Mostrando postagens com marcador alma viajante/espírito aventureiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alma viajante/espírito aventureiro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de julho de 2012

Bananeiras

Neste final de semana, fomos novamente à Bananeiras. Desta vez para uma ocasião especial : festejar os 65 anos do meu pai e inaugurar sua casa recém-construída no condomínio. A casa ficou linda, confortável e aconchegante, fora isso tivemos o prazer de desfrutar da companhia de painho, de acordar ao som de música clássica e de Tom Jobim, de escutar suas histórias... E para completar, comemos muita coisa gostosa preparada por Deinha, a cozinheira dos sonhos de qualquer um, que mora lá em Bananeiras mesmo. Tudo que ela faz é uma verdadeira delícia, principalmente a peteca de banana, a melhor de todas !!!

A casa vista lá de baixo da encosta, os meninos ensinando as regras do pôquer
para Crispim; a hora dos parabéns e a sala de jantar.

Os meninos, como sempre, aproveitaram demais e fizeram o pacote completo - jogo de tênis, trilha, piscina, pedalinho, charrete e parquinho!! Ainda inventaram um jogo de pôquer que virou vício, iam dormir muito tarde jogando. Sem dúvida, um final de semana maravilhoso, em contato com a natureza, daqueles que recarregam a alma ( mas não o corpo, porque o tanto que a gente caminhou, subiu e desceu ladeira, não foi brincadeira rsrs!!).

Pedro jogando tênis, João brincando perto da "floresta"; o córrego que deságua na bica
e as baias dos cavalos.



Na volta, vinha conversando com Crispim sobre o quanto eu me sinto bem no interior, como eu gosto das paisagens, das pessoas, da simplicidade, da maneira com que vêem a vida! Quando íamos chegando em Pirpirituba, encontramos o trânsito parado, porque uma carreta havia tombado e obstruído totalmente a estrada.
 Os moradores nos indicaram um caminho alternativo, e o percurso foi muito engraçado, encontramos pelo caminho muitas figuras que ilustraram bem tudo o que estava dizendo pra Crispim, fiquei arrependida de não ter filmado a conversa com um velho que nos deu informações, inesquecível rsrsrs!! Depois de um desvio de uns 40 km, doze deles em uma estrada de barro, voltamos à estrada em que estávamos e seguimos para casa.

No fim, a vista compensou, fica a dica, a estrada de Borborema para Pilões é  de terra e
cheia de buracos, mas é linda rsrsrs!!!




quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cruzeiro no Allure

Fiquei admirada por ver o blog tão abandonado, parece que todo mundo andou bem ocupado enquanto eu estive fora, porque nenhuma alma viva postou nada rsrs! Posto eu, então, já de volta !! A viagem foi ótima, mas muito corrida, o começo foi a típica viagem aos EUA: parques, outlets, muitas compras, muitas malas e pouco espaço para a bagagem no carro rsrs! Depois de alguns dias assim, embarcamos no navio, em um domingo cinzento. Exatamente na véspera do embarque no navio, o tempo ficou feio em Fort Lauderdale e, infelizmente, os três primeiros dias de cruzeiro foram chuvosos.

No nosso roteiro, havia três paradas. Na primeira delas, em Nassau, ninguém se arriscou a descer do navio, pois a chuva estava muito forte. Na segunda parada, em Saint Thomas, o tempo parecia um pouco melhor, estava apenas nublado e nos aventuramos a conhecer a ilha, mas acabamos "presos" em uma van na companhia de um grupo de idosos americanos, fazendo um city tour em meio a um temporal !! Logicamente não tivemos a melhor impressão da ilha, mas nos pareceu bagunçada e pobre como a Jamaica.


A chuva forte, as estradas sinuosas e a maravilhosa vista encoberta  de St. Thomas, ainda bem que alguém estava de bom humor, pelo menos!!

Falando um pouco do navio agora e comparando com o Liberty, no qual fizemos o cruzeiro anterior, o Allure é realmente maior e mais bonito, e a principal diferença entre os dois acho que é a quantidade e variedade de espetáculos que o Allure oferece. Tinha dois shows de patinação no gelo, o musical Chicago, shows de dança, de acrobacias aquáticas, de apresentações musicais, sala de cinema em 3D, a programação era mesmo extensa. Outro diferencial para quem viaja com crianças é a Experiência Dreamworks, os principais personagens de Madagascar, Shrek e Como Treinar seu Dragão estão por todo o navio tirando fotos, no café da manhã, em apresentações e nas paradas que aconteciam no andar principal, a Promenade.


Na Promenade; com  Alex, meu personagem favorito; com o Kung Fu Panda e no playground.


A parada na Promenade, o espetáculo de Como Treinar seu Dragão on ice; outro show chamado Blue Planet , e Clara e mainha com o Gato de Botas.



Os meninos realmente aproveitaram muito e amaram o navio. O complexo infantil se chama Adventure Ocean e era enorme e muito lindo (só agora vi que não tirei nenhuma foto de lá!!), tinha uma sala de jogos, uma sala para trabalhos manuais/artesanais, um laboratório de ciências, um teatro, uma grande sala central, cheia de brinquedos onde os pais podiam brincar com os filhos e as salas específicas para cada faixa etária,  os clubinhos, onde só ficavam as crianças com os monitores. Tem a sala dos bebês até 3 anos, a sala de 3 a 5 anos, outra de 6 a 8 anos e a de 9 a 11 anos. 

João tomando seu café da manhã habitual, jantar no salão principal e uma sequência  de fotos da nossa  "amiga" americana trêbada, que fez Crispim e Mariana dançarem com ela no karaokê e ainda batia nas minhas costas e puxava meu cabelo como  coreografia, quase nos matou de tanto rir !!


A terceira parada do cruzeiro foi em Saint Marteen, era a ilha mais esperada por todos e realmente não decepcionou, o tempo ajudou, e aproveitamos bem o dia. A ilha é muito linda e enorme (o funcionário da locadora nos advertiu quanto ao tempo para retornarmos ao navio, porque para dar uma volta completa na ilha de carro, sem parar, era necessário uma hora e quarenta minutos). Ela é dividida em duas partes, uma holandesa (onde nosso navio atracou e onde as lojas tem um preço melhor) e outra francesa (onde fica a praia mais badalada - Grand Case). O primeiro lugar em que paramos foi em Maho Beach, para ver os aviões aterrissando bem perto da praia, na pista do aeroporto Princesa Juliana, ponto turístico obrigatório para quem visita a ilha!


O desembarque na ilha, quando João se deu conta de que estava no navio e não em um hotel; a van que alugamos para passar o dia; a famosa prancha de surfe com os horários de chegada dos voos do aeroporto e a estreita faixa de areia de Maho Beach.


Depois paramos em outra praia, já na parte francesa da ilha, a Baie Rouge, que batia perfeitamente com a descrição do guia que eu havia lido: praia calma, com cadeiras e guarda-sol para alugar, boa para fazer snorkel. Passamos a manhã toda por lá, a praia estava quase deserta, Crispim, Mariana e os meninos alugaram equipamento e foram mergulhar. Voltaram maravilhados, com as cavernas, fendas e cardumes que tinham visto. João ficou comigo brincando na areia e escalando um verdadeiro muro de corais que ficava na encosta.


A paisagem perfeita, a preguiça de mainha e Saulo, e Clarinha pronta para o mergulho.

Queríamos ter parado ainda em Grand Case, mas ficamos com medo de perder o horário de volta ao navio. Paramos em Philipsburg, onde fica o porto, antes de devolver o carro e fomos passear pelas lojas, muita coisa boa, com ótimo preço, sem imposto e com direito a pechincha. Tem um calçadão bonito que fica em frente à praia e de onde dá pra ver o navio atracado, bem animado, muito astral, e eu novamente esqueci de fotografar!! Saint Marteen é um daqueles lugares que não dá pra conhecer em um dia, fiquei com vontade de voltar e passar uma semana inteira lá para explorar cada praia e aproveitar tudo que essa ilha tem a oferecer. Muito legal mesmo!!

Voltando ao navio, a parte que eu achei mais linda foi o Central Park, um andar inteiro cheio de plantas, parece um grande jardim, onde só se escuta o canto dos pássaros ( gravado, é claro, mas quem se importa rsrs?!). Dá uma enorme sensação de paz ficar ali sentada em um dos bancos, vendo o tempo passar,  é onde fica a galeria de Romero Britto, vários restaurantes de especialidades (= pagos) , algumas lojas mais caras e um café delicioso para lanchar à tarde.


A vista de cima do Central Park, a parte de piscinas infantis e o verde que se destacava no meio do navio.


Quando o sol apareceu no quarto dia do cruzeiro, foi uma festa, todo mundo estava nas áreas externas, as piscinas ficaram lotadas, era difícil achar uma espreguiçadeira. É incrível como o sol anima as pessoas, de repente, todo mundo ficou mais feliz!


Clara e João no campo de golfe, a escultura do cachorro; João assistindo às performances no Flowrider; o capitão do navio ( que gostava de aparecer) andando em sua moto.

Outra parte do navio que eu adorei foi a Boardwalk, onde fica o carrossel, uma sorveteria, algumas lanchonetes e lojinhas, o restaurante mexicano, as duas paredes de escalada, um playground e o teatro aquático, a céu aberto.


Uma das paredes de escalada, João e Andrezinho dançando "Eu me remexo muito!", Clarinha no clássico Zoltar, na Boardwalk; a piscina de correnteza para crianças, e Crispim e Clara com o capitão que adorava posar para fotos !


Conhecemos um casal muito legal, que são de Recife, mas moram em Manaus há cinco anos, eles estavam com o filho deles, Andrezinho,  três meses apenas mais velho que João, uma figura! Ele e João viraram companheiros de todas as horas, fazíamos muita coisa juntos, e os dois começaram a ficar no clubinho depois que se conheceram, o que foi ótimo para todos nós rsrs!! O clubinho realmente é uma mão na roda para os pais, se quiserem, podem deixar as crianças o dia inteiro lá! Eles ficam abertos das 7 horas da manhã até às 10 horas da noite, levam as crianças para almoçar e para jantar e das 10 horas da noite às 2 da madrugada, eles ainda brincam com elas, fazendo uma espécie de noite do pijama, mas aí tem que pagar 6 dólares por hora. Normalmente brincávamos com João durante o dia e à noite deixávamos no clubinho, todo dia tinha um tema diferente - piratas, super-heróis, animais, música, aniversário... Teve um dia que teve uma peça com os bonecos do Little People, muito lindos, João adorou! Todos os pais do clubinho para as crianças de 3 a 5 anos  recebem um celular, para poderem ter notícias do filho e serem chamados, se houver necessidade.



Clara e João no carrossel, se fosse por João, passava o dia girando! Crispim e Pedro na pizzaria; Crispim no Flowrider, e eu, Andréia e a duplinha dinâmica assistindo.

Clara não ficou muito no clubinho dela, preferia fazer sua própria programação -  na escalada com tia Nana, no Flowrider com o pai, na patinação no gelo comigo, enfim, andava o navio inteiro sozinha, procurando o que fazer, conferindo o horário das apresentações que queria ver, encontrando todo mundo. Nos primeiros dias, usamos bastante o walkie-talkie, mas depois já sabíamos mais ou menos onde cada um estaria e não houve mais necessidade. Pedro, então, só o encontrávamos na hora do jantar. Ele fez muitas amizades, andava em bando, passava o dia na quadra de esportes, no Flowrider (no Allure, tem dois, um só para sufar em pé e outro para quem quer surfar deitado), na sala exclusiva para os adolescentes e, depois do jantar, tinha sempre uma festa para ir que só acabava às 2 da manhã, quando eles eram escoltados pelos seguranças e iam para suas cabines dormir, pois depois desse horário, menores de 18 anos só podem circular pelo navio se estiverem acompanhados pelos pais. Ele foi o que mais sentiu, quando o cruzeiro acabou, disse que a noite de despedida entre a turma foi cheia de sentimento rsrs.



A duplinha inseparável com Shrek, Fiona, brincando com Clara e com uma amiga do clubinho; na última noite, com a nossa assistente de garçom, Alexandra, que era muito bonita e educada.

Bom, esse post já ficou enorme, e eu vou acabar por aqui. É muita coisa para falar, muita foto para mostrar, mas o essencial já está aí. O cruzeiro foi super legal e valeu muito a pena, é lógico que não fiz tudo que gostaria de ter feito (malhar na academia, relaxar na jacuzzi, fazer um tratamento no spa...), mas viagem com criança é isso mesmo, são eles em primeiro lugar. Ainda deu tempo de fazer uma avaliação física na academia bem interessante, para medir minha taxa de metabolismo, de retenção de líquidos, de ingestão diária de calorias adequadas, enfim, uma avaliação complexa que terminou em uma proposta de tratamento de desintoxicação por três meses, que já comecei a fazer com suplementos que comprei lá mesmo, vamos ver se vai dar resultado! E para virar tradição, cantei novamente no karaokê, desta vez sozinha, interpretei "Always on my mind", de Elvis Presley, o maior mico rsrsrs!! Clarinha quase morre de vergonha por mim! 




domingo, 15 de abril de 2012

SÃO PAULO COM AS CRIANÇAS


Morei quatro anos em São Paulo, no entanto, ainda me surpreendo quão grande, acolhedora ,divertida e envolvente é aquela cidade. Cidade que amo, pois ela me traz lembranças maravilhosas: o meu trabalho na prefeitura, a residência de Fulvio, o nascimento de Arthur, a nossa casa, os passeios, as amizades e etc .
Essa foi a segunda vez que fomos para SP para uma viagem mais focada nas crianças. Yvon, Diana e os trigêmeos, nossos companheiros de viagem, deixaram a viagem ainda mais divertida!!!! . Imaginem só a festa: quatro crianças da mesma idade e um tourinho, incansável,  chamado Felipe para animar ainda mais. Amamos tudo, os lugares e às companhias.
Começamos a viagem na sexta feira santa, um dia lindo, com céu azul e sol forte. Fomos ao Hopi Hari. Depois de uma perdidinha básica que nos fez perder 40 minutos entre Anhanguera e Bandeirantes, enfim decidimos desligar o GPS louco e chegamos no parque.  O parque não estava muito cheio, o que nos permitiu brincar em praticamente todos os brinquedos, exceto alguns poucos que estavam fechados após o recente acidente. Enquanto eu,  Felipe e Gina ficamos nos brinquedos para os pequenos, o resto da turma se divertia nos mais radicais.
Visitamos o museu do Futebol no Pacaembu, atração imperdível de SP, que agrada homens, mulheres, adultos e crianças. Gente, esse museu parece “coisa da gringa”, como diz Camila Coutinho.
Fomos também assistir a peça “Os Saltimbancos” no Teatro Folha, do Shopping Higienópolis. Felipe ficou tão encantado que passou a peça toda com a boca aberta. J)))
No domingo pela manhã, Fulvio fez questão de ir ao MASP, para visitar uma exposição bastante concorrida sobre a Roma antiga (dica da Veja São Paulo): foi uma exposição de alto nível, pois pela primeira vez, aqui no Brasil, trouxeram peças dos museus da Roma e Florença, como armas de guerra, acessórios, esculturas de cerca de 2.000 anos. Infelizmente, não pude ficar muito, saí logo depois que Felipe deu uns 3 gritos que ecoaram em todo museu, mas Fulvio e Arthur ficaram e saíram encantados. Ah, antes da exposição, demos uma olhadinha na feirinha de antiguidades que tem no vão livre. A cara de SP!!!!!!!
Em seguida, fomos para o Mundo da Xuxa. Os meninos amaram esse parque: o ambiente é refrigerado, muitos brinquedos, além do mais, os personagens fazem várias apresentações com toda a turma da xuxa. Como diz Nelsinho “vale a pena”.
No dia seguinte, Fulvio foi ao Einstein, Diana ficou no hotel, pois estava um pouco doente, e eu Gina e Yvon, levamos os meninos ao parque do Ibirapuera. O dia estava perfeito, e pedalamos muito com os meninos. Os gêmeos Marquinhos e Yvonzinho deram um grande susto na gente: os danadinhos sumiram na bike. Gente, minhas pernas tremiam tanto que não sei como consegui pedalar tão rápido. Depois de quase 15 minutos de tensão eles apareceram sorridentes!!!
Na terça, fomos ao Zoológico e foi nota mil. Eu estava meio desanimada porque da última vez que eu tinha ido lá saí super cansada, pois o lugar é gigante. Mas, agora eles colocaram uns carrinhos elétricos (iguais aqueles do Projac que sempre aparecem no Video Show) que dá uma volta no parque em 20 minutos por R$ 5,00 por pessoa. AMEI !!!!!!!!!!!!!! Do Zoológico tem um acesso para o Zoo Safari(antigo Simba Safari). O melhor deste parque é ver as crianças alimentando os animais: alguns vêm comer na nossa mão: as crianças adoraram.
Eu e Fulvio, após colocarmos os meninos pra dormir, deixávamos eles dormindo no hotel com Gina, e arriscamos algumas saídas: fomos a alguns restaurante os italianos: Girarrosto (excelente, uma comida divina e preço justo, para mim foi o melhor),  Italy, que fica na Oscar Freire, também muito bom, além da tradicional família Mancini. Fomos ainda, ao Outback com a criançada. Na terça-feira a noite, fomos ao Tom Jazz, onde assistimos ao show “all you need is love”, de uma banda reconhecida como uma das melhores bandas Beatles cover do mundo, foi muito bom e vale muito a pena.
No dia seguinte, quarta-feira, acordamos e fomos para o aeroporto. Yvon, Diana e os tri-gêmeos ainda ficaram lá o dia todo, foram no Mercado Municipal e no Museu da Língua Portuguesa. A noite foram para o aeroporto, e deram sorte de não terem pego a chuva torrencial que inundou mais uma vez São Paulo.  
Espero, sinceramente, voltarmos muitas vezes, pois sempre haverá um bom motivo para estar em São Paulo.










sexta-feira, 13 de abril de 2012

Escalando o Corcovado



Ha bastante tempo que queria fazer esta escalada no Rio, mas nunca aconteceu, por questoes de tempo ou mudanca climatica.

Ainda bem. Nao sei se realmente tudo tem a hora certa para acontecer, prefiro acreditar mais que as coisas so vem quando a gente esta pronta para enfrentar.

Mas agora, eu sinto que estou em um momento muito luminoso na minha escalada. Tenho feito isto ha 11 anos e nunca pensei que fosse me tornar profissional e ensinar pessoas do mundo inteiro, nao somente a arte de escalar montanhas, mas, especialmente transmitir a paixao pelo mundo natural; ajudar a desenvolver a conexao com a natureza externa e a natureza interna.
Atualmente sinto o poder que a atividade e a natureza me deram. Decisoes nao sao dificeis de serem tomadas e analise de risco ocorre espontaneamente a cada segundo.
Existe risco em tudo que a gente faz. Tudo. Mas o perigo é o resultado da relacao que voce tem com o que é arriscado.

Um aspecto que é de fundamental importancia quando voce adquire muita competencia no que faz é prestar atencao no seu proprio Ego, que tem o potencial enorme de ser tornar o principal ameaca. Um estado de "overconfident" (super confiante). Pode camuflar a sua visao de uma forma abrangente.
Eh importante manter esta "luzinha" de alerta do nosso Ego ligada.

A face Sul do Corcovado tem cerca de 800 metros. Eh uma parede imponente, 100% vertical e alguns trechos com pequenos "tetos". Esta escalada foi especial porque a realizei em estilo "solitario" - ou seja, fui sozinha, sem ajuda de ninguem -

O que significa que comeco subindo (com corda) e fazendo minha propria seguranca. O risco de caida é exatamente o mesmo do que estivesse escalando com um parceiro(a).
A medida que "estico" 60 metros de corda, eu tenho que fixa-la em uma "estacao" fixa. E entao, mudar procedimentos e descer a corda fixa e solta-la na parte de baixo (pois nao tem ninguem para fazer isto ou subir e chegar ate mim). Depois que eu solto a parte de baixo, eu tenho que subir novamente pela corda fixa, usando um terceiro tipo de sistema e outros equipamentos.
Enfim, no final eu faco o percurso de 60 metros 3 vezes. Esta via que escalei tem 8 trechos de 60 metros! = 480 metros.

Eu so consegui fazer 4 x 60 metros, ou melhor, tendo em vista que percorri cada trecho 3 vezes, escalei 720 metros.
Eh uma escalada que escolhi justamente por ser desafiadora, tanto no nivel mental quanto fisico. O tempo inteiro sua concentracao tem que estar 100% focada no que esta fazendo, as transicoes de sistemas, checar se os equipamentos estao travados, ser eficiente e nao perder tempo, ter uma organizacao de equipamentos impecavel, ter muita forca de vontade para nao desistir logo! e lidar com procedimentos repetitivos o tempo inteiro.
Nossa!! foi um trabalhao! Meu cansaco foi mais no nivel fisico, eu estou muito bem condicionada, acho que estou na minha melhor performance fisica desde que comecei a escalar, mas no quarto trecho, ja estava esgotada. Subir a corda fixa (terceira etapa), toma uma energia tremenda do seu corpo, pois voce vai rebocando seu corpo pela corda. Eu acho que nunca suei tanto na minha vida e devo ter emagrecido no minimo 3 kg so neste dia.

Mas, foi uma experiencia inexplicavel. Uma experiencia de maturidade com minha escalada, com minha tecnica. Um exercicio de auto-conhecimento de minhas emocoes (na maioria das vezes la o que eu mais sentia era frustracao, pois sempre tem alguma coisa que engajava em outra e a corda ficar presa e lidar com todos estes imprevistos com a mente tranquila, com seguranca e nao deixar dominar-se por ansiedade, estresse ou raiva).

Entao, estou aqui compartilhando um pouco esta experiencia intima com voces. A parte mais dificil foi sair da mata no caminho de volta, me perdi um pouco (mesmo indo fazer a "trilha" um dia antes e marcar todo o caminho!) e perceber o quao fragil e ameacada eu me sinto na cidade, com a possibilidade de outro ser humano me fazer algum mal. Enquanto estava la em cima, na parede, tudo era paz e totalidade.

O Rio continua lindo.
beijos!!

domingo, 25 de setembro de 2011

Presente de Aniversario


Este mes tive a mais incrivel experiencia da minha vida trabalhando outdoor.
Eu tive um encontro com um "Mountain Lion". Tambem conhecido na America do Sul como Puma.

Estava em Black Hills, no estado de South Dakota, USA. Estava trabalhando em um curso de escalada e estavamos acampados em uma floresta de "pines" (pinheiros). O acampamento dos instrutores era um pouco afastado do acampamento dos alunos.

O lugar eh maravilhoso. Celebramos meu aniversario por la. O grupo acendeu uma fogueira a noite, fizeram um bolo para mim com cobertura de iogurte e morangos.
2 dias depois meu "presente de aniversario" chegou.

Os outros instrutores ainda nao tinha chegado no acampamento. E eu ja tinha terminado de escalar com meu grupo e fui cozinhar na nossa "cozinha". Estava sozinha no acampamento de instrutores. Dai, terminei de organizar nossa cozinha e me deu aquela vontade de ir ao "banheiro" :).. peguei a pazinha e fui caminhar na floresta. Estava me sentindo muito relaxada, apreciando a vegetacao e a luz (era quase por-do-sol). De repente, eu nao sei porque, eu levantei minha cabeca e la estava o animal. Sentado, muito tranquilo, olhando para mim. Minha primeira reacao foi" ops!" Mas para o mountain lion, parecia que tudo estava normal. Foi uma sensacao de que eu estava entrando na casa de alguem por engano, mas que o dono estava tranquilao no sofa esperando eu falar o que eu queria ali. Foi mega esquisito!


Entao milhoes de pensamentos vieram na minha cabeca. Estava em um curso, alunos estavam ali na area. Eu sei os protocolos de seguranca caso encontre um urso ou onca. Fiquei pensando se fazia barulho e todas aquelas coisas para parecer maior e espantar o animal. Mas, eu nao fiz. :)
O animal nao me parecia nada assustador. Eu que estava assustada. Meu coracao parecia que ia pular para fora do meu corpo. tentei controlar minha respiracao o maximo que pude. E decidi que ia ficar absorvendo daquela experiencia o maximo de aprendizado que eu pudesse. Nao perdemos contato visual por um segundo sequer.

Quando meus pensamentos pararam e quando eu pude controlar meus batimentos cardiacos, eu comecei a sentir a energia do animal. E dai eu comecei a me sentir tao menor. O poder que ele emanava era tao grandioso, tao intenso. Ele estava sentado, olhando fixamente para mim, super relaxado. Eu em pe, olhando fixamente para ele, ansiosa. Eu nao acreditava no estava vivendo!.. tentei ouvir/sentir a respiracao dele, mas ele estava incrivelmente quieto!. Comecei a me sentir um pouco contrangida por constatar que minha energia estava tao diferente da dele. Desejei estar no lugar dele. Mas tambem vi o quanto somos iguais.
Foi incrivel. E absurdamente louco o tempo que permanecemos ali. Eu estimo que tudo durou uns 10 minutos, mas minha impressao eh que, se eu nao fizesse nada, poderia ficar ali uns 30 ou sei la quanto tempo!

Pessoas que eu comente me falaram que isto eh muito louco. Mountain Lions sao muito dificeis de se ver. Se voce ver uma vez na vida pode se considerar uma pessoa de sorte, eles nao costumam permitir serem vistos. Mas 10 minutos "hanging out" com um "mountain lion" eh quase surreal!! :)))

Entao os carros chegaram, com eles o barulho do motor. O animal permanecia imutavel. Instrutores e outros alunos saindo e falando muito alto e o animal nada de se mexer. Tudo parecia indiferente. Ou que nada estava acontecendo.
Ok, ja fazia muito tempo e eu nao tinha ideia o que podia acontecer. Entao decidi me mexer pela primeira vez. Eu dei um passo para traz e tudo bem. Dei meu segundo passo para traz e o animal, ainda sentado, esticou o pescoco tentando entender o que eu estava fazendo. Ai foi meu segundo: "ops!". Parei por uns minutos e entao repedi meu procedimento nao muito segura no que ia dar. e de novo, no segundo passo para traz, o mouintain lion esticou mais ainda o pescoco e levantou as patas da frente. Ele estava muito muito curioso. nesta hora eu dei uma gelada.

As pessoas estavam comecando a fazer menos barulho e eu entao decidi chamar meu co-instrutor: ANDY!!! ninguem escutou e o mountain lion nem se mexeu. ANDY!! as pessoas pararam de falar. ANDY!!! comecaram a perguntar onde eu estava e o que estava acontecendo. ANDY!!! vieram me procurar. ANDY!!! somente quando gritei pela quinta vez e 2 instrutores estavam a caminho, o animal se levantou e comecou a sair devagar, bem sossegado.

Os outros 2 instrutores ainda tiveram tempo de ver o animal saindo. enorme e lindo!!! :)

Nunca vou esquecer este encontro. Muito intenso.

beijos com muitas saudades,
Nana

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Leitura amena - Convalescença de Guga

No Trastevere




A pizzaria do Trastevere que tinham nos recomendado estava cheia e acabamos num restaurante ao lado, vazio. Éramos quatro. A primeira coisa que fizeram quando nos sentamos foi trazer quatro taças de Prosecco, cortesia da casa. Nos entreolhamos, desconfiados de que pagaríamos caro por aquela cortesia. Nosso instinto de sobrevivência dizia "Corram!", mas o constrangimento nos mandava ficar. Afinal, éramos brasileiros mas de uma região em que a civilização pegara.

A própria moça que nos atendia, de blue jeans, em desacordo com a decoração mas em bem ajustado acordo com sua anatomia trasteveriana, não sei se por gratidão por termos ficado ou com sinceridade, não acreditou que fôssemos brasileiros.

Descreveu as especialidades da casa e optamos por um rigatoni, precedido, no meu caso, por um carpaccio de peixe. Pelo menos pelo que deu para ver, pois era pouco e sua passagem pelo meu prato foi rápida. Existe uma regra inescapável segundo a qual quanto menores as porções, mais caro o restaurante. Um dia algum empreendedor europeu vai atingir a perfeição e montar um restaurante em que toda a refeição cabe num pires e a conta vem numa travessa.

O rigatoni veio numa cumbuca perto da qual um dedal não se sentiria humilhado e o liquidamos com três garfadas. E como secondo? — perguntou a Blue Jeans, certa de que, para não parecermos brasileiros, não recuaríamos agora. Pedimos o secondo não por constrangimento ou respeito à tradição italiana. Era fome mesmo.

Ela recomendou outra especialidade da casa, um peixe chamado "spadolini". Espera aí. Spadolini era o ministro da Defesa na época. Não me lembro do nome do peixe. Que demorou uns bons quarenta minutos para aparecer. Como o restaurante continuava vazio, deduzimos que a demora se devia ao esmero com que estava sendo preparado.

E realmente, o próprio chefe trouxe a travessa da cozinha como se fosse um filho recém-nascido. Serviu quatro pratos com cuidados cirúrgicos e os colocou na nossa frente como se seu futuro na profissão dependesse do nosso julgamento.

Peixe, uma camada de batatas em cima, molho de tomate em cima das batatas. As batatas estavam cruas e no dia em que souber do seu molho de tomate o Trastevere em peso expulsará o chef e queimará seu restaurante. Foi o pior peixe jamais servido na Itália. Bom, talvez o que serviam nas masmorras do Coliseu fosse pior. Só a conta não decepcionou a expectativa. Era altíssima.

Claro que, para cada experiência como esta, tivemos dezenas de grandes encontros com a culinária romana em várias estadas. Mas que fique a lição: quando for a uma pizzaria bem recomendada do Trastevere e não tiver lugar — espere!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ela, de novo !!


Pessoal,
estou devendo um post complementando as news dadas por Valéria.
Também adoramos a viagem. Cada cidade com sua beleza, com sua magia.
Amsterdam, uma agradabilíssima surpresa. Valeu, Gianne, por insistir na inclusão da cidade em nosso roteiro e pelas dicas dadas. Gostamos especialmente de Zaanse Schans, a cidade dos moinhos, onde retomei a (perdida) prática da bike.
Londres respira história, interesse geral, uma peculiar mistura com a modernidade. Nele, fizemos o melhor tour gastronômico, com passagem por casas dos famosos chefs da mídia.
Loire e seus castelos, a cada lugar uma linda paisagem. Um hotel charmosíssimo, um chofer gente boa e muito vinho pelo caminho.
Por fim, Paris. Indescritível, inenarrável. Tanta coisa para se conhecer e se fazer em tão pouco tempo, dava vontade que o dia tivesse umas 36 horas ! Mas sempre tem que ficar algo para a próxima visita, nao é ?
Mas para retomar, ou encerrar, o debate, segue a foto para mostrar que, neste contexto todo especial, a danada da Torre Eiffel é LINDA mesmo. Não tem como nao se emocionar na primeira vez que se vê ao vivo, seja de dia ou à noite, iluminada linda, linda.
Vale a visita ! Super indico !!! ;)

Por fim, nao poderia deixar de agradecer aos nossos companheiros de viagem Fulvio e Valeria, Zé Maria e Lenisse, pelas agradabilíssimas companhias, por toparem nosso roteiro-full gas, por tantas risadas e momentos felizes. Guardados para sempre na memória do coração.

Final de semana de verão

























No último final de semana fomos para Barra do Sahy.

A praia fica a 220 km de SP, super preservada no meio da Mata Atlântica.


Ficamos numa pousadinha super gostosa que se chama Aldeia do Sahy e que recomendo para quem quiser conhecer o litoral de São Paulo.


Aliás, essa é a melhor época do ano para ir ao litoral de SP.


As praias estão quase vazias, o tempo é ótimo (solzão), as estradas estão livres de congestionamento...enfim...uma maravilha!


Segue aqui uma seleção de algumas fotos!



Bjos

domingo, 4 de setembro de 2011

UM POUQUINHO DA NOSSA VIAGEM

Não sei escrever bem como Guga, nem mesmo fazer aquelas composições de fotos, mas vou me esforçar para escrever um pouquinho sobre nossa viagem.
Começamos eu, Fulvio, Rê e Léo por Amsterdam. Eu adorei essa cidade! Uma arquitetura bem diferente da nossa, cheia de canais, muita história, boa comida, muita coisa interessante para ver. Um friozinho gostoso e um sol bonito marcaram a viagem. Teve lá o seu temporal, mas nada que tirasse o glamour. :)))
Depois fomos para Londres, onde nos encontramos com Zé e Lenisse. Adoramos conhecer a parte interna do Palácio de Buckingham, ver o vestido e todos os outros acessórios do casamento da princesa Kate, além de todo o luxo e grandiosidade do lugar. A London Eye, a Torre de Londres, Piccadilly Circus, os guardinhas com cara de mau, os jardins maravilhosos, as lojas, os restaurantes, as cabines telefônicas, os taxis, os ônibus, enfim, todas as peculiaridades dessa cidade maravilhosa.
De lá fomos de Eurostar até Paris, onde pegamos uma van guiada por um brasileiro que foi conosco ao Vale do Loire, onde conhecemos os 3 principais castelos : Chenonceau, Chambord e Cheverny. Não só os castelos, mas as cidadezinhas, o nosso hotel, os restaurantes e as paisagens são igualmente lindos. Um lugar muito romântico e que vale a pena ser visitado.
Finalizamos a viagem em Paris. Infelizmente eu e Fulvio tivemos que voltar pelos problemas de saúde de Giannina, que graças a Deus, agora, está bem melhor.
Ainda fiz um tour noturno por Paris. Mesmo Fulvio já tendo voltado para o Brasil, não queria me despedir da cidade sem ver os seus principais pontos turísticos. Essa foi a minha terceira vez em Paris, mas tive certeza que Paris é uma cidade para se visitar cem vezes e não cansar. Sempre há um motivo para voltar.
Apesar da viagem ter sido abruptamente interrompida, comemoramos muito felizes nossos 10 anos de casados, renovamos nosso amor, amizade e respeito. Amor, vamos comemorar os 11 anos de casamento em Paris? É que fiquei com gostinho de quero mais.
Aguardem Renata e Lenisse voltarem, que elas certamente farão outros posts.

Agora, algumas fotos:

 Uma das coisas que mais gostei foram os passeios de bicicleta. Não teria aguentado caminhar pelos enormes jardins dos Castelos de Chambord (foto acima), nem pelos lindos parques de Amsterdam. Da próxima vez, vou inscrever Renata numas aulinhas, por que ela quase me atropela com sua forma perigosa de guiar a bike.
 Nosso grupo: Zé Maria, Lenisse, Fulvio, Valéria, Renata e Leo.
 Zaanse Schans: uma cidadezinha perto de Amsterdam que eu amei.
 Zé, Fulvio e Leo no jogo do Chelsea em Londres. Enquanto eles foram ao jogo, nós fomos às compras.
 Eu e Fulvio com o Parlamento e o Big Ben ao fundo.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Voltando para casa...

É o nosso último dia de viagem, daqui a pouco iremos para o aeroporto de Malpensa, em Milão. Sem dúvida, a pior parte da viagem, quando a cabeça e o espírito já estão em casa, revendo as crianças, e nós estaremos ainda em algum avião ou aeroporto. Ontem passamos o dia fazendo compras, e Milão parece ser o lugar certo para isso, muitas coisas bonitas e com ótimo preço, andamos até cansar a sola dos pés e os nossos euros acabarem rsrsrs!!
Saulo e Natache foram ótimos companheiros  de viagem e aguentaram como puderam o nosso roteiro, o meu ritmo acelerado e a minha teimosia. Segundo Saulo, se eu não andasse vários quilômetros e subisse muitos degraus de escada todos os dias, eu não me satisfazia! Natache me deu excelentes conselhos de compra, me ajudou a escolher muitas coisas, e juntas fizemos os meninos conhecerem praticamente todas as Zaras e H&Ms de Roma e Milão ( e eles estão de parabéns nesse aspecto, porque tiveram toda a paciência do mundo) !!
Também tivemos muita sorte, porque foi uma viagem cujo único contratempo foi eu ter machucado meu dedo na porta do táxi. Não tivemos problemas de nenhum tipo, fizemos excelentes escolhas de hotéis e, graças a minha intensa pesquisa prévia, poupamos muito tempo e dinheiro.
O nosso aniversário de casamento não poderia ter sido comemorado de melhor forma, tendo como cenário as três cidades consideradas as mais românticas do mundo. E sendo bem sincera, entre Paris, Roma e Veneza, fico definitivamente com Roma!! Desculpem o plágio chinfrim, mas é uma cidade que pode ser resumida em três palavras – comer, rezar e amar ! A Itália é apaixonante e dá margem a muitas outras viagens, tem a Toscana, a costa Amalfitana...
Crispim, pela primeira vez, conseguiu relaxar durante uma viagem, desligou o pensamento do trabalho e aproveitou cada dia das férias. Isso foi maravilhoso! Mas ainda mais maravilhoso é estar em qualquer lugar do mundo e constatar que não é preciso ir longe para encontrar o que há de mais bonito e mais precioso nesta vida, está sempre dentro de nós, este amor que preenche e não se esgota, que encurta as distâncias, que eterniza os momentos, que faz a vida ser especial, seja em Paris ou em Patos, em Veneza ou em Cabedelo...

domingo, 28 de agosto de 2011

Milão e Veneza

Ontem pegamos o trem em Roma e finalmente chegamos a Milão, nosso último destino. A viagem foi bem agradável, apesar de ter sido um pouco longa (3 horas e meia em um trem de alta velocidade). A escolha do hotel não podia ter sido melhor, bem ao lado da estação central, com um quarto super confortável e funcionários muito eficientes e simpáticos. Fica mais essa dica: Starhotels Anderson, na Piazza Luigi di Savoia. Chegamos no meio da tarde, Crispim e Saulo ainda assistiram ao treino da Fórmula 1 antes de sairmos para conhecer a cidade. Pegamos um táxi e fomos direto para a piazza do Duomo. O Duomo é sem dúvida a igreja mais linda que já vi, parece até um castelo de areia feito com muito capricho. Ao lado dela, fica a Galeria Vittorio Emanuele II.


Depois fomos até a Igreja Santa Maria della Grazie, para ver o Cenaculo Vinciano, a obra-prima de Leonardo da Vinci - A Última Ceia - que está pintada em uma das paredes do refeitório do antigo convento que funcionava ali. Os ingressos são bem concorridos, entram grupos de apenas vinte pessoas a cada quinze minutos, só conseguimos porque compramos com alguns meses de antecedência. Valeu a pena ver de perto uma obra tão bonita.


Saímos andando pelas ruas vazias da cidade até chegarmos ao Castelo Sforzesco que infelizmente tinha acabado de fechar. Continuamos o passeio por ruas mais movimentadas, com lojas ainda abertas, perto da piazza do Duomo. Adoramos o clima, bem mais fresco que em Roma e a gentileza e educação das pessoas que encontramos pela rua. Tivemos uma ótima impressão da cidade, depois de várias pessoas terem nos dito que Milão era um lugar sem graça e que não tinha nada para fazer!


Meu dedo estava doendo muito no final do dia, como não conseguimos telefonar para o seguro-saúde, um taxista nos levou a uma clínica ortopédica púbica, onde fui muito bem tratada. O médico que me atendeu disse que a radiografia estava normal, sem nenhuma fratura, que a dor se devia apenas à pressão do coágulo de sangue embaixo da unha, receitou gelo, analgésico e recomendou que voltasse lá no dia seguinte, caso a dor persistisse, para furar a unha e retirar o coágulo.

Hoje acordamos cedo e pegamos outro trem para Veneza. O dia estava lindo, um céu azul sem nenhuma nuvem. Descemos na estação Santa Lucia e saímos andando, ora seguindo o fluxo de pessoas, ora entrando pelas ruelas que achávamos mais bonitas e ora nos orientando pelas placas espalhadas ao longo da cidade e pelo mapa que compramos na saída da estação. 



Chegamos à ponte Rialto, a principal, que fica no Grande Canal e tem uma infinidade de lojas, barracas e restaurantes à sua volta. Resolvemos pegar uma gôndola ali mesmo, aproveitando que o sol ainda não estava muito forte. O passeio é uma delícia, um clichê!! Saulo é que ficava tenso cada vez que tínhamos que passar embaixo das pequenas pontes ou quando cruzávamos com alguma embarcação a  motor e o gondoleiro tinha que inclinar a gôndola numa manobra "radical" rsrsrs, piorou quando ele perguntou ao homem se alguma gôndola já havia virado, e o senhor respondeu que já, várias!


Depois de uma longa caminhada, chegamos à piazza San Marco, cheia de pombos - cartão-postal da cidade, onde fica a basílica, a torre dell'Orologio e o Palazzo Ducale. A vista do mar ali é linda!!



Almoçamos na margem do Canal Grande, a exigência era que o restaurante tivesse uma televisão, porque Crispim e Saulo estavam loucos para assistir à corrida de Fórmula 1 e conferir a estreia de Bruno Senna na Renault. Depois da corrida e do almoço, ficamos batendo perna até a hora de voltar para a estação e pegar o trem de volta. Adorei Veneza, uma cidade charmosa, perfeita para se passar um lindo dia de domingo, como o de hoje!!




sábado, 27 de agosto de 2011

Assis !!

Ontem acordamos cedo e fomos à estação Termini para pegar o trem rumo à Assis. Quando ia saindo do táxi, eu mesma fechei a porta do carro no meu dedão da mão direita, não sei até agora como consegui fazer isso, minha unha ficou roxa na hora e começou a latejar muito. O caminho de Roma até Assis é muito bonito e, apesar do calor no trem, aproveitamos a paisagem.
Quando chegamos em Assis, um taxista nos deu uma dica valiosa, para irmos logo à Igreja de Santa Clara, pois ela fecha`ao meio-dia e só reabre às duas da tarde, enquanto a basílica de São Francisco fica aberta o dia inteiro. Assim, o primeiro lugar que visitamos foi a igreja de Santa Chiara, muito simples que guarda várias relíquias e o corpo reformado da santa. (Quando vimos o corpo dela, achamos a cor muito estranha, artificial e tínhamos lido que o corpo de Sta. Clara estava incorrupto, pois bem, li na internet que quando ele foi exumado, muitos anos depois de sua morte, estava intacto com a cor da pele escurecida tal como vimos, mas que, ao longo do tempo, a pele firmemente aderida aos ossos foi se deteriorando. O esqueleto no entanto permaneceu na mesma posição, todos os ossos perfeitamente alinhados. Uma equipe contratada pela igreja restaurou, então, a pele da santa para recobrir os seus ossos. A lateral esquerda da santa, a que não vemos pelo vidro, mas que pode ser vista pelas clarissas que vivem enclausuradas, está aberta para que elas vejam os ossos da santa).


A cidade fica no topo de uma colina e é cercada por um grande muro de pedras e tem oito portões de acesso, é uma genuína cidade medieval, linda demais, parece até cenário de filme, cheio de ruelas, becos, passagens escondidas, escadas e muitas, muitas lojinhas. Que vendem tudo o que vocês puderem imaginar de são Francisco e santa Clara, muito artesanato, muitos objetos de arte e uma linda cerâmica característica da região. Foi lá que fiz a melhor compra dessa viagem, um lindo crucifixo damiano, que eu não sabia mas era o que são Francisco usava, e já estava procurando para comprar há tanto tempo.


Atravessamos a cidade toda até chegarmos à Basílica de São Francisco, muito bonita e, apesar de ser muito grande, tem uma aparência simples, evocando os preceitos do santo que viveu a pobreza e a doação de modo extremo. Queria ter conhecido ainda a igreja original, a que ele fundou, fora dos muros da cidade e também a fortaleza maior que dizem ter uma vista fantástica, mas como ficavam longe, e o calor estava de matar, achamos por bem voltar à estação e pegar o trem para Roma. No fim, foi uma decisão acertada, porque a viagem de volta foi demorada, com mudança de trens no meio do caminho e chegamos em Roma já no fim do dia.


Na volta, o meu dedo estava ainda pior, inchado, a unha de preta já estava azul e doendo demais. Mas mesmo com dor, cansada e com muito calor, não deixei novamente de apreciar a paisagem, quão generosa a natureza havia sido ali!! Ali onde Francisco, ainda menino, um dia brincando ficou de cabeça para baixo e teve a certeza de que o céu é que sustentava  a terra e não o contrário...



A única coisa que me vinha à cabeça era esta música: " entre prados e campinas verdejantes eu vou, é o Senhor quem me leva a descansar, junto às fontes de águas puras repousantes eu vou, minhas forças o Senhor vai animar. Tu és, Senhor, o meu pastor, por isso nada em minha vida faltará..."

Continuando nosso dolce far niente...


Na quinta-feira, fomos conhecer o castelo de Sant'Angelo, que fica às margens do rio Tibre. Descemos ao lado do Palácio de Justiça e fomos andando por uma feirinha que tinha muitas bijouterias bonitas. A ponte que fica em frente a ele é muito linda e cheia de anjos e no topo do castelo está o arcanjo São Miguel. No começo, o castelo foi construído como mausoléu pessoal e familiar do imperador Adriano. Mas depois, durante uma peste que assolou Roma, o papa Gregório I afirmou ter visto o arcanjo em cima do castelo, guardando sua espada, representando, assim, o fim da epidemia. Depois disso o castelo se tornou Sant'Angelo.


O castelo é muito lindo e do seu terraço temos uma vista espetacular do Vaticano, do rio Tibre e da cidade em geral, lá dentro também tem um restaurante super charmoso, se estivesse na hora do almoço, certamente teríamos experimentado.


Dali pegamos um táxi para a piazza Boca della Veritá, mas a fila para comprovar se falamos mesmo a verdade e colocarmos a mão dentro da boca estava muito grande. Aí começamos uma grande caminhada, atravessamos a Isola Tiberina e fomos passear pelo bairro de Trastevere, cheio de cantinas e pequenos restaurantes bem convidativos, mais uma vez entramos em um lugar que não dávamos nada por ele e comemos a melhor bruschetta ao pomodoro da viagem. Aqui abro um parênteses para falar do pomodoro, nosso velho e bom tomate, o daqui é incomparavelmente melhor que o nosso, parece que tem mais sabor, é suculento, uma verdadeira delícia!!
Depois fomos andando até o Campo de Fiori que nada mais é do que um mercado público e dos bem sujos e desorganizados, por sinal. Descobrimos muitas lojas bacanas ali por perto e passamos o resto da tarde batendo perna. De noite, fomos jantar pertinho do hotel, ao lado da scalinata di Spagna, um jantar especial, afinal de contas neste dia é que comemoramos mesmo nossos 15 anos de casamento!!