Por que será que os filhos são assim? Chamam dez vezes pela mãe, antes de chamarem pelo pai. Tudo bem que "mãe é mãe", mas pai também é pai! O engraçado é que, com o tempo, eles começam a achar que os pais não tem mesmo competência pra resolver determinados assuntos absolutamente triviais, como fazer perguntas para conferir se está sabendo do assunto da prova, preparar um sanduíche, combinar alguma coisa com os pais da amiga ou comprar uma cartolina na papelaria. A sociedade mudou, hoje em dia as mulheres trabalham tanto ou muito mais que os homens, mas os filhos continuam a ser atribuição quase que exclusiva das mulheres. Tem mães que realmente tomam para si a responsabilidade para o resto de suas vidas e gostam disso, mas a maioria, penso eu, sonha com uma distribuição mais equilibrada de papéis. Tem alguns pais que realmente são mais participativos, tentam ajudar sempre, mas aí já está um erro, ajudar alguém é dar uma força em algo que é trabalho do outro, e não nosso. Filho tem que ser criado junto, pelo pai e pela mãe, tem que haver a perfeita divisão das alegrias, da canseira cotidiana, das decepções, das rebeldias, das broncas, dos incentivos e do amor. Porque tem coisas que só a mãe pode entender e, outras que só o pai pode oferecer.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Quem precisa ir ao analista, se tem um blog rsrs?!!!
Ontem assisti a um filme chamado "Não Sei Como Ela Consegue", sobre a rotina de uma mulher casada, mãe de dois filhos e que tem um emprego exaustivo em uma empresa de fundos de investimentos. O filme é uma comédia, mas tenho certeza que a maioria das mulheres que o assistem pensam que está mais para drama, porque leva inevitavelmente à reflexão e à identificação com alguma situação cotidiana nossa. Ele enfoca a desvantagem que a maternidade implica na vida profissional da mulher, comparando com os homens. Questiona por que o tempo não pode ser melhor dividido entre pais e mães, por que sempre são as mães que tem que arcar com a dupla jornada. ( No filme, a amiga da protagonista diz que se um homem tem que sair no meio do expediente por causa dos filhos, ele é visto como abnegado, pai esforçado e digno de admiração, mas se é a mulher que tem que sair, ela é tida como desorganizada , sem comprometimento com o trabalho ou até mesmo irresponsável). Mostra também uma certa tensão entre os dois tipos principais de mães, as que trabalham fora e as que ficam em casa com os filhos. Uma competição velada para ver quem está levando a melhor.
Eu já estive nos dois lados, e acho que há vitórias e derrotas para ambos. Aliás, parafraseando um amigo nosso: no jogo da vida, vence quem se diverte mais, ou seja, na minha interpretação, a pessoa que consegue ser mais feliz e fazer todos à sua volta mais felizes! Já fui a mãe que não teve tempo de ler na agenda que era dia de levar um pratinho de pães de queijo para o lanche coletivo, aquela que chegava atrasada na apresentação do dia das mães e via o filho procurá-la incansavelmente com o olhar por todo o auditório, já fui a mãe que saía correndo como uma louca no trânsito, muitos minutos depois do horário de saída da escola, mas também fui a que fez com esmero a maquete do quarteirão do colégio, aquela para quem as outras mães ligaram perguntando onde poderiam encontrar a fantasia de índio, a que dá carona para vários amigos de seus filhos, a que organiza as tardes de estudo e as reuniões para fazer os trabalhos.
Já quis me convencer que não é a quantidade do tempo, e sim a qualidade que importa. Já disse para mim mesma que a responsabilidade de ser mãe nos obriga a fazer escolhas e que "ser pai e mãe é uma oportunidade para aprender a diferenciar os desejos das necessidades".
Como não podia ser diferente, volto agora ao velho tema, já abordado em tantos posts por aqui, assunto de tantas matérias, debates e análises por aí afora: a velha e boa culpa. Perguntei a mim mesma onde estava ela durante esses meus quinze anos sendo mãe. Percebi que nos primeiros anos de vida de Pedro, eu não conhecia a tal da culpa. Quando ele nasceu, tinha acabado de passar no vestibular, fiz a matrícula na universidade e posterguei o início do meu curso por seis meses, para poder ficar com ele nesse período. Depois que comecei a estudar, foi uma correria, na maior parte do tempo, tinha aula o dia inteiro. Chegava em casa a tempo de vê-lo um pouco , antes dele dormir. Tive que delegar seus cuidados a uma babá ( e foram muitas, uma rotatividade intensa!!); com minha mãe, só contava nos finais de semana, porque ela ainda trabalhava dois turnos naquela época. Não sentia culpa por que não havia outro jeito, por que não tinha tempo para isso, nem maturidade.
Só depois, pouco tempo antes de Clara nascer, é que comecei a conhecer a culpa. A rotina com dois ficou muito mais apertada, ainda mais com todas as complicações de saúde que ela teve, final de curso na universidade, monografia, consultório, pacientes de manhã até à noite... Acho que a culpa aparece quando temos possibilidade de escolha, quando sabemos que podemos fazer algo diferente, quando começamos a nos perguntar se não podemos diminuir nossa carga de trabalho ou se tudo o que requer nosso tempo é realmente imprescindível. Quando começamos a nos ressentir por estar perdendo a melhor parte de tudo isso, que é estar junto deles. A culpa definitivamente aparece quando nos damos contas de que sempre existirão processos, pacientes, clientes, projetos e boas oportunidades de negócios, mas que nossos filhos só serão crianças uma vez na vida.
Com João, eu quis ( e pude) fazer diferente, talvez a certeza de que ele seria meu último filho tenha sido um fator decisivo para decidir radicalmente deixar de trabalhar e ficar em casa. Por ser a minha última oportunidade de fazer diferente, por pensar, enfim, ter encontrado uma forma de expiar toda a culpa acumulada...sei lá, Freud explica! Tenho consciência de que foi uma escolha pensada sobretudo na minha felicidade, muito mais na minha realização do que no seu bem-estar. Se eu acho que o fato de ter me dedicado a João muito mais que aos outros vai fazer dele um adulto mais seguro, mais bem-resolvido? Com certeza não! Ele será exatamente como os outros dois ( resguardando as particularidades de suas personalidades ), no máximo, será bem mais mimado! Mas aí voltamos ao x da questão, apesar de toda a discriminação (incrivelmente inversa nesses tempos modernos), eu me sinto mais feliz, sinto que estou no lugar certo, fazendo a coisa certa. De mãos dadas com a culpa por tantos outros motivos, mas sinceramente feliz!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Ter Namorada
Bom, esse poema era pra ter saído no Dia dos Namorados, mas o computador quebrou às vésperas, eu não salvara no e-mail e só agora foi consertado. Fiz como resposta ao texto desaforado sobre o Dia dos Namorados do ano passado, que pus em seguida ao poema:
Ter Namorada
Ter namorada é bom demais! É ter companhia para todas as horas, para todos os lugares, para todos os momentos, sempre: é nunca se ...sentir só!
Ter namorada é bom demais! É frustrar qualquer tédio, qualquer solidão, e se divertir com o simples fato de estar junto dela!
Ter namorada é bom demais! É ganhar presentinhos, cartinhas e chocolates que me deixam me sentindo, me achando, todo contente, todo abestalhado!
Ter namorada é bom demais! É se achar lindo, sendo feio, se achar inteligente, sendo burro, se achar cheiroso, sendo podre, se achar gente boa, sendo um porre, se achar perfeito, sendo um defeito, só porque ela simplesmente acha tudo isso!
Ter namorada é bom demais! É receber abraços, beijos e paparicos que fazem o olho brilhar e o coração bater mais forte!
Ter namorada é bom demais! É dar carinho, ver um sorriso verdadeiro, um olhinho cintilando e ela se aconchegando no meu abraço!
Ter namorada é bom demais! É ser amado, é amar, é dizer um “te amo”, é ouvir um “te amo”, é sentir o amor abraçando o coração!
Ter namorada é bom demais! É ir dormir falando com ela e acordar pensando nela, mesmo já tendo sonhado com ela!
Ter namorada é bom demais! É sentir ciúme na medida certa, pra ela sentir que a gente sente amor por ela! E ver ela enciumada um tantinho, pra sentir que ela sente amor por mim! Uma pitadinha de ciúme é sempre bom pra não insossar...
Ter namorada é bom demais! É fazer mimos, cartas, cartões e cartinhas, mandar aquela mensagenzinha, fazer que elas sejam princesinhas!
Ter namorada é bom demais! É quebrar a cabeça pra fazer surpresa pra ela, é passar horas inventando coisas pra ela, é se preocupar com o presente presente, com o presente fofo e romântico, com a embalagem do presente, com a cartinha, com o restaurante, com as flores, com os chocolates, com o jeito que vai dar o presente, com a hora que vai dar o presente, só pra ver ela feliz, só pra ver ela se achar...É ficar doidinho até a hora de presentear!
Ter namorada é bom demais! É mandar flores fragrantes, flores bonitas, flores vistosas e depois dizer a ela que ela é ainda mais bela, mais perfeita e mais cheirosa!
Ter namorada é bom demais! É se beijar no cinema, no sofá, na praia, no carro, no mar, na piscina, na rua, na chuva, em qualquer lugar, não se envergonhar de amar!
Ter namorada é bom demais! É dominar hoje, ser dominado amanhã, e nem ligar se é mandado ou se manda, porque a gente simplesmente se ama!
Ter namorada é bom demais! É ter uma amiga, uma companheira, uma conselheira, uma pessoa querida que um bem danado me faz!
Ter namorada é bom demais! É ter uma briguinha aqui, outra acolá, mas briga pra desculpar, sem se culpar, e depois mais e mais e só amar! Uma briguinha é bom pra esquentar, mas dormir brigado? Nem pensar! É mesmo que acabar!
Ter namorada é bom demais! É ser fiel a ela e ela ser fiel você, é só ter olhos pra ela e ela só ter olhos pra você, é viver só pra ela e ela viver só pra você!
Ter namorada é bom demais! É querer o tempo todo sentir o cheiro do cangote dela, é querer sentir o calor da pele dela, é querer pegar no cabelo dela, é querer ficar toda hora com ela!
Ter namorada é bom demais! É ver um filme e lembrar dela, ir numa loja e lembrar dela, comer uma comida e lembrar dela, estar na aula e lembrar dela...é com tudo pensar nela!
Ter namorada é bom demais! É ter uma musiquinha minha e dela, um apelidozinho meu e dela, uma comidinha minha e dela, um filminho meu e dela, um restaurantezinho meu e dela, um jeitinho de falar meu e dela, é criar um mundinho só pra você e pra ela!
Ter namorada é bom demais! É se sentir feliz, é se sentir completo, é se sentir satisfeito, é se sentir realizado, é se sentir mimado, é se sentir querido, é se sentir idolatrado, é se sentir de verdade amado!
Ter namorada é bom demais, ter namorada é tudo isso que eu disse.
Mas ter Louise de namorada é mais do que bom demais! É melhor que isso tudo! É a melhor coisa do mundo!
Porque Louise é a namorada que eu pedia a Deus e que ele me deu pra não tomar nunca mais! Como eu disse noutro poema, é Louise a luz dos olhos meus!
Te amo, Louise, hoje, mais que ontem, menos que amanhã, e que cada amanhã seja um hoje como hoje!
O texto do ano passado foi esse:
Do Dia dos Namorados e seus Demônios
Amanhã é o triste e fatídico Dia dos Namorados! Ah como eu odeio, odeio, odeio. Estou hoje à la Smurf Ranzinza e odeio, odeio e odeio o Dia dos Namorados, especialmente aqui no Brasil! O Brasil, este país que copia tantas e tantas coisas da Europa e dos Estados Unidos, justamente no Dia dos Namorados é original e o comemora, sabe-se lá por que cargas d’água, em 12 de junho, em vez de 14 de fevereiro, como os gringos do Norte, que celebram o Valentine’s Day, ou Dia de São Valentim. Se aqui fosse assim, eu nem me incomodaria tanto: usaria do meu catolicismo e faria uma procissão pra São Valentim...mas não...aqui comemoram num dia em que não se comemora mais nada, é um dia só pra os namoradinhos! Puta sacanagem com os solteiros! E neste ano ainda é pior: o dia 12 de junho caiu num domingo, dia naturalmente morgado! Mas a vida tem dessas coisas, e a gente tem de superar.
Estou estressado e enraivecido com a iminência da data. Não bastasse uma semana com todo mundo, todos os amigos e amigas, planejando, comprando presentinhos, pensando em idéias para surpreender o namorado ou a namorada, contando histórias dos outros anos, ME pedindo dicas sobre o que colocar em cartõezinhos, que flor comprar...Não bastasse isso, minha mãe, pra piorar meu humor, pegou uma encomenda gigante para uma celebração conjunta do Dia dos Namorados hoje à noite, e EU, solteiro, fiquei responsável por fazer uma TUIA de canapés! Ah! E ela, minha genitora que tanto amo, ainda por cima, queria que eu cortasse os pães dos canapés em forma de coração! Aqui que eu ia cortar pão em forma de coração! Em forma de tudo eu cortaria, mas de coraçãozinho? Neca de pitibiriba: uma afronta à minha solteiridade! Cortei em rodinhas mesmo. E ACHE BOM QUE EU NÃO CORTEI EM FORMA DE OUTRA COISA!
Além do trabalho todo de hoje, todas as comidas estavam com um cafona ar romântico: trufinhas coroadas com coraçõezinhos vermelhos, pirulitos de chocolate em forma de coração, bem-casados embrulhados em papel crepom cheio de coraçõezinhos vermelhos, tudo com lacinhos meiguinhos e idiotinhas! Morangos, tomates, cerejas e maçãs, pétalas vermelhas, toalhas vermelhas, bolas vermelhas...TUDO vermelho por aqui, simbolizando o amor e a paixão. Hunf! Olhe, se vermelho, durante os outros 364 dias do ano, é minha cor favorita, no Dia dos Namorados deixa de ser e dá lugar ao preto e ao roxo, ao cinza e a todas as cores que me remetam ao luto, à quaresma ou ao advento.
Até Janjão, Senhor, meu irmãozinho de 9 anos, estava todo romântico, escutando “Pra você”, da vaqueira Paula Fernandes, no sofá perto de onde eu estava, com o fone de ouvido, com os olhinhos fechados, balançando pra esquerda e pra direita, no ritmo da música, decerto pensando em Laurinha, a menina de quem ele gosta e com quem vai dançar quadrilha hoje...Até Janjão! E eu olhando pra ele com os mesmos olhos semi-cerrados com que fitei o prato que puseram no elevador outro dia, na esperança de que deles saísse um potente raio laser.
É como minha estimada amiga Gianne disse: ou eu sou uma frigideira sem tampa, ou nasci uma obra surrealista de Salvador Dalí! Bom, pelo menos o título de “baleia encalhada” não vai mais caber em mim, já que estou emagrecendo...Mas que ser uma piaba encalhada não seja o meu destino, por Deus! Eu sou um menino bom, estudioso, educado, bem criado, estou emagrecendo, sou de uma família boa, sou de Deus, acho que sou gente boa, as pessoas riem comigo...E, ainda por cima, qual uma amiga minha, estou me alugando gratuitamente para o Dia de amanhã!
Ah amanhã! Devo passar o dia de cama, devo sair do meu regime ( e não me digam pra não sair!) e comer tudo o que eu vir pela frente, não devo entrar no facebook para não ver mensagenzinhas bregas de amor ou atualizações e também não devo ir a restaurantes ou calçadinhas, para não ver os casaizinhos bobinhos e apaixonados. E devo passar o dia só, mas, como li algures, acaso passamos o dia da árvore abraçados com uma árvore? O dia de finados abraçados com um morto? Ou o dia do índio abraçados com um índio? Então pronto! Adeus!
Ter Namorada
Ter namorada é bom demais! É ter companhia para todas as horas, para todos os lugares, para todos os momentos, sempre: é nunca se ...sentir só!
Ter namorada é bom demais! É frustrar qualquer tédio, qualquer solidão, e se divertir com o simples fato de estar junto dela!
Ter namorada é bom demais! É ganhar presentinhos, cartinhas e chocolates que me deixam me sentindo, me achando, todo contente, todo abestalhado!
Ter namorada é bom demais! É se achar lindo, sendo feio, se achar inteligente, sendo burro, se achar cheiroso, sendo podre, se achar gente boa, sendo um porre, se achar perfeito, sendo um defeito, só porque ela simplesmente acha tudo isso!
Ter namorada é bom demais! É receber abraços, beijos e paparicos que fazem o olho brilhar e o coração bater mais forte!
Ter namorada é bom demais! É dar carinho, ver um sorriso verdadeiro, um olhinho cintilando e ela se aconchegando no meu abraço!
Ter namorada é bom demais! É ser amado, é amar, é dizer um “te amo”, é ouvir um “te amo”, é sentir o amor abraçando o coração!
Ter namorada é bom demais! É ir dormir falando com ela e acordar pensando nela, mesmo já tendo sonhado com ela!
Ter namorada é bom demais! É sentir ciúme na medida certa, pra ela sentir que a gente sente amor por ela! E ver ela enciumada um tantinho, pra sentir que ela sente amor por mim! Uma pitadinha de ciúme é sempre bom pra não insossar...
Ter namorada é bom demais! É fazer mimos, cartas, cartões e cartinhas, mandar aquela mensagenzinha, fazer que elas sejam princesinhas!
Ter namorada é bom demais! É quebrar a cabeça pra fazer surpresa pra ela, é passar horas inventando coisas pra ela, é se preocupar com o presente presente, com o presente fofo e romântico, com a embalagem do presente, com a cartinha, com o restaurante, com as flores, com os chocolates, com o jeito que vai dar o presente, com a hora que vai dar o presente, só pra ver ela feliz, só pra ver ela se achar...É ficar doidinho até a hora de presentear!
Ter namorada é bom demais! É mandar flores fragrantes, flores bonitas, flores vistosas e depois dizer a ela que ela é ainda mais bela, mais perfeita e mais cheirosa!
Ter namorada é bom demais! É se beijar no cinema, no sofá, na praia, no carro, no mar, na piscina, na rua, na chuva, em qualquer lugar, não se envergonhar de amar!
Ter namorada é bom demais! É dominar hoje, ser dominado amanhã, e nem ligar se é mandado ou se manda, porque a gente simplesmente se ama!
Ter namorada é bom demais! É ter uma amiga, uma companheira, uma conselheira, uma pessoa querida que um bem danado me faz!
Ter namorada é bom demais! É ter uma briguinha aqui, outra acolá, mas briga pra desculpar, sem se culpar, e depois mais e mais e só amar! Uma briguinha é bom pra esquentar, mas dormir brigado? Nem pensar! É mesmo que acabar!
Ter namorada é bom demais! É ser fiel a ela e ela ser fiel você, é só ter olhos pra ela e ela só ter olhos pra você, é viver só pra ela e ela viver só pra você!
Ter namorada é bom demais! É querer o tempo todo sentir o cheiro do cangote dela, é querer sentir o calor da pele dela, é querer pegar no cabelo dela, é querer ficar toda hora com ela!
Ter namorada é bom demais! É ver um filme e lembrar dela, ir numa loja e lembrar dela, comer uma comida e lembrar dela, estar na aula e lembrar dela...é com tudo pensar nela!
Ter namorada é bom demais! É ter uma musiquinha minha e dela, um apelidozinho meu e dela, uma comidinha minha e dela, um filminho meu e dela, um restaurantezinho meu e dela, um jeitinho de falar meu e dela, é criar um mundinho só pra você e pra ela!
Ter namorada é bom demais! É se sentir feliz, é se sentir completo, é se sentir satisfeito, é se sentir realizado, é se sentir mimado, é se sentir querido, é se sentir idolatrado, é se sentir de verdade amado!
Ter namorada é bom demais, ter namorada é tudo isso que eu disse.
Mas ter Louise de namorada é mais do que bom demais! É melhor que isso tudo! É a melhor coisa do mundo!
Porque Louise é a namorada que eu pedia a Deus e que ele me deu pra não tomar nunca mais! Como eu disse noutro poema, é Louise a luz dos olhos meus!
Te amo, Louise, hoje, mais que ontem, menos que amanhã, e que cada amanhã seja um hoje como hoje!
O texto do ano passado foi esse:
Do Dia dos Namorados e seus Demônios
Amanhã é o triste e fatídico Dia dos Namorados! Ah como eu odeio, odeio, odeio. Estou hoje à la Smurf Ranzinza e odeio, odeio e odeio o Dia dos Namorados, especialmente aqui no Brasil! O Brasil, este país que copia tantas e tantas coisas da Europa e dos Estados Unidos, justamente no Dia dos Namorados é original e o comemora, sabe-se lá por que cargas d’água, em 12 de junho, em vez de 14 de fevereiro, como os gringos do Norte, que celebram o Valentine’s Day, ou Dia de São Valentim. Se aqui fosse assim, eu nem me incomodaria tanto: usaria do meu catolicismo e faria uma procissão pra São Valentim...mas não...aqui comemoram num dia em que não se comemora mais nada, é um dia só pra os namoradinhos! Puta sacanagem com os solteiros! E neste ano ainda é pior: o dia 12 de junho caiu num domingo, dia naturalmente morgado! Mas a vida tem dessas coisas, e a gente tem de superar.
Estou estressado e enraivecido com a iminência da data. Não bastasse uma semana com todo mundo, todos os amigos e amigas, planejando, comprando presentinhos, pensando em idéias para surpreender o namorado ou a namorada, contando histórias dos outros anos, ME pedindo dicas sobre o que colocar em cartõezinhos, que flor comprar...Não bastasse isso, minha mãe, pra piorar meu humor, pegou uma encomenda gigante para uma celebração conjunta do Dia dos Namorados hoje à noite, e EU, solteiro, fiquei responsável por fazer uma TUIA de canapés! Ah! E ela, minha genitora que tanto amo, ainda por cima, queria que eu cortasse os pães dos canapés em forma de coração! Aqui que eu ia cortar pão em forma de coração! Em forma de tudo eu cortaria, mas de coraçãozinho? Neca de pitibiriba: uma afronta à minha solteiridade! Cortei em rodinhas mesmo. E ACHE BOM QUE EU NÃO CORTEI EM FORMA DE OUTRA COISA!
Além do trabalho todo de hoje, todas as comidas estavam com um cafona ar romântico: trufinhas coroadas com coraçõezinhos vermelhos, pirulitos de chocolate em forma de coração, bem-casados embrulhados em papel crepom cheio de coraçõezinhos vermelhos, tudo com lacinhos meiguinhos e idiotinhas! Morangos, tomates, cerejas e maçãs, pétalas vermelhas, toalhas vermelhas, bolas vermelhas...TUDO vermelho por aqui, simbolizando o amor e a paixão. Hunf! Olhe, se vermelho, durante os outros 364 dias do ano, é minha cor favorita, no Dia dos Namorados deixa de ser e dá lugar ao preto e ao roxo, ao cinza e a todas as cores que me remetam ao luto, à quaresma ou ao advento.
Até Janjão, Senhor, meu irmãozinho de 9 anos, estava todo romântico, escutando “Pra você”, da vaqueira Paula Fernandes, no sofá perto de onde eu estava, com o fone de ouvido, com os olhinhos fechados, balançando pra esquerda e pra direita, no ritmo da música, decerto pensando em Laurinha, a menina de quem ele gosta e com quem vai dançar quadrilha hoje...Até Janjão! E eu olhando pra ele com os mesmos olhos semi-cerrados com que fitei o prato que puseram no elevador outro dia, na esperança de que deles saísse um potente raio laser.
É como minha estimada amiga Gianne disse: ou eu sou uma frigideira sem tampa, ou nasci uma obra surrealista de Salvador Dalí! Bom, pelo menos o título de “baleia encalhada” não vai mais caber em mim, já que estou emagrecendo...Mas que ser uma piaba encalhada não seja o meu destino, por Deus! Eu sou um menino bom, estudioso, educado, bem criado, estou emagrecendo, sou de uma família boa, sou de Deus, acho que sou gente boa, as pessoas riem comigo...E, ainda por cima, qual uma amiga minha, estou me alugando gratuitamente para o Dia de amanhã!
Ah amanhã! Devo passar o dia de cama, devo sair do meu regime ( e não me digam pra não sair!) e comer tudo o que eu vir pela frente, não devo entrar no facebook para não ver mensagenzinhas bregas de amor ou atualizações e também não devo ir a restaurantes ou calçadinhas, para não ver os casaizinhos bobinhos e apaixonados. E devo passar o dia só, mas, como li algures, acaso passamos o dia da árvore abraçados com uma árvore? O dia de finados abraçados com um morto? Ou o dia do índio abraçados com um índio? Então pronto! Adeus!
terça-feira, 22 de maio de 2012
A palavra é prata, o silêncio é ouro.
Tinha duas coisas que me apavoravam quando eu era pequena: o escuro e o silêncio! Da escuridão total, eu ainda tenho medo, sinto como se não conseguisse respirar, ainda assim, nos momentos de enxaqueca até que ela é muito bem-vinda, dá um alívio enorme. Mas o silêncio, esse eu aprendi a amar. Eu sempre fui muito falante e, quando eu sentia que o assunto iria acabar, e o silêncio chegaria, aí é que eu falava mesmo. Detestava o silêncio das salas de aula, das salas de espera dos consultórios, dos elevadores, entre as pessoas que acabaram de se conhecer ou que não tem nada pra conversar. O silêncio me desconcertava, angustiava. Não ter nada para dizer era o fim. Hoje sinto exatamente o contrário. Busco o quanto posso o silêncio, aprendi que, assim, não preciso gritar para me escutar; que, assim, posso ouvir até a voz de Deus. Como me conforta e me traz paz o silêncio absoluto da capela de adoração! Ficar em silêncio com outra pessoa demonstra intimidade, cumplicidade e também respeito. Às vezes, dizemos mais quando nos calamos.
"Barulho e mais barulho. Mais de qualquer outra coisa, tenho medo de ter me tornado surda, não poder ouvir o silêncio. Sem silêncio estou em apuros." Isabel Allende
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Muito pouco tempo
"Se quer ver algo feito, peça a alguém que não tenha tempo!"
Por que será que somos assim? Por que funcionamos melhor quando temos muitas coisas pra fazer? É incrível que, quando temos tempo de sobra, nunca resolvemos tudo que podemos, sempre deixamos assuntos pendentes e, do contrário, quando temos nossa rotina atribulada, arranjamos um tempo para cada coisa e até realizamos as atividades com maior empenho, dedicação e eficiência. Mistérios da alma humana!!
Ultimamente temos falado muito sobre o tempo aqui no blog, não é? Eu estava pensando sobre isso e refletindo sobre como estou sentindo uma relação estranha com o tempo. Como se ele estivesse me atropelando, passando por mim rápido demais, sem me dar a chance de aproveitar como eu queria, e eu que sempre fui "apressadinha", tenho corrido em vão, estando sempre muito atrás dele. O tempo da vida não se conforma com coisa alguma e está muito distante de ser o tempo de Deus. Estou em descompasso com ele, procurando encontrar o meu próprio tempo...
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Amar, Semear, Seamar!

Tem gente que é masoquista sem querer e acaba se dando mal. É simples minha lógica: a gente só colhe o que planta. Se a gente planta o bem, colhe o bem, se planta o amor, colhe amor, se planta alegria, colhe alegria...Isso são as pessoas não masoquistas. Por outro lado, quem planta rancor, colhe rancor, quem planta raiva, colhe raiva, quem planta tristeza, colhe tristeza...Ou seja, mesmo sabendo da regra "planta-colhe", a pessoa opta por plantar, com prazer, sementes ruins, ciente de que um dia colherá, desprazerosamente, uma safra podre do que há de pior: a pessoa, sã e voluntariamente, escolhe a dor: é a masoquista sem querer. Eu exorto a mim mesmo e a todos a serem agricultores do amor, da paz, da alegria, da temperança, da paciência, da esperança, porque só um doido não quer colher tudo isso para si! Só um masoquista "querendo" gosta de dor. Ame, Semeie, Seame!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Paz de presente
Não tem como ser diferente, quando vai chegando o fim do ano, sem querer somos todos levados a uma certa reflexão. Sobre o ano que está acabando, as escolhas que fizemos, o que foi feito do nosso tempo, em que resultaram nossos esforços; sobre o ano que está por vir, quais serão as surpresas e desafios que ele nos reserva, quais são os planos, sonhos e projetos para este novo ano...
Eu, particularmente, faço sempre essa reflexão interior, tento sempre recordar as metas que propus a mim mesma no ano passado e vejo se consegui alcançá-las, penso em tudo que tentei melhorar e ainda não consegui e também me parabenizo por todas as pequenas conquistas. Gosto do modo como a vida sempre surpreende, e cada ano nunca é como eu pensei que seria.
Adoro o clima de final de ano, dá pra ver que o tal “espírito de Natal” existe mesmo, até para as pessoas que dizem ou acham que não acreditam em Deus. Pelo menos durante esse período, até elas se mostram mais solidárias, mais fraternas. Para mim é um tempo muito feliz, tempo de esperança e de amor. Muitas pessoas me falam que isso vai mudar, que quando eu perder alguém realmente próximo e amado, os finais de ano sempre evocarão uma certa tristeza. Eu não tenho como saber como me sentirei quando isso acontecer, mas penso que Deus sempre nos dá tantos outros motivos para continuarmos a sentir felicidade.
Se eu pudesse definir com uma palavra somente meu ano de 2011, seria paz. Foi um ano em que realmente cresci na minha fé, aprofundei minha espiritualidade e cheguei ainda mais perto de Deus. A religião é definitivamente algo demasiado importante na minha vida, que me completa, é parte de mim. Não espero que todos que leiam o blog compartilhem do catolicismo, mas queria mesmo dar como presente a todos esta paz, essa imensa paz que só vem Dele.
Deixemos passar as coisas mesquinhas que nos indispõe uns com os outros, agora, mais do que nunca, precisamos buscar a paz com todos. Deixemos os outros em paz, ajudemos alguém a fazer as pazes com outro alguém, busquemos a paz em nosso coração, vivamos em paz uns com os outros!!
Ontem mesmo escutava uma pregação na Canção Nova que falava isto: para muitos, a paz não virá tão fácil, terão que tomar algumas sérias decisões, rever certas escolhas, retirar um monte de entulho guardado no coração, perdoar alguém... Se pararmos pra pensar direitinho, todos nós temos alguém pra perdoar ou para pedir perdão; olhando atentamente para nós mesmos, encontramos muito do que condenamos nos outros. Temos que nos colocar sempre no lugar do outro e pensar que quem fere está ferido, quem vive causando danos aos outros é porque está danificado.
A vida é preciosa demais, para perder com intrigas. Tiremos a qualquer custo o sentimento de ódio do nosso coração, não guardemos rancor e não levemos em conta as faltas alheias. Usemos as medidas do amor e da misericórdia para medir os outros e assim, depois também sermos medidos. Não há orgulho nenhum em dizer que não consegue perdoar, que você não esquece o mal que lhe fizeram. Falta de perdão demonstra fraqueza, só quem é forte pode perdoar. Muitas vezes temos atitude para telefonar ou escrever um e-mail para confrontar, ferir alguém, mas como nos falta coragem para percorrer o caminho inverso e pedir desculpas, pedir perdão.
Para que haja paz, é preciso perdoar. Ao perdoarmos, libertamos o outro e nos libertamos também, pois quem prende alguém, sempre encontra-se amarrado a ele. Temos que viver a mudança que queremos ver nos outros. Fiquemos em paz!!
" O amor verdadeiro não é destinado a uma pessoa, é a presença de Deus em nosso coração, que nos leva a amar a todos."
domingo, 4 de dezembro de 2011
Você já disse "eu te amo" hoje?

Eu amo dizer "eu te amo" para quem amo verdadeiramente! E digo sempre e tanto, de manhã, de tarde e de noite, porque não dói, não é vergonhoso, não é feio: é lindo, é bom, é amoroso! Pratico o amor e o declaro para quem eu amo. Faço isso, porque o próximo minuto não me é conhecido: o minuto seguido a este a Deus pertence! E me faz bem e faz bem a quem escuta. Então, ame e diga que ama também, eu os exorto! Diga ao seu pai, à sua mãe,ao seu filho, à sua filha, à sua irmã, ao seu irmão, à sua namorada, ao seu namorado, aos seus tios e tias, aos seus avós, aos seus amigos, às suas pessoas amadas!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
De mãos dadas
Uma vez alguém me disse que, na hora de rezar o pai-nosso na missa, devemos com uma mão receber a mão da pessoa que está ao nosso lado e dar nossa outra mão para a pessoa que está do outro lado, representando uma mão que recebe, e outra que dá; uma que acolhe, e outra que é acolhida.
Para isso e para tantas outras coisas é que nascemos com duas mãos. Para nos lembrar de que não é somente quando somos tão pequenos, que ainda não sabemos andar sozinhos, ou quando ficamos velhos, a ponto de precisar de ajuda para caminhar, que precisamos nos dar as mãos. Precisamos nos dar as mãos todos os dias, para confortar e sermos confortados, para confiar e passar confiança.
"Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas."
domingo, 6 de novembro de 2011
Constatação da passagem do tempo em um dia de domingo
O tempo é implacável, impassível. Às vezes passa devagarzinho, outras vezes passa voando. Quase não o vemos e de uma hora para outra o sentimos. De repente, as pessoas na rua te chamam de senhora e não confundem mais seu filho mais velho com seu irmão. Creme anti-rugas não é mais vaidade, pura necessidade. Todas as células do seu corpo fazem questão de demonstrar que ele, o tempo, está passando. Poucas vezes você sai e chega de madrugada, agora é seu filho que faz isso; no máximo, você acorda lá pelas tantas para ir buscá-lo ou para abrir a porta de casa. E há sempre alguma prova que depõe contra você - uma foto amarelada sem que tenhamos usado o tom sépia da máquina fotográfica, uma música que, ao que parece, só nós lembramos a letra. Frequentemente, não o percebemos em nós mesmos, mas aí vemos como o filho de fulano cresceu e pensamos que, se o tempo passou pra ele que era uma criança e agora já está crescido, imagina pra nós!! Mas não falei ainda de tudo de bom que ele também nos traz, nem tudo são rugas e problemas articulares. Maturidade, temperança, serenidade. Só ele pode construir relacionamentos, fortalecer alguns bons sentimentos e curar alguns ferimentos. Como se fala no tempo! Em ter tempo pra tudo, em saber administrar o tempo, em dar tempo ao tempo... Espero ter muito tempo pela frente para fazer um monte de coisas que hoje não tenho tempo, pra viver tanta coisa que ainda não chegou o tempo...
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
PF ou Não-PF? Eis a questão!
Estava eu imerso em meus devaneios, refletindo sobre as várias coisas, mergulhado em profunda meditação, e eis que chego à seguinte e brilhante conclusão: O PF - Prato Feito - nada mais é que um prato à la carte de pobre, e o prato à la carte nada mais é que um PF de rico... Logo, pedir à la carte não é lá tão fino e comer um PF não é lá tão rude. Estou em elevado estado de Nous com essa máxima descoberta, me sentindo o próprio Newton
PF de rico ou à la carte
À la carte de pobre ou PF
Resumindo, eu fico com o equilíbrio: vou para um self-service!
Chique é a simplicidade...
À la carte de pobre ou PF
Resumindo, eu fico com o equilíbrio: vou para um self-service!
Chique é a simplicidade...
sábado, 14 de maio de 2011
Fazer o quê?
O tempo não para...a vida sempre continua... E o palhaço, mesmo triste, tem sempre que fazer graça...C'est la vie avec la mort!
terça-feira, 10 de maio de 2011
Uma ou duas coisas que sei da vida / Reflexão sobre as reflexões de Guga
Em relação à vida , à vida de cada um , à nossa vida ; o desconhecido é o que nos espera e o inesperado o nosso desafio.O que vamos ser , o que poderíamos ser , o que deixamos de ser , enfim , o que somos realmente ; faz parte da nossa caminhada e do que está escrito.É um jogo que não admite interferencias e é bom que seja assim. É uma espécie de genoma , de um código já chipado na origem que determina as emoções particulares de cada um , as relações interpessoais , as vontades , as habilidades e as oportunidades nesta ou naquela atividade. Quando criança sonhava ser polícia ou motorista de caminhão ; depois queria ser arquiteto ou advogado e na fase romantica da contestação cultural e da formação política, queria ser ' gauche ' em Paris.Na vida academica , finalmente médico ; mas sempre com um ' quê ' mal resolvido na hipotética possibilidade de ser publícitário ou diretor de cinema.Adoro a vida , com todas as possibilidades de acontecimentos bons ou maus e adoro , na realidade amo minhas filhas , exatamente como são , diversas , plurais , inteligentes e amorosas. Cada uma com seu particular e único modo de ver , viver e contemplar a vida.
Para celebrar a vida ou reflexões em meio a um congestionamento em um dia de chuva.
Tenho pensado bastante em como a vida muda o seu rumo. A minha, a sua, a das pessoas conhecidas, a vida de todo mundo. Bom, desde pequena, eu já sabia disso, quando disse à minha mãe, com apenas cinco anos, que "tudo muda, e as pessoas, também" - em resposta à sua reclamação de que eu não estava tão organizada como era antes. Com certeza, todos levam uma vida diferente, pelo menos em alguns aspectos, da que um dia idealizaram. Digo isso sem quaisquer pontadas de frustração ou ressentimento. Não são vidas piores, também podem não ser melhores, são apenas outras vidas. Com outros anseios, diferentes alegrias e realizações.
Eu já quis ser médica, jogadora de basquete, papiloscopista e backing vocalist - e que fique claro que talento foi o que nunca me faltou rsrsrs!! Já sonhei em ser voluntária da Cruz Vermelha, casar com um imaginário Gérard e morar em Paris, já tentei aprender a tocar piano, queria ter seis filhos (em alguma fase da minha vida que certamente tomava medicação controlada!!), fiz planos de passar alguns anos nos Estados Unidos, pretendia escrever um livro, quis aprender a fazer tricô e crochê. E sabe qual é a sensação que tenho hoje? É que tudo de alguma forma se concretizou, não em mim, logicamente, mas em tantas pessoas queridas que conheço. Tem sempre uma irmã aventureira que percorre o mundo, uma outra que morou um tempo na França, uma amiga médica, um blog para escrever com outras pessoas, enfim, percebo que nós não nos realizamos necessariamente em nós mesmos.
Às vezes, perseguimos certos objetivos, traçamos nossas metas, mas enquanto não as alcançamos, a vida vai passando (e mudando), e nós esquecemos de atualizar o propósito de tudo isso no contexto em que estamos agora, hoje. Continuamos no caminho, mas sem questionar se queremos ainda chegar onde a estrada vai dar. Seguimos no automático...
E a vida é tão contraditória! Quanto mais queremos ter o controle sobre tudo que vivemos, menos percebemos as chances, oportunidades valiosas, que batem à nossa porta. Quando queremos nos encontrar, temos que colocar o nosso olhar sobre os outros. Quando queremos ser mais felizes, temos que nos dar menos importância. Para estar repleta, tenho que me esvaziar antes. Para me sentir completa, tenho que me dividir em muitas.
E no final das contas, a gente precisa de tão pouco para ser feliz! E também para fazer os outros à nossa volta felizes! Mas vivemos em meio a tantas distrações, demasiadas alegorias e preocupações supérfluas, que o essencial sempre nos escapa. Na minha vida, muita coisa aconteceu de maneira surpreendente, inesperada, mas quando eu paro pra pensar, sinto que estou onde deveria estar e que nem nos meus melhores sonhos, eu imaginaria a minha vida como ela é. Não sei se vocês brincavam, quando eram pequenas, de ficar folheando uma revista, apontando e dizendo "eu sou essa, eu sou aquela...", penso que se tivesse uma foto minha na revista, naquele tempo, nem eu mesma tinha me escolhido, mas teria errado feio!
Hoje me sinto agraciada, sinto imenso orgulho de tudo o que conquistei, mesmo que o meu tudo seja insignificante aos olhos do mundo; minha inabalável paz interior e todas as pessoas que cativei ao longo da minha vida são minhas maiores e preciosas conquistas. Vem à minha cabeça, como sempre, alguns versos do meu estimado Drummond:
"Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais. (...)
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé."
Eu já quis ser médica, jogadora de basquete, papiloscopista e backing vocalist - e que fique claro que talento foi o que nunca me faltou rsrsrs!! Já sonhei em ser voluntária da Cruz Vermelha, casar com um imaginário Gérard e morar em Paris, já tentei aprender a tocar piano, queria ter seis filhos (em alguma fase da minha vida que certamente tomava medicação controlada!!), fiz planos de passar alguns anos nos Estados Unidos, pretendia escrever um livro, quis aprender a fazer tricô e crochê. E sabe qual é a sensação que tenho hoje? É que tudo de alguma forma se concretizou, não em mim, logicamente, mas em tantas pessoas queridas que conheço. Tem sempre uma irmã aventureira que percorre o mundo, uma outra que morou um tempo na França, uma amiga médica, um blog para escrever com outras pessoas, enfim, percebo que nós não nos realizamos necessariamente em nós mesmos.
Às vezes, perseguimos certos objetivos, traçamos nossas metas, mas enquanto não as alcançamos, a vida vai passando (e mudando), e nós esquecemos de atualizar o propósito de tudo isso no contexto em que estamos agora, hoje. Continuamos no caminho, mas sem questionar se queremos ainda chegar onde a estrada vai dar. Seguimos no automático...
E a vida é tão contraditória! Quanto mais queremos ter o controle sobre tudo que vivemos, menos percebemos as chances, oportunidades valiosas, que batem à nossa porta. Quando queremos nos encontrar, temos que colocar o nosso olhar sobre os outros. Quando queremos ser mais felizes, temos que nos dar menos importância. Para estar repleta, tenho que me esvaziar antes. Para me sentir completa, tenho que me dividir em muitas.
E no final das contas, a gente precisa de tão pouco para ser feliz! E também para fazer os outros à nossa volta felizes! Mas vivemos em meio a tantas distrações, demasiadas alegorias e preocupações supérfluas, que o essencial sempre nos escapa. Na minha vida, muita coisa aconteceu de maneira surpreendente, inesperada, mas quando eu paro pra pensar, sinto que estou onde deveria estar e que nem nos meus melhores sonhos, eu imaginaria a minha vida como ela é. Não sei se vocês brincavam, quando eram pequenas, de ficar folheando uma revista, apontando e dizendo "eu sou essa, eu sou aquela...", penso que se tivesse uma foto minha na revista, naquele tempo, nem eu mesma tinha me escolhido, mas teria errado feio!
Hoje me sinto agraciada, sinto imenso orgulho de tudo o que conquistei, mesmo que o meu tudo seja insignificante aos olhos do mundo; minha inabalável paz interior e todas as pessoas que cativei ao longo da minha vida são minhas maiores e preciosas conquistas. Vem à minha cabeça, como sempre, alguns versos do meu estimado Drummond:
"Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais. (...)
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé."
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Mal de mãe - Parte III
Quando escuto alguma mãe falando (ou me pego pensando): -"Meu filho ainda não está preparado para isso...", penso que, na maioria das vezes, somos nós mesmas que não estamos. Porque, teoricamente, nenhuma criança nunca está preparada para nada, tal é a definição de criança, um ser que se prepara para a vida, que todos os dias se mune de recursos que vão ajudá-la mais tarde, quando tiver crescido, não é assim?! Só que o desenvolvimento e a crescente independência (primeiro física e depois emocional) da criança são processos dolorosos para os pais. A mãe tenta se apegar de tudo quanto é jeito, faz do desmame, da volta ao trabalho depois do período de licença e de tirar o pequeno das noites dormidas em seu quarto, um verdadeiro transtorno. E "incrivelmente" percebem depois que a criança reagiu bem! Crianças são sempre receptivas a mudanças, principalmente quando sentem que são benéficas, que lhes proporcionam uma maior tranquilidade e autonomia.
A escola certamente é um capítulo à parte, isso porque na verdade, ela representa um pequeno mundo, um ensaio para a vida real. Li outro dia em um livro de psicologia que, ao colocar a criança pela primeira vez na escola, ocorre um processo chamado de "diluição do filho", algo assim: antes o filho reinava sem concorrência ou comparações, mesmo se tivesse irmãos ou uma convivência próxima com os primos, sua luz sempre era mais forte e encantava os olhos de toda a família com seus gracejos, suas descobertas e suas habilidades. Quando entra na escola, logo no primeiro dia de aula, os pais levam um golpe certeiro, percebem que o filho diluiu-se entre os demais, ele é apenas mais um, especial para nós, sem dúvida, mas não passa de mais uma criança comum. Por isso é normal vermos alguns pais enfatizando características até negativas de seu filho para a professora, como dizer que ele não consegue ficar quieto ou que ele tem muita força e às vezes sem querer pode machucar os colegas nas brincadeiras, na tentativa de mantê-lo especial não somente aos seus olhos, mas para todos; é uma forma de dizer meu filho é diferente dos demais.
Outro aspecto que faz os pais sofrerem tem a ver com uma frase que eu escutei na homilia de um padre na Canção Nova : "os filhos trazem consigo os filhos dos defeitos dos pais". O que acontece é que, quando temos um filho, projetamos nele tudo de melhor e qual é a nossa surpresa e decepção, quando o enxergamos com as mesmas limitações que nós tínhamos ou ainda temos! É difícil vislumbrar a nossa dificuldade de socialização, a nossa passividade, a nossa agressividade se manifestando em nossos filhos, evidenciada nas relações com os colegas de escola. Daí podemos imaginar que caminho penoso teremos pela frente, para alguns, haverá a necessidade de enfrentar (= aceitar e transformar) pela primeira vez certas situações, para depois darmos suporte para que os nossos filhos façam o mesmo.
É isso, ver os filhos crescerem dói sim, não tem como não doer. Pois como dizem que ter um filho é ter o coração batendo fora de si, imagina a aflição de não saber por anda anda, o que está aprontando esse coração... de não poder mais filtrar o que chega até ele! Esse mesmo coração que pode até ficar à solta por aí, mas que sempre o sabemos e o sentimos dentro de nós.
É isso, ver os filhos crescerem dói sim, não tem como não doer. Pois como dizem que ter um filho é ter o coração batendo fora de si, imagina a aflição de não saber por anda anda, o que está aprontando esse coração... de não poder mais filtrar o que chega até ele! Esse mesmo coração que pode até ficar à solta por aí, mas que sempre o sabemos e o sentimos dentro de nós.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Tréplica do Refletindo...
Primeiro, queria dizer que isto era um comentário que virou post. Ri muito com a sua réplica, painho, ao post Refletindo... O trecho que eu coloquei é do livro de Elizabeth Gilbert, "Eat,Pray,Love", best-seller que se tornou conhecido no mundo inteiro, ainda mais depois do filme estrelado por Julia Roberts.
É claramente inspirado nos ensinamentos de Jesus, que aparece muitas vezes na Bíblia, como em Gênesis, quando Jesus fala a Abraão, "Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar. Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bençãos." ou ainda no evangelho de Lucas, quando Jesus diz: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga." E em tantas outras passagens da Bíblia.
Na verdade, acho que vc se irritou tanto porque reconheceu nas palavras dela algo parecido com Paulo Coelho - que vc tanto desgosta - e, na verdade, acho que esses autores muitas vezes fazem isso mesmo: utilizam-se de tudo o que foi dito por Jesus, da Verdade Suprema e fazem das palavras Dele, as suas palavras. Mas no fundo confesso que não acho a idéia tão desviada assim, já que também serve ao propósito de levar a mensagem central (de amor) a muitas pessoas que normalmente não abririam a Bíblia, iriam a uma missa ou ouviriam uma pregação.
Só acho perigoso a idéia da maioria das pessoas não procurarem ir beber direto da fonte, ou seja, viverem na superficialidade da interpretação/distorção dos outros e não buscarem o próprio Deus, não descobrirem essa verdade, essa "lei do amor" que já está impressa em todos nós, desde que nascemos e não se afastará de nós jamais.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Deus ou Dilma?
Deus ou Dilma?
Estamos na iminência de decidir o futuro de nosso país, já que elegeremos o vindouro Presidente, no dia 31 de outubro de 2010. É deveras importante que reflitamos bastante na hora de votar, pois votos errados podem fazer nosso País enveredar por vias erradas, obscuras e retrógradas.
É bastante visível a preferência que se tem dado, pela maioria dos brasileiros, à candidata Dilma Rousseff, do PT, o que me assusta e me preocupa de maneira realmente intensa. Uma candidata que matou, roubou e seqüestrou à época do Regime Militar Brasileiro, uma candidata que irrompe nas televisões pronunciando a defesa de atrocidades como o aborto não é, absolutamente, a mais apropriada ao Governo deste País.
É muito importante que nós, católicos, com a influência que temos em nosso país, alertemos a população sobre o perigo que está por vir com essas eleições, como bem disse, neste ínterim entre o 1.º e 2.º turno, o Padre José Augusto, da Canção Nova, numa Santa Missa. A Igreja Evangélica já vinha se pronunciando contra os absurdos que o PT, com a candidata Dilma, propõe. Agora é a hora e a vez de nos unirmos, em Cristo Jesus, aos demais irmãos cristãos, para evitarmos grandes desrespeitos à ética e à moral cristãs!
Admitir o aborto, descriminalizando-o? Admitir o casamento homossexual? Dizer que nem Cristo tira a vitória dela? Cercear a liberdade de expressão de revistas e jornais de grande circulação, de blogs e sites? Limitar o tempo dos programas religiosos na televisão à 1h? Não queremos outra ditadura, meus amigos! Por isso, devemos combater esses ideais comunistas falidos há muito, que tanto confrontam com os ideais cristãos.
Será que vamos ficar de braços cruzados? NÃO! O cristianismo tem voz poderosa em nossa Nação, que, apesar de se dizer laica, proclama no preâmbulo da Constituição da República, a Lei das Leis: “...promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”. Que nós nos inquietemos com esses disparates, como o fez Marta, e fiquemos com a melhor parte, Jesus, como o fez Maria! Ajamos, pois não só as igrejas cristãs estão em risco, mas nossa democracia, nossa liberdade, nossa Constituição, os princípios fundamentais de nosso Estado, nossas vidas e nossos valores! Não permitamos que radicais entrem no poder e destruam a dignidade que nos resta!
Que o Espírito Santo de Deus providencie discernimento aos brasileiros na hora da escolha do Presidente da República e que a vontade de Deus seja feita no Brasil, sempre!
Abraços,
Dudu
Estamos na iminência de decidir o futuro de nosso país, já que elegeremos o vindouro Presidente, no dia 31 de outubro de 2010. É deveras importante que reflitamos bastante na hora de votar, pois votos errados podem fazer nosso País enveredar por vias erradas, obscuras e retrógradas.
É bastante visível a preferência que se tem dado, pela maioria dos brasileiros, à candidata Dilma Rousseff, do PT, o que me assusta e me preocupa de maneira realmente intensa. Uma candidata que matou, roubou e seqüestrou à época do Regime Militar Brasileiro, uma candidata que irrompe nas televisões pronunciando a defesa de atrocidades como o aborto não é, absolutamente, a mais apropriada ao Governo deste País.
É muito importante que nós, católicos, com a influência que temos em nosso país, alertemos a população sobre o perigo que está por vir com essas eleições, como bem disse, neste ínterim entre o 1.º e 2.º turno, o Padre José Augusto, da Canção Nova, numa Santa Missa. A Igreja Evangélica já vinha se pronunciando contra os absurdos que o PT, com a candidata Dilma, propõe. Agora é a hora e a vez de nos unirmos, em Cristo Jesus, aos demais irmãos cristãos, para evitarmos grandes desrespeitos à ética e à moral cristãs!
Admitir o aborto, descriminalizando-o? Admitir o casamento homossexual? Dizer que nem Cristo tira a vitória dela? Cercear a liberdade de expressão de revistas e jornais de grande circulação, de blogs e sites? Limitar o tempo dos programas religiosos na televisão à 1h? Não queremos outra ditadura, meus amigos! Por isso, devemos combater esses ideais comunistas falidos há muito, que tanto confrontam com os ideais cristãos.
Será que vamos ficar de braços cruzados? NÃO! O cristianismo tem voz poderosa em nossa Nação, que, apesar de se dizer laica, proclama no preâmbulo da Constituição da República, a Lei das Leis: “...promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”. Que nós nos inquietemos com esses disparates, como o fez Marta, e fiquemos com a melhor parte, Jesus, como o fez Maria! Ajamos, pois não só as igrejas cristãs estão em risco, mas nossa democracia, nossa liberdade, nossa Constituição, os princípios fundamentais de nosso Estado, nossas vidas e nossos valores! Não permitamos que radicais entrem no poder e destruam a dignidade que nos resta!
Que o Espírito Santo de Deus providencie discernimento aos brasileiros na hora da escolha do Presidente da República e que a vontade de Deus seja feita no Brasil, sempre!
Abraços,
Dudu
sábado, 8 de maio de 2010
Mais de uma só
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Maníaca
Os hábitos e as manias que cultivamos são fundamentais para nos particularizar, diferenciar-nos como indivíduos, para tornar verdadeiras as palavras de Drummond que diz que "ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar." Eles nos dão a sensação do conhecido, do sabido, do esperado, proporcionam conforto e segurança, mas também acabam meio que nos aprisionando. De certa forma, empobrecem um pouco a nossa vida, na medida em que nos limitam e não deixam com que nos lancemos ao novo. É por isso que, quando alteramos um hábito (em função de uma viagem, por exemplo), sentimos tanto bem-estar, um prazer em transgredir uma norma que nos foi imposta por nós mesmos.
Embora usemos estas palavras com igual sentido ou em um mesmo contexto, hábitos são diferentes de manias. Hábitos são costumes, nossa maneira usual de ser, enquanto as manias tem um significado negativo, são maus costumes, hábitos prejudiciais, obsessões, excentricidades ou esquisitices.
Eu tenho mania de achar que sei exatamente como as coisas vão acontecer, mania de andar rápido, falar rápido, de fazer as coisas em um ritmo apressado, como se tivesse um horário marcado e já estivesse atrasada. Tenho o hábito de prender os cabelos, tirar cravos do rosto, de dormir sempre virada para o lado de fora da cama e de andar descalça quando estou em casa. Tenho mania de ficar mudando os canais quando assisto televisão, mesmo quando estou vendo alguma coisa que eu gosto, e de comprar coisas aos pares no supermercado. Sou acostumada a dormir com dois travesseiros grandes e dois pequenos e de tomar remédio por minha conta (e risco!). Tenho mania de comer pouco nas refeições, mas de beliscar muito, além de me servir aos pouquinhos, nunca coloco um prato grande; mania de escovar os dentes na frente da televisão, de tirar os óculos depois que já estou cochilando e de dormir com ele embaixo do meu travesseiro (isto é coisa de quem é cega!!).
Tenho o péssimo hábito de quase não beber água e de não me espreguiçar assim que acordo. Tenho a mania de só abastecer o carro quando a luz da reserva acende, de lavar o rosto várias vezes ao dia e de sempre tomar banho quente, até nos dias de calor. Tenho o costume de usar sandálias rasteiras e de sonhar acordada. Tenho mania de hidratação, de não vestir roupa amassada, de jogar sempre os mesmos números na mega-sena e de achar que as pessoas com que não tenho contato há muito tempo, não me reconhecem mais. E pra terminar, tenho uma mania que não quero perder nunca, a de ver as coisas pelo lado positivo, uma atitude otimista perante a vida, um certo jeito Pollyanna de ser; uma crença de que, no final das contas, as coisas sempre dão certo.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
FILHOS DA MISERICORDIA - COMENTÁRIOS
Urge parar um pouco , desligar todas as tomadas , ensarilhar as armas , despir-se das couraças , vestir-se de boa vontade , conscientizar-se de que todos somos irmãos e assumir o compromisso de vida , não só de fazer algo pelo próximo - dar uma esmolinha , uma moedinha - mas, sobretudo caminhar ao lado daquele que é realmente aquilo que Cristo pregou e até hoje tenta incutir na cabeça de muitos , ou seja, um igual a ELE. Fico feliz que Manuela , Carolina , Mariana , Candice , meus netos , minhas netas ; estejam e sejam impregnadas por este espírito de efetivo compromisso e disponibilidade.Acho essencial e fundamental.A vida fica mais leve e com mais sentido.Particularmente, tenho o meu modo próprio de caminhada.ELE sabe como é.Eram estas duas ou tres palavras que eu teria que dizer , no entorno do que Guga registrou sobre estes excluidos , literalmente filhos da misericórdia.
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