entre tapas e beijos. Que brigaram, riram, conversaram. Que se abraçaram, disputaram atenção e espaço, mediram forças. Que encheram a nossa paciência e a cabeça de Rebecca com tantos beijos e carinhos. Que iam dormir e acordavam falando um no outro. Que se saudavam de maneira tão efusiva de manhã cedo que mais parecia um reencontro de amor depois de um longo período de guerra. Que brincaram tanto, nadaram, correram, pularam; fizeram bagunça e maquinaram juntos muitas estripulias. Que queriam sempre a mesma coisa, o mesmo brinquedo, o mesmo prato, o mesmo copo. Que ficavam chateados quando mais um dia acabava, e eles tinham que ir para a cama. Todas as noites a dúvida pairava na cabeça de João - se Eva ainda estaria em casa quando ele acordasse. Hoje ela não estava mais. Ela também, hoje cedo, já em São Paulo, esperou ansiosa para chegar em casa, mas não queria a sua, queria a do João. Espero que o sentimento entre eles seja para sempre assim: intenso e verdadeiro.



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Carnaval entre Amigos





Na terça-feira de Carnaval reunimos um grupo de amigos para festejar a data.
Mais do que isto: festejar a vida, a amizade, a alegria.
Foi um encontro descontraído, animado, cheio de surpresas musicais: uma reunião de pessoas queridas, adultos e crianças que entraram no clima e vestiram suas fantasias. Nem todos estavam presentes (Biba, Ti e Dudu fizeram muita falta !), mas deu tão certo que tem tudo para entrar no calendário dos eventos anuais e ano que vem não pode faltar ninguém !!

P.S.: agradecemos a comissão organizadora, capitaneada por Valéria, pela festa perfeita. Super organizada, não faltou nada. Valeu demais !!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Árvore.


A última vez que estive em São Paulo, levei Dudu em Dr. Alois Bianchi, que foi o pediatra de Tiago. Minha sogra sempre me contava do jeito peculiar dele de atender filhos - e mães, principalmente. Pegamos um táxi e chegamos em cima da hora da consulta, Dudu chegou dormindo. Conversamos sobre todo o histórico de Luiz Eduardo e ele ouvia atento. Depois Dudu acordou e eles prontamente se entenderam. Levei várias broncas, uma delas quando disse que ele ainda chupava chupeta por culpa da mãe. "Risque a culpa do seu vocabulário!". Para orgulho e felicidade do pai, ele pesou Dudu na mesma balança que pesava Tiago. A consulta vale cada centavo. Ele sempre nos atende quando ligamos aqui de João Pessoa (detalhe: não tem celular, mesmo assim retorna em cinco minutos). Dona Elda me disse que uma vez ele ligou de uma em uma hora pra casa dela, durante a noite, até chegar a madrugada, uma devoção de alguém apaixonado pelo que faz. No fim, a nossa receita. Levar ao dentista. Natação. Plantar uma árvore. Árvore? Como assim? Ele percebeu, naquela consulta, que Dudu estava com exatamente um metro. E sugeriu que plantássemos uma árvore para que ele pudesse chamar de sua e crescer junto. E ainda completou: "Não pode ser uma árvore mixuruca, hein, Nívea? E tem mais, chame toda a família!". E assim foi feito. Aproveitei Marina, sobrinha de Tiago aqui, e plantamos um ipê no quintal do escritório. Teve lanchinho, decoração precária, feita com uma cartolina. Pode não ser muito para alguns; para mim, é como se estivesse espalhado um pouco de poesia nesta vida.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Alma de pescador


A PESCA

Affonso Romano de Sant'Anna


O anil
o anzol
o azul

o silêncio
o tempo
o peixe

a agulha
vertical
mergulha

a água
a linha
a espuma

o tempo
o peixe
o silêncio

a garganta
a âncora
o peixe

a boca
o arranco
o rasgão

aberta a água
aberta a chaga
aberto o anzo

aquelíneo
agil-claro
estabanado

o peixe 
a areia
o sol





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

RECEITA DE FELICIDADE

Pegue uns pedacinhos de afeto e de ilusão;
Misture com um pouquinho de amizade;
Junte com carinho uma pontinha de paixão
E uma pitadinha de saudade.
Pegue o dom divino maternal de uma mulher
E um sorriso limpo de criança;
Junte a ingenuidade de um primeiro amor qualquer
Com o eterno brilho da esperança.
Peça emprestada a ternura de um casal
E a luz da estrada dos que amam pra valer;
Tenha sempre muito amor,
Que o amor nunca faz mal.
Pinte a vida com o arco-íris do prazer;
Sonhe, pois sonhar ainda é fundamental
E um sonho sempre pode acontecer….
Toquinho

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A poesia de Florbela - para reflexão

Verdades Cruéis - Florbela Espanca



Acreditar em mulheres
É coisa que ninguém faz;
Tudo quanto amor constrói
A inconstância desfaz.

Hoje amam, amanhã 'squecem,
Ora dores, ora alegrias;
E o seu eternamente
Dura sempre uns oito dias

...

Li um dia, não sei onde,
Que em todos os namorados
Uns amam muito, e os outros
Contentam-se em ser amados.

Fico a cismar pensativa
Neste mistério encantado...
Digo pra mim: de nós dois
Quem ama e quem é amado?...



Florbela D'Alma da Conceição Espanca nasceu no dia 8 de dezembro em 1894 em Vila Viçosa (Alentejo). Demorou para ser reconhecida como boa poeta. Com uma vida bastante confusa, sobretudo nos casamentos, teve apenas dois livros publicados em vida, Livro de Mágoas e Livro de Sóror Saudade. Florbela de suicidou no dia 8 de dezembro de 1930 em Matosinhos.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Relembrando os velhos Carnavais...


Primeiramente: Dudu, desde ontem que eu estava com vontade de fazer uma postagem aqui, mas a inoperância da Internet me impossibilitou... Hoje, atendendo a minha vontade e ao seu chamado, aqui estou ! Não deixaremos o nosso blog morrer !!!

Sentindo João Pessoa "pegar fogo" em ritmo de Carnaval, eu, aqui em Campina, à distância, sinto uma vontade de estar aí, uma nostalgia com gostinho de lembranças divertidas dos Carnavais anteriores...
Acho que só quem está longe, sem nenhum clima de Carnaval (aqui em Campina não há nada que lembre a data... talvez só o Motifolia da escola !!), pode entender a vontade que dá de estar de volta em casa, de participar dessas festas, de festejar e de se divertir !
Faz uns dez anos que não participo das Muriçoças (quem manda cair em plena quarta-feira de trabalho ??), nem nunca fui às Muriçoquinhas... Talvez não tenha ideia da proporção gigantesca dos eventos, talvez nem gostasse, mas só a impossibilidade de ir já me provoca a vontade de estar aí...
Mas eu ainda vou tirar férias em algum fevereiro desses para poder participar dessas prévias !
Por isso, pessoal de Jampa, aproveitem bem por aí ! Entrem no clima, aproveitem a cultura popular, o festão popular mesmo, enfeitem-se, fantasiem-se, divirtam-se !!
E mandem umas fotinhas para ficarmos babando à distância ! ;))
Bom Carnaval a todos !!



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

XX, XY, XXY, XYX


Sobre o caso Laerte Coutinho: sou a favor de 4 tipos de banheiro - só tenho pena do investimento dos empresários. Sinceramente, nada melhor que cada macaco no seu galho, sempre. Enquanto isso não é implementado, que cada um se alivie no banheiro fisiologicamente correspondente à sua anatomia, para não forçar a barra. Laerte, grande gênio, que me perdoe, mas dou razão à menina de 10 anos. That's all! Medo: O que se vai desenhar nas plaquinhas?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Muito pouco tempo

"Se quer ver algo feito, peça a alguém que não tenha tempo!"

Por que será que somos assim? Por que funcionamos melhor quando temos muitas coisas pra fazer? É incrível que, quando temos tempo de sobra, nunca resolvemos tudo que podemos, sempre deixamos assuntos pendentes e, do contrário, quando temos nossa rotina atribulada, arranjamos um tempo para cada coisa e até realizamos as atividades com maior empenho, dedicação e eficiência. Mistérios da alma humana!! 


Ultimamente temos falado muito sobre o tempo aqui no blog, não é? Eu estava pensando sobre isso e refletindo sobre como estou sentindo uma relação estranha com o tempo. Como se ele estivesse me atropelando, passando por mim rápido demais, sem me dar a chance de aproveitar como eu queria, e eu que sempre fui "apressadinha", tenho corrido em vão, estando sempre muito atrás dele. O tempo da vida não se conforma com coisa alguma e está muito distante de ser o tempo de Deus. Estou em descompasso com ele, procurando encontrar o meu próprio tempo...