Algo anda entalado na minha garganta já há algum tempo e vou desentalar agora. É sobre ateus, agnósticos e outros do gênero. Não repugno o grupo, não o incrimino, não lhe sou intolerante, não o discrimino de forma alguma, em que pese eu ser cristão católico. Aliás o fato de ser cristão católico nem deve pesar, afinal o próprio Deus nos dá o livre-arbítrio e nos orienta a não julgar ninguém. Entretanto, quer-me parecer que muitas pessoas, especialmente adolescentes e jovens adultos ─ note-se que a adolescência é fase da vida com tendência natural ao ateísmo, segundo a psicologia (psicólogos, me corrijam se eu estiver errado) ─, optam por declarar-se "ateus" ou "agnósticos" pelo, digamos assim, simples "status intelectual" que se confere a quem assim se declara. Óbvio, existem muitos ateus intelectualíssimos, não estou questionando isso, mas existe muita gente que escolhe o ateísmo para dar um falso up grade no QI. A estes: se vocês não acreditam em Deus, acreditem que não acreditar em Deus não vai fazer ninguém acreditar que vocês são inteligentes. Declarar-se ateu da noite para o dia não confere inteligência automática a ninguém; em verdade, intelecto não é nada automático, é algo que se constrói a cada dia, comendo livros, pesquisando, perscrutando, questionando, estudando muito. Mas há quem se “converta” ao Ateísmo ou se “desconverta” de sua religião sem estudar, questionar, perscrutar e buscar entender alguma coisa, celeremente convencidos por alguma professora de História, quando falava da Idade Média, ou por algum professor de Biologia, quando contrapunha o Criacionismo Cristão ao Evolucionismo de Darwin. Na minha opinião, esses neo-ateuzinhos do Ensino Médio corroboram exatamente a falta de intelecto formado e concreto, a falta de espírito questionador à autoridade do professor e a “influenciabilidade” e ingenuidade do grupo. Aliás, não está nos gibis o número de professores que usam as salas de aula para converter, desconverter ou angariar militantes para o partido a que são filiados. Educação é coisa séria, e não é papel do professor ir de encontro à formação religiosa ou política que o aluno recebe em casa. É passar o conhecimento que devem passar com razoabilidade e pronto. No mais, eduquem os SEUS filhos como queiram. E eu falo sobre tudo isso por experiência própria, não é estudando ou julgando alguém em específico. Na época do Ensino Médio, fiquei extremamente questionador, doido pra dizer que era ateu ou agnóstico (o ateu cagão), especialmente depois que fiz Zarinha (uma ateia intelectual de verdade, mas que também faz aquele uso da sala de aula) e que tive alguns outros professores ateus e agnósticos de História, Biologia ou até de Literatura. Aí fui questionar minha mãe, meu pai e religiosos sobre tudo isso. Pesquisei lá, ali e acolá, e percebi, com o coração e não com um microscópio ou acelerador de partículas, que Deus existe, mas que a fé é absurda, absurda mesmo, e Deus nunca negou o “absurdismo” da fé. Chega a ser tão absurda quanto o ateísmo! Sim, porque se os cristãos não provam em laboratório a existência de Deus, os ateus também não provam Sua inexistência. Mas é a fé um caminho mais doce, mais belo, mais iluminado e mais feliz que as veredas ateias, a meu ver. Não quero com esse texto dizer que ser ateu é crime ou é feio. Quero aqui sugerir que, antes de decidir pelo ateísmo ou por permanecer em algum “teísmo”, porque essa é uma decisão séria, façam um pesquisa imparcial, sem direcionamento prévio a uma resposta que vocês não conhecem. Não vão pesquisar já querendo essa ou aquela resposta. Leiam, estudem, consultem estudiosos de ambos os lado, porque padre e pastor estudam muito, e há muitíssimos intelectuais religiosos, e até orem antes de decidir, afinal geralmente se cresce crendo e se crê até descrer.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
To be(lieve) or not to be(lieve)? That is the question!
Algo anda entalado na minha garganta já há algum tempo e vou desentalar agora. É sobre ateus, agnósticos e outros do gênero. Não repugno o grupo, não o incrimino, não lhe sou intolerante, não o discrimino de forma alguma, em que pese eu ser cristão católico. Aliás o fato de ser cristão católico nem deve pesar, afinal o próprio Deus nos dá o livre-arbítrio e nos orienta a não julgar ninguém. Entretanto, quer-me parecer que muitas pessoas, especialmente adolescentes e jovens adultos ─ note-se que a adolescência é fase da vida com tendência natural ao ateísmo, segundo a psicologia (psicólogos, me corrijam se eu estiver errado) ─, optam por declarar-se "ateus" ou "agnósticos" pelo, digamos assim, simples "status intelectual" que se confere a quem assim se declara. Óbvio, existem muitos ateus intelectualíssimos, não estou questionando isso, mas existe muita gente que escolhe o ateísmo para dar um falso up grade no QI. A estes: se vocês não acreditam em Deus, acreditem que não acreditar em Deus não vai fazer ninguém acreditar que vocês são inteligentes. Declarar-se ateu da noite para o dia não confere inteligência automática a ninguém; em verdade, intelecto não é nada automático, é algo que se constrói a cada dia, comendo livros, pesquisando, perscrutando, questionando, estudando muito. Mas há quem se “converta” ao Ateísmo ou se “desconverta” de sua religião sem estudar, questionar, perscrutar e buscar entender alguma coisa, celeremente convencidos por alguma professora de História, quando falava da Idade Média, ou por algum professor de Biologia, quando contrapunha o Criacionismo Cristão ao Evolucionismo de Darwin. Na minha opinião, esses neo-ateuzinhos do Ensino Médio corroboram exatamente a falta de intelecto formado e concreto, a falta de espírito questionador à autoridade do professor e a “influenciabilidade” e ingenuidade do grupo. Aliás, não está nos gibis o número de professores que usam as salas de aula para converter, desconverter ou angariar militantes para o partido a que são filiados. Educação é coisa séria, e não é papel do professor ir de encontro à formação religiosa ou política que o aluno recebe em casa. É passar o conhecimento que devem passar com razoabilidade e pronto. No mais, eduquem os SEUS filhos como queiram. E eu falo sobre tudo isso por experiência própria, não é estudando ou julgando alguém em específico. Na época do Ensino Médio, fiquei extremamente questionador, doido pra dizer que era ateu ou agnóstico (o ateu cagão), especialmente depois que fiz Zarinha (uma ateia intelectual de verdade, mas que também faz aquele uso da sala de aula) e que tive alguns outros professores ateus e agnósticos de História, Biologia ou até de Literatura. Aí fui questionar minha mãe, meu pai e religiosos sobre tudo isso. Pesquisei lá, ali e acolá, e percebi, com o coração e não com um microscópio ou acelerador de partículas, que Deus existe, mas que a fé é absurda, absurda mesmo, e Deus nunca negou o “absurdismo” da fé. Chega a ser tão absurda quanto o ateísmo! Sim, porque se os cristãos não provam em laboratório a existência de Deus, os ateus também não provam Sua inexistência. Mas é a fé um caminho mais doce, mais belo, mais iluminado e mais feliz que as veredas ateias, a meu ver. Não quero com esse texto dizer que ser ateu é crime ou é feio. Quero aqui sugerir que, antes de decidir pelo ateísmo ou por permanecer em algum “teísmo”, porque essa é uma decisão séria, façam um pesquisa imparcial, sem direcionamento prévio a uma resposta que vocês não conhecem. Não vão pesquisar já querendo essa ou aquela resposta. Leiam, estudem, consultem estudiosos de ambos os lado, porque padre e pastor estudam muito, e há muitíssimos intelectuais religiosos, e até orem antes de decidir, afinal geralmente se cresce crendo e se crê até descrer.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Pensamento do dia
Acredito mesmo que, como disse Jesus, só a verdade liberta, o problema é que tantas pessoas querem viver eternamente presas às mentiras criadas por elas mesmas ou pelos outros...
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Menos Luíza, que está em Souza!

Rapaz...eu ia me esquecendo! Logo euzinho, que sempre comento tudo e esculhambo tudo! Aliás, o BLOG ia esquecendo disso... Bom, basta lhes dizer qual o novo cúmulo! Sabe aqueles cúmulos que a gente conhece? Da dor, da velocidade, do absurdo... Pronto, o novo é o cúmulo da breguice e da cabotinagem...Já sabem? Adivinhem! Fácil: o cúmulo da breguice e da cabotinagem é o cara tá na televisão local, fazendo propaganda de um imóvel e dizer que tá a família toda reunida, menos Luíza, que está no Canadá! VERGONHA ALHEIA DA PREULA! O QUE O BRASIL VAI PENSAR DA MINHA AMADA PARAÍBA?!? Que só tem gente brega! AAAAHHHHHH PUQUEPA! Se Luíza estivesse cursando Direito em Souza: "Menos Luíza, que está em Souza". IMPROVÁVEL!
Amar, Semear, Seamar!

Tem gente que é masoquista sem querer e acaba se dando mal. É simples minha lógica: a gente só colhe o que planta. Se a gente planta o bem, colhe o bem, se planta o amor, colhe amor, se planta alegria, colhe alegria...Isso são as pessoas não masoquistas. Por outro lado, quem planta rancor, colhe rancor, quem planta raiva, colhe raiva, quem planta tristeza, colhe tristeza...Ou seja, mesmo sabendo da regra "planta-colhe", a pessoa opta por plantar, com prazer, sementes ruins, ciente de que um dia colherá, desprazerosamente, uma safra podre do que há de pior: a pessoa, sã e voluntariamente, escolhe a dor: é a masoquista sem querer. Eu exorto a mim mesmo e a todos a serem agricultores do amor, da paz, da alegria, da temperança, da paciência, da esperança, porque só um doido não quer colher tudo isso para si! Só um masoquista "querendo" gosta de dor. Ame, Semeie, Seame!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Que saudade desses dois!
Eu sei que os motivos da viagem foram justos, poéticos e etc. e tal. Sei que Dr. Nelson quis reunir os filhos e a família numa experiência incrível e inesquecível, para que pudessem desfrutar e descobrir o Velho Continente usufruindo da companhia uns dos outros. Mas, é fato: eu quero Deda de volta. É muito tempo longe. Se ela ficar um mês inteiro em Natal, a gente sente falta, mas é diferente, ela está ali, duas horinhas e ela chega linda e saltitante para comprar plumas perto da Rodoviária, pra ver uma combinação de uma roupa para uma festa de última hora, fora que sempre liga para dizer das milhões de oportunidades de compras na Internet, sungas, louças, grampos, broches de antiquário. Ela liga pra incentivar a compra, mas acaba desistimulada com as ponderações em contrário. E assim a gente já se diverte. Mas 25 dias na Europa, com uma tentativa de ligação frustrada, sem a gente se falar, é muito! Volta, Pretinha. Que Paris o quê! Eu devia ter pego Dr. Nelson pela palavra e me endividado até 2016. Só assim estaria usufruindo da companhia desse casal que a gente adora, que faz toda a diferença em nossos programas. De quebra, ainda estaria fazendo um tour por Versailles de bicicleta, vendo Deda passar de carrinho ao lado, impecável.
Abaixo, as lixeiras do Valle Nevado e, no meio, a dona da empresa, chique no úurrrrrtimo. Dá pra imaginá-la, fácil, na Champs Elysees, certo? Uma nasceu para a outra!
Abaixo, as lixeiras do Valle Nevado e, no meio, a dona da empresa, chique no úurrrrrtimo. Dá pra imaginá-la, fácil, na Champs Elysees, certo? Uma nasceu para a outra!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Quanto tempo o tempo tem?
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Você é ... - por Martha Medeiros
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Solidariedade e agradecimento.
Esse post é para agradecer a solidariedade de vocês com a doação das toalhas para os velhinhos da comunidade FANUEL.
Os kits ficaram incríveis, com muitos mimos: perfumes, batons, pentes e espelhinhos para as mulheres, fora as lindas tiaras cedidas pela queridíssima Neyla, da Karmélia. As toalhas, de excelente qualidade e compradas com a ajuda de VOCÊS, foram cuidadosamente embaladas (junto com os outros itens) e colocadas embaixo da árvore para, depois do lanche (aprovado pela nutricionista e pela Coordenadora do local, D. Edileusa, já que todos eles têm restrição alimentar) serem distribuídas.
Não só passamos um Natal feliz como garantimos a felicidade dos 27 "hóspedes" da FANUEL, que, de tão familiar, bem cuidada e aconchegante, nem parece um lar de idosos.
Gestos assim só confirmam meu pensamento que, quando a gente pensa que faz um bem, constata que o recebe.
Obrigada, sinceramente, a todas vocês, que se juntaram a mim em mais esse gesto.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Teatro nas férias
Encontrei a programação do teatro Paulo Pontes para este mês de janeiro, mais uma boa opção para entreter as crianças. Os espetáculos são sempre aos sábados e domingos e às 17 horas, segue abaixo:
dias 07 e 08 - O Mágico de Oz
dias 14 e 15 - Peter Pan
dias 21 e 22 - O Gato Molhado e a Andorinha Sinhá
dias 28 e 29 - A Bela e a Fera
dias 07 e 08 - O Mágico de Oz
dias 14 e 15 - Peter Pan
dias 21 e 22 - O Gato Molhado e a Andorinha Sinhá
dias 28 e 29 - A Bela e a Fera
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
FELIZ POST NOVO!!!
Neste novo ano que está começando vamos encontrar o que nos faltou no ano passado : amor, esperança, fé, paciência, coragem, compreensão, paz, paixão, cura, força, beleza, liberdade, determinação, perseverança, poesia, humor, empenho - seja o que for. Vamos pegar o que for preciso e sigamos em frente inteiros, completos, repletos. Que 2012 nos surpreenda (no bom sentido, é claro!) !!!!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Vinicius de Moraes - Do amor à pátria
São doces os caminhos que levam de volta à pátria. Não à pátria amada de verdes mares bravios, a mirar em berço esplêndido o esplendor do Cruzeiro do Sul; mas a uma outra mais íntima, pacífica e habitual - uma cuja terra se comeu em criança, uma onde se foi menino ansioso por crescer, uma onde se cresceu em sofrimentos e esperança canções, amores e filhos ao sabor das estações.
Sim, são doces as rotas que reconduzem o homem à sua pátria, e tão mais doces quanto mais ele teve, viu e conheceu outras pátrias de outros homens. Assim eu, ausente pela segunda vez de uma ausência de muitos anos quando, dentro da noite a bordo, os dedos a revirar o dial do ondas-curtas, aguardava o primeiro balbucio de minha pátria como um pai à espera da primeira palavra do seu filho. O coração batia-me como batera um dia, à poesia sonhada, ou como uma outra vez, diante de uns olhos de mulher.
- O sr. tem certeza de que isso é mesmo um ondas-curtas?
O camareiro norueguês, grande e tranqüilo, limitou-se a sorrir misteriosamente. Depois, humano, inclinou-se sobre o aparelho, o ouvido atento, e pôs-se a tentar por sua vez. As ondas sonoras iam e vinham verrumando a minha angústia.
Onde estava ela, a minha pátria que não vinha falar comigo ali dentro do mar escuro?
E de repente foi uma voz que mal se distinguia, balbuciando bolhas de éter, mas pensei no meio delas distinguir um nome: o nome de Iracema. Não tinha certeza, mas pareceu-me ouvir o nome de Iracema entre os estertores espásmicos do aparelho receptor.
Deus do Céu! Seria mesmo o nome de Iracema?
Era sim, porque logo depois chegou a afirmar-se, mas quase imperceptível, como se pronunciado por um gnomo montado em minha orelha. Era o nome de Iracema, da Rádio Iracema, de Fortaleza, a emissora dos lábios de mel, que sai mar afora, enfrentando os espaços oceânicos varridos de vento para trazer a um homem saudoso o primeiro gosto de sua pátria.
Adorável prefixo noturno, nunca te esquecerei! Foste mais uma vez essa coisa primeira tão única como o primeiro amigo, a primeira namorada, o primeiro poema. E a ti eu direi: é possível que o padre Vieira esteja certo ao dizer que a ausência é, depois da morte, a maior causa da morte do amor. Mas não do amor à terra onde se cresceu e se plantou raízes, à terra a cuja imagem e semelhança se foi feito e onde um dia, num pequeno lote, se espera poder nunca mais esperar.
* * *
Marcus Vinitius da Cruz e Mello Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 - Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) foi diplomata, dramaturgo, jornalista, cronista, crítico de cinema - mas principalmente poeta e compositor.
Levava a sério seu verso mais famoso sobre o amor - "que seja infinito enquanto dure": casou-se nove vezes ao longo de sua vida, sempre muito apaixonado.
Sua obra literária é extraordinariamente rica, vasta, passa pelo teatro, cinema e música. Sempre um grande poeta. Como compositor Vinícius, com Tom Jobim e na voz de João Gilberto, é um dos responsáveis pelo surgimento do ritmo popular brasileiro que ficou conhecido como bossa nova. Além de Tom, ele teve como principais parceiros Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.
Poeta essencialmente lírico, também conhecido como "poetinha", apelido que consta lhe foi atribuído por Tom Jobim, notabilizou-se por seus sonetos. Foi um apaixonado pela vida, pelo amor, pela amizade, pelo Brasil - era todo coração...
Sim, são doces as rotas que reconduzem o homem à sua pátria, e tão mais doces quanto mais ele teve, viu e conheceu outras pátrias de outros homens. Assim eu, ausente pela segunda vez de uma ausência de muitos anos quando, dentro da noite a bordo, os dedos a revirar o dial do ondas-curtas, aguardava o primeiro balbucio de minha pátria como um pai à espera da primeira palavra do seu filho. O coração batia-me como batera um dia, à poesia sonhada, ou como uma outra vez, diante de uns olhos de mulher.
- O sr. tem certeza de que isso é mesmo um ondas-curtas?
O camareiro norueguês, grande e tranqüilo, limitou-se a sorrir misteriosamente. Depois, humano, inclinou-se sobre o aparelho, o ouvido atento, e pôs-se a tentar por sua vez. As ondas sonoras iam e vinham verrumando a minha angústia.
Onde estava ela, a minha pátria que não vinha falar comigo ali dentro do mar escuro?
E de repente foi uma voz que mal se distinguia, balbuciando bolhas de éter, mas pensei no meio delas distinguir um nome: o nome de Iracema. Não tinha certeza, mas pareceu-me ouvir o nome de Iracema entre os estertores espásmicos do aparelho receptor.
Deus do Céu! Seria mesmo o nome de Iracema?
Era sim, porque logo depois chegou a afirmar-se, mas quase imperceptível, como se pronunciado por um gnomo montado em minha orelha. Era o nome de Iracema, da Rádio Iracema, de Fortaleza, a emissora dos lábios de mel, que sai mar afora, enfrentando os espaços oceânicos varridos de vento para trazer a um homem saudoso o primeiro gosto de sua pátria.
Adorável prefixo noturno, nunca te esquecerei! Foste mais uma vez essa coisa primeira tão única como o primeiro amigo, a primeira namorada, o primeiro poema. E a ti eu direi: é possível que o padre Vieira esteja certo ao dizer que a ausência é, depois da morte, a maior causa da morte do amor. Mas não do amor à terra onde se cresceu e se plantou raízes, à terra a cuja imagem e semelhança se foi feito e onde um dia, num pequeno lote, se espera poder nunca mais esperar.
* * *
Marcus Vinitius da Cruz e Mello Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 - Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) foi diplomata, dramaturgo, jornalista, cronista, crítico de cinema - mas principalmente poeta e compositor.
Levava a sério seu verso mais famoso sobre o amor - "que seja infinito enquanto dure": casou-se nove vezes ao longo de sua vida, sempre muito apaixonado.
Sua obra literária é extraordinariamente rica, vasta, passa pelo teatro, cinema e música. Sempre um grande poeta. Como compositor Vinícius, com Tom Jobim e na voz de João Gilberto, é um dos responsáveis pelo surgimento do ritmo popular brasileiro que ficou conhecido como bossa nova. Além de Tom, ele teve como principais parceiros Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.
Poeta essencialmente lírico, também conhecido como "poetinha", apelido que consta lhe foi atribuído por Tom Jobim, notabilizou-se por seus sonetos. Foi um apaixonado pela vida, pelo amor, pela amizade, pelo Brasil - era todo coração...
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Circuito do Sol em João Pessoa
No link a seguir pode ser encontrada a programação do Projeto Circuito do Sol, Da Prefeitura de João Pessoa :
http://www.joaopessoa.pb.gov.br/‘circuito-do-sol’-esquenta-verao-em-jp-com-projetos-culturais-esporte-e-lazer/
Tem atracões para todos os gostos, sempre gratuitas. Vale a pena dar uma olhada na programação e, quem sabe, prestigiar o evento ! Fica a dica !!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Machado de Assis - Um apólogo
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
* * *
Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908).
Romancista, cronista, dramaturgo, contista, poeta, folhetinista, jornalista e crítico literário, é considerado o maior nome da literatura brasileira. Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade.
Sua superioridade intelectual não se discute, mas é de se louvar o esforço que fez para ascender socialmente. Autodidata, impressionam seus conhecimentos literários e a densidade de sua extensa obra: 9 romances e peças teatrais, 200 contos, 5 coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas.
É considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a trilogia "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881); "Quincas Borba" (1891) e "Dom Casmurro" (1899). Pessimista, irônico, nunca largou de todo um vezo romântico. Sua obra é monumental e, para o Brasil, uma glória: Machado de Assis, nome que ficou conhecido em vida nos meios acadêmicos de língua portuguesa, hoje é figura de proa entre os grandes nomes da Literatura Universal.
Ele é o fundador e primeiro ocupante da Cadeira n.º 23 da Academia Brasileira de Letras, também conhecida como Casa Machado de Assis.
Texto extraido do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
* * *
Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908).
Romancista, cronista, dramaturgo, contista, poeta, folhetinista, jornalista e crítico literário, é considerado o maior nome da literatura brasileira. Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade.
Sua superioridade intelectual não se discute, mas é de se louvar o esforço que fez para ascender socialmente. Autodidata, impressionam seus conhecimentos literários e a densidade de sua extensa obra: 9 romances e peças teatrais, 200 contos, 5 coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas.
É considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a trilogia "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881); "Quincas Borba" (1891) e "Dom Casmurro" (1899). Pessimista, irônico, nunca largou de todo um vezo romântico. Sua obra é monumental e, para o Brasil, uma glória: Machado de Assis, nome que ficou conhecido em vida nos meios acadêmicos de língua portuguesa, hoje é figura de proa entre os grandes nomes da Literatura Universal.
Ele é o fundador e primeiro ocupante da Cadeira n.º 23 da Academia Brasileira de Letras, também conhecida como Casa Machado de Assis.
Texto extraido do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Feliz Natal
Amigos,
Feliz Natal !!!
Que esse sentimento bom e esse sabor gostoso do Natal prolonguem-se por todos os dias do ano vindouro. Amor no coração, paz de espirito e fé em Deus para todos nos !!
Forte abraço,
Renata
domingo, 18 de dezembro de 2011
Festa de João - 3 anos !!
Ontem comemoramos o aniversário de 3 anos de João, uma festinha feita em casa, totalmente artesanal, pensada com todo carinho e preparada aos poucos por mim. (Mas vale aqui abrir o parênteses para falar da preciosa e indispensável ajuda de Pri na hora de montar tudo!) O tema deste ano foi construção, e a inspiração veio por tantos motivos - a paixão dele por caminhões e tratores, a nossa cerâmica, as obras vizinhas à nossa casa que nos acompanharam durante todo este ano ( e que inclusive nos emprestaram vários "artigos de decoração") ! Além de tudo, é um tema fácil e muito legal para se explorar!
João, sem sombra de dúvida, foi quem mais aproveitou a festa, brincou demais e estava radiante! As coisas mais simples é que fizeram sucesso entre as crianças: a caixa de areia e brita para eles brincarem com os caminhõezinhos e as caixas de papelão forradas de papel madeira que serviram como blocos de construção. Mais uma vez, vem a certeza de que a gente precisa de tão pouco pra viver e proporcionar felicidade. Foi uma festa muito legal com a cara do aniversariante!
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| A mesa, o bolo e as lembrancinhas. |
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| A caixa de areia, o ilustre aniversariante e a casinha de restos de tijolos feita pelo funcionário da cerâmica. |
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| As brincadeiras de empilhar os blocos e com o animador; a hora dos parabéns !! |
domingo, 11 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Tecido tecnológico
Não sei se vocês já ouviram falar do novo tecido lançado no mercado, o Emana, desenvolvido pelo grupo Rhodia, com tecnologia BIOFIR (infra red), ele contém cristais bio-ativos, "capazes de usar o calor do próprio corpo para promover a microcirculação, a oxigenação e drenagem das células. Estes cristais refletem o calor que o corpo emite na forma de infravermelho longo que promove uma ativação constante das células da região".
O tecido é certificado pela Anvisa e promete aumentar o metabolismo celular (favorecendo a redução de medidas) ,aumentar a elasticidade da pele, estimular a circulação (reduzindo sinais de celulite), promover equilíbrio térmico e reduzir a fadiga muscular !! Tá bom ou quer mais rsrsrs?!!! Como os cristais ficam dentro do fio, não precisa se preocupar que as suas propriedades não se perdem nas lavagens. Já estão sendo vendidos uma enorme gama de produtos que podem ser confeccionados com o fio Emana, principalmente lingerie ( underwear ), shapewear e roupas esportivas. Por isso, a partir de agora, é bom procurar sempre nas embalagens pelo selo Emana.
Um dos produtos que mais tem feito sucesso (e eu já estou fazendo uso) são as bermudas anticelulite, já vi por aí de várias marcas - TriFil, Scala, Un.I, entre outras. Todas prometem, em suma, a mesma coisa: controlar o inchaço e reduzir a celulite. Recomenda-se usá-las por pelo menos oito horas por dia e, segundo os fabricantes, de 30 a 60 dias, você já observa os resultados positivos. Eu estou usando a minha há umas três semanas, coloco quando vou dormir, e posso dizer que realmente faz efeito; logicamente que, como um milagre, minha pele não está lisinha, sem sinal de celulite, mas posso garantir que já está diferente. Como não é um grande investimento ( a que eu comprei da Trifil custou apenas 35 reais), acho que vale muito a pena experimentar!!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Paz de presente
Não tem como ser diferente, quando vai chegando o fim do ano, sem querer somos todos levados a uma certa reflexão. Sobre o ano que está acabando, as escolhas que fizemos, o que foi feito do nosso tempo, em que resultaram nossos esforços; sobre o ano que está por vir, quais serão as surpresas e desafios que ele nos reserva, quais são os planos, sonhos e projetos para este novo ano...
Eu, particularmente, faço sempre essa reflexão interior, tento sempre recordar as metas que propus a mim mesma no ano passado e vejo se consegui alcançá-las, penso em tudo que tentei melhorar e ainda não consegui e também me parabenizo por todas as pequenas conquistas. Gosto do modo como a vida sempre surpreende, e cada ano nunca é como eu pensei que seria.
Adoro o clima de final de ano, dá pra ver que o tal “espírito de Natal” existe mesmo, até para as pessoas que dizem ou acham que não acreditam em Deus. Pelo menos durante esse período, até elas se mostram mais solidárias, mais fraternas. Para mim é um tempo muito feliz, tempo de esperança e de amor. Muitas pessoas me falam que isso vai mudar, que quando eu perder alguém realmente próximo e amado, os finais de ano sempre evocarão uma certa tristeza. Eu não tenho como saber como me sentirei quando isso acontecer, mas penso que Deus sempre nos dá tantos outros motivos para continuarmos a sentir felicidade.
Se eu pudesse definir com uma palavra somente meu ano de 2011, seria paz. Foi um ano em que realmente cresci na minha fé, aprofundei minha espiritualidade e cheguei ainda mais perto de Deus. A religião é definitivamente algo demasiado importante na minha vida, que me completa, é parte de mim. Não espero que todos que leiam o blog compartilhem do catolicismo, mas queria mesmo dar como presente a todos esta paz, essa imensa paz que só vem Dele.
Deixemos passar as coisas mesquinhas que nos indispõe uns com os outros, agora, mais do que nunca, precisamos buscar a paz com todos. Deixemos os outros em paz, ajudemos alguém a fazer as pazes com outro alguém, busquemos a paz em nosso coração, vivamos em paz uns com os outros!!
Ontem mesmo escutava uma pregação na Canção Nova que falava isto: para muitos, a paz não virá tão fácil, terão que tomar algumas sérias decisões, rever certas escolhas, retirar um monte de entulho guardado no coração, perdoar alguém... Se pararmos pra pensar direitinho, todos nós temos alguém pra perdoar ou para pedir perdão; olhando atentamente para nós mesmos, encontramos muito do que condenamos nos outros. Temos que nos colocar sempre no lugar do outro e pensar que quem fere está ferido, quem vive causando danos aos outros é porque está danificado.
A vida é preciosa demais, para perder com intrigas. Tiremos a qualquer custo o sentimento de ódio do nosso coração, não guardemos rancor e não levemos em conta as faltas alheias. Usemos as medidas do amor e da misericórdia para medir os outros e assim, depois também sermos medidos. Não há orgulho nenhum em dizer que não consegue perdoar, que você não esquece o mal que lhe fizeram. Falta de perdão demonstra fraqueza, só quem é forte pode perdoar. Muitas vezes temos atitude para telefonar ou escrever um e-mail para confrontar, ferir alguém, mas como nos falta coragem para percorrer o caminho inverso e pedir desculpas, pedir perdão.
Para que haja paz, é preciso perdoar. Ao perdoarmos, libertamos o outro e nos libertamos também, pois quem prende alguém, sempre encontra-se amarrado a ele. Temos que viver a mudança que queremos ver nos outros. Fiquemos em paz!!
" O amor verdadeiro não é destinado a uma pessoa, é a presença de Deus em nosso coração, que nos leva a amar a todos."
domingo, 4 de dezembro de 2011
Você já disse "eu te amo" hoje?

Eu amo dizer "eu te amo" para quem amo verdadeiramente! E digo sempre e tanto, de manhã, de tarde e de noite, porque não dói, não é vergonhoso, não é feio: é lindo, é bom, é amoroso! Pratico o amor e o declaro para quem eu amo. Faço isso, porque o próximo minuto não me é conhecido: o minuto seguido a este a Deus pertence! E me faz bem e faz bem a quem escuta. Então, ame e diga que ama também, eu os exorto! Diga ao seu pai, à sua mãe,ao seu filho, à sua filha, à sua irmã, ao seu irmão, à sua namorada, ao seu namorado, aos seus tios e tias, aos seus avós, aos seus amigos, às suas pessoas amadas!
sábado, 3 de dezembro de 2011
PENSANDO...
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