Como a maioria de vocês já sabe, amanhã se comemora o Dia da Amizade - data especialíssima, que não poderia passar em branco neste blog! Afinal de contas, é disso que o nosso blog fala: de amizade, de amor, de compartilhar, multiplicar, de fraternidade, entendimento e acolhimento. Hoje fui remexer nas minhas caixas de recordações em busca de fotos antigas e encontrei muitas das cartas trocadas durante nossa adolescência. Eu ri tanto que até chorei de felicidade/de saudade. É incrível como o tempo passa rápido e como já passamos por tanta coisa juntas! Esse post, então, é para celebrar todas as amizades - antigas, do trabalho, da época do colég
io ou da universidade, novas, da academia, do prédio, da vizinhança, da infância, virtuais, ocasionais, entre irmãs, cunhadas, tias ou sobrinhas...

Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações. (Vinícius de Moraes)

Desejo a você...
Fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor, filme do Carlitos, chope com amigos, crônica de Rubem Braga, viver sem inimigos, filme antigo na TV, ter uma pessoa especial e que ela goste de você.
Música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável, ver a banda passar.
Noite de lua cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus... Não ter que ouvir a palavra não nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança, ouvir canto de passarinho, sarar de resfriado, escrever um poema de amor, que nunca será rasgado.
Formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, pegar um bronzeado legal, aprender uma nova canção... Esperar alguém na estação.
Queijo com goiabada, pôr-do-sol na roça... Uma festa, um violão, uma seresta. Recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria.
Uma tarde amena, calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona, tocar violão para alguém, ouvir a chuva no telhado, vinho branco, Bolero de Ravel e ...
...muito carinho meu.
(Carlos Drummond de Andrade)