Por que será que os filhos são assim? Chamam dez vezes pela mãe, antes de chamarem pelo pai. Tudo bem que "mãe é mãe", mas pai também é pai! O engraçado é que, com o tempo, eles começam a achar que os pais não tem mesmo competência pra resolver determinados assuntos absolutamente triviais, como fazer perguntas para conferir se está sabendo do assunto da prova, preparar um sanduíche, combinar alguma coisa com os pais da amiga ou comprar uma cartolina na papelaria. A sociedade mudou, hoje em dia as mulheres trabalham tanto ou muito mais que os homens, mas os filhos continuam a ser atribuição quase que exclusiva das mulheres. Tem mães que realmente tomam para si a responsabilidade para o resto de suas vidas e gostam disso, mas a maioria, penso eu, sonha com uma distribuição mais equilibrada de papéis. Tem alguns pais que realmente são mais participativos, tentam ajudar sempre, mas aí já está um erro, ajudar alguém é dar uma força em algo que é trabalho do outro, e não nosso. Filho tem que ser criado junto, pelo pai e pela mãe, tem que haver a perfeita divisão das alegrias, da canseira cotidiana, das decepções, das rebeldias, das broncas, dos incentivos e do amor. Porque tem coisas que só a mãe pode entender e, outras que só o pai pode oferecer.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Aceitar as diferenças
Todo bimestre, o Motiva - colégio onde meus filhos estudam - manda um informativo ( Conversando com a Família ) sobre algum tema relevante para a educação das crianças e dos pais ! O último que eu recebi tem como título " Aprender a tolerar as diferenças", resolvi transcrever parte dele, para que vocês também leiam.
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Como diz Pierre Weil: " Mais do que a ausência de conflito, a paz é um estado de consciência. Ela não deve ser procurada no mundo externo, mas principalmente no interior de cada homem, comunidade ou nação (...). Se não tratarmos o interior dos homens, bastará que alguém forneça a munição, e o conflito explodirá tão ou mais forte do que antes (...). Se olharmos a paz apenas como ausência de guerra, abriremos mão de cultivá-la na consciência dos homens. Ficaremos satisfeitos retirando suas armas". Para Weil, a educação pela paz tem como objetivo transmitir maneiras não violentas de resolver conflitos e transformar a energia do conflito em seus diferentes níveis (cultural, social, político e econômico) de modo construtivo.
É preciso que o ser humano se esforce para :
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Como diz Pierre Weil: " Mais do que a ausência de conflito, a paz é um estado de consciência. Ela não deve ser procurada no mundo externo, mas principalmente no interior de cada homem, comunidade ou nação (...). Se não tratarmos o interior dos homens, bastará que alguém forneça a munição, e o conflito explodirá tão ou mais forte do que antes (...). Se olharmos a paz apenas como ausência de guerra, abriremos mão de cultivá-la na consciência dos homens. Ficaremos satisfeitos retirando suas armas". Para Weil, a educação pela paz tem como objetivo transmitir maneiras não violentas de resolver conflitos e transformar a energia do conflito em seus diferentes níveis (cultural, social, político e econômico) de modo construtivo.
É preciso que o ser humano se esforce para :
- Descobrir como viver em paz consigo mesmo, integrando corpo, mente e emoções, depois de entender como os sentimentos de possessividade, rejeição e indiferença destroem a paz dentro da própria pessoa ( ecologia interior);
- Viver em paz com os outros, encontrando maneiras de melhorar o convívio na família, no trabalho e no âmbito social para, dessa forma, reconstruir a paz na sociedade e promover a transformação social, revendo conceitos e ações na economia, na política e na cultura ( ecologia social );
- Viver em paz com a natureza, respeitando todas as formas de vida, depois de entender o processo de destruição da natureza e os meios de restabelecer sua harmonia (ecologia planetária).
É preciso desenvolver no ser humano a capacidade de tolerância, ou seja, aceitação das diferenças.
Para sermos construtores da paz, não precisamos ter mais idade, ocupar cargos de direção, assumir postos de liderança ou qualquer outra posição de destaque.
É a tecelagem amorosa do cotidiano o que mais importa; são os pequenos gestos de gentileza, consideração, respeito, cooperação, que constroem o alicerce do clima harmônico e pacífico com os que estão à nossa volta.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
CORUJICES
Well, to devendo um post atualizando minhas idas e vindas.
Mas, este vira em breve.
Agora mesmo quero somente divulgar o blog de minha amiga pernambucana, Mirthis Novaes, mais conhecida como "Maga".
Ela tambem se tornou uma mae coruja e pensei que seria mais do que apropriado fazer o link entre a "reca" de mae coruja neste blog com a outra "reca" de mae coruja do outro blog.
O blog ta muito bonito e interessante!
Entao ta ai a dica:
http://corujices.com/
beijos e ate breve!!!
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
De Candice e de mobile
É um pássaro sem asas , estilizado , de perfeito ponto gravitacional ,pendurado no teto e balançando sobre a mesa do espaço gourmet na casa de Bananeiras. É quem primeiro ve a luz e os multiplos moisacos dos muitos tons de verde do vale. Dei a ele o nome de pavão misterioso e foi presente de Candice , na viagem em que fui apresentado a Rebecca.Este fim de semana fiquei um tempão olhando para ele , daí me veio a lembrança de Candice , o que me ocorre sempre que o observo.Tão longe e tão perto , Candice termina sendo , desta forma , presença e saudade de filha querida.Vou começar a eleger objetos e relacionar com as outras filhas , tipo as ' madeleines ' de Marcel Proust.Será uma maneira de amenizar as ausencias.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
NAVEGAR É PRECISO
Com a licença de Fernando Pessoa , não completo com o '... viver não é preciso '. Na realidade o sentido é literalmente navegar na web , integrar-se ao espírito de Amenidades , interagir com minha querida Guga ; que não pode ficar lutando sòzinha.Agora , de computador novo , serei mais assíduo ao Amenidades. Este final de semana farei o sacrifício de ir a Bananeiras , o que venho fazendo quase sempre.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Dieta digital - consumir com muita moderação Apples e BlackBerries !!
Acho que todo mundo já se sentiu em algum momento viciado em tecnologia ou em internet. Sem dúvida, esse é um mal que temos que combater, pensando em nossa qualidade de vida hoje e no futuro, porque se a nossa geração está assim, imaginem como será a geração dos nossos filhos! Sei que é difícil, mas teremos que nos desconectar do mundo virtual gradativamente, para podermos nos conectarmos à vida real.
Muitos movimentos e iniciativas tem surgido no mundo inteiro, para ajudar na chamada desintoxicação digital. Recentemente um canadense publicou um livro intitulado "The Digital Diet - a four step plan to brake your tech addiction and regain balance in your life", que traz conselhos práticos para curar os que sofrem de F.O.M.O. ( fear of missing out / medo de perder algo), o temor tão atual de ser a última pessoa a saber de uma novidade, de não curtir, postar ou conferir frases ou fotos no Instagram, no Facebook ou em qualquer outra rede social. A tecnologia nos dá essa falsa sensação de que estamos ligados a muitas pessoas, por todo o mundo, a qualquer hora, onde quer que a gente esteja; quando o importante era tentar realmente ter uma ligação real, privada e verdadeira com pelo menos uma pessoa, a cada dia. Foi divulgada há pouco tempo uma pesquisa que comprovou que as mulheres brasileiras " gastam 45% mais tempo que os homens nas redes sociais. Sem falar em blogs, sites de street style, de receitas...e no e-mail."
Muitos hotéis e restaurantes tem oferecido descontos para quem permanecer desconectado de seus tablets e smartphones, enquanto estiverem em seus estabelecimentos. O cliente deixa o aparelho assim que entra e, na saída, pega-o de volta. E olha que eles não ganham nada com isso, mas querem apenas zelar pela melhor qualidade do tempo de seus clientes. Não faltam adesões a esse movimento de detox digital: outros livros de relatos pessoais vitoriosos de abstinência da tecnologia, sites e campanhas publicitárias, inclusive de empresas de telefonia. Enfim, o mundo prova hoje do seu próprio veneno, do abuso tecnológico, do distanciamento entre as pessoas, de uma horrível onda de individualismo e egocentrismo que se alastra rapidamente.
Cabe a cada um de nós tomarmos pequenas medidas em nossa rotina, em estabelecer horários e regras pessoais para usar nossos inseparáveis aparelhos. Não podemos esquecer jamais que nada substituirá a presença real do outro. O ser humano sempre terá os aplicativos mais interessantes que existem!!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O tempo pode parar
Adoro as horas mortas, o tempo que se leva para ir de um lugar a outro, o tempo de espera no consultório, para ser atendida; o tempo até acabar o treino de futebol, até tocar para a saída da escola, até a missa começar; o tempo perdido no aeroporto enquanto aguardamos o vôo, ou seja, todo tipo de tempo parado, onde a vida fica por minutos ou horas em stand-by. Adoro esses momentos, porque neles encontro paz e oportunidade para pensar, para observar sem pressa, para também eu parar junto com o tempo. E poucos lugares são tão propícios à reflexão ( e à oração) como viagens de avião.
Alguns dirão que o inconsciente medo da morte favorece por si só a oração, mas eu não tenho medo de voar, é mais um pensamento infantil e simplório de que estou no céu , portanto, mais perto de Deus e que, talvez assim, meus pensamentos cheguem mais rápido até Ele. Nessas horas me vem tantas coisas estranhas à cabeça, penso em muitos momentos e pessoas que há muito não lembrava, é como se abrisse uma caixa de Pandora às avessas, cheia de coisas boas. E eu penso em tantas coisas lindas que me alegram o coração, que acabo chorando. Aliás estou com mania de chorar sempre, um choro diferente que não é de tristeza. Gosto de pensar que toda a beleza e amor que não cabem em mim (porque de repente o tempo pára, e eu me torno tão pequena) extravasam em forma de lágrimas.
Alguns dirão que o inconsciente medo da morte favorece por si só a oração, mas eu não tenho medo de voar, é mais um pensamento infantil e simplório de que estou no céu , portanto, mais perto de Deus e que, talvez assim, meus pensamentos cheguem mais rápido até Ele. Nessas horas me vem tantas coisas estranhas à cabeça, penso em muitos momentos e pessoas que há muito não lembrava, é como se abrisse uma caixa de Pandora às avessas, cheia de coisas boas. E eu penso em tantas coisas lindas que me alegram o coração, que acabo chorando. Aliás estou com mania de chorar sempre, um choro diferente que não é de tristeza. Gosto de pensar que toda a beleza e amor que não cabem em mim (porque de repente o tempo pára, e eu me torno tão pequena) extravasam em forma de lágrimas.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Intocáveis.
Sábado passado, fui com Tiago ao
cinema do MAG, para a pré-estreia do filme “Intocáveis” (“Intouchables”, já que
é uma produção francesa), ainda não lançado oficialmente no Brasil. O filme superou todas as expectativas de bilheteria na França, um total sucesso. Como
infelizmente não estou muito antenada com as produções cinematográficas “do momento”, tampouco com
críticas, vi por indicação de uma tia muito sensível e querida, que me passou o
trailler. De cara, me apaixonei com a história: um personagem segregado e com uma vida completamente mal resolvida,
por um acaso do destino, passa a cuidar de um riquíssimo tetraplérgico.
Encantado, a princípio, pelo conforto do seu novo endereço, o personagem (arrebatador,
divertido, corajoso, destemido, espontâneo, autêntico, livre e, naturalmente, conquistador)
muda, por completo, a vida daquele que passa a cuidar não como um patrão, mas
como amigo. Uma troca fabulosa ocorre na vida dos dois e as diferenças
sociais rendem muitas (e deliciosas) risadas. Uma relação eterna. Desses filmes que a gente não quer
que acabe nunca, por nos ensinar, em menos de duas horas, o sentido da necessidade do que é intocável e de Deus: a doação, o amor e a liberdade. Também nos ensina a sermos destemidos com o “acaso” que, não
por acaso, atravessa de repente as nossas vidas. Não percam.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Convocação
Gente, onde estão os colaboradores deste blog?!!! O que andam fazendo?!! Nosso blog deu uma parada geral, falando sério, isso aqui está mais desanimado que o nutricionista do André Marques rsrsrs!!!!
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Quem precisa ir ao analista, se tem um blog rsrs?!!!
Ontem assisti a um filme chamado "Não Sei Como Ela Consegue", sobre a rotina de uma mulher casada, mãe de dois filhos e que tem um emprego exaustivo em uma empresa de fundos de investimentos. O filme é uma comédia, mas tenho certeza que a maioria das mulheres que o assistem pensam que está mais para drama, porque leva inevitavelmente à reflexão e à identificação com alguma situação cotidiana nossa. Ele enfoca a desvantagem que a maternidade implica na vida profissional da mulher, comparando com os homens. Questiona por que o tempo não pode ser melhor dividido entre pais e mães, por que sempre são as mães que tem que arcar com a dupla jornada. ( No filme, a amiga da protagonista diz que se um homem tem que sair no meio do expediente por causa dos filhos, ele é visto como abnegado, pai esforçado e digno de admiração, mas se é a mulher que tem que sair, ela é tida como desorganizada , sem comprometimento com o trabalho ou até mesmo irresponsável). Mostra também uma certa tensão entre os dois tipos principais de mães, as que trabalham fora e as que ficam em casa com os filhos. Uma competição velada para ver quem está levando a melhor.
Eu já estive nos dois lados, e acho que há vitórias e derrotas para ambos. Aliás, parafraseando um amigo nosso: no jogo da vida, vence quem se diverte mais, ou seja, na minha interpretação, a pessoa que consegue ser mais feliz e fazer todos à sua volta mais felizes! Já fui a mãe que não teve tempo de ler na agenda que era dia de levar um pratinho de pães de queijo para o lanche coletivo, aquela que chegava atrasada na apresentação do dia das mães e via o filho procurá-la incansavelmente com o olhar por todo o auditório, já fui a mãe que saía correndo como uma louca no trânsito, muitos minutos depois do horário de saída da escola, mas também fui a que fez com esmero a maquete do quarteirão do colégio, aquela para quem as outras mães ligaram perguntando onde poderiam encontrar a fantasia de índio, a que dá carona para vários amigos de seus filhos, a que organiza as tardes de estudo e as reuniões para fazer os trabalhos.
Já quis me convencer que não é a quantidade do tempo, e sim a qualidade que importa. Já disse para mim mesma que a responsabilidade de ser mãe nos obriga a fazer escolhas e que "ser pai e mãe é uma oportunidade para aprender a diferenciar os desejos das necessidades".
Como não podia ser diferente, volto agora ao velho tema, já abordado em tantos posts por aqui, assunto de tantas matérias, debates e análises por aí afora: a velha e boa culpa. Perguntei a mim mesma onde estava ela durante esses meus quinze anos sendo mãe. Percebi que nos primeiros anos de vida de Pedro, eu não conhecia a tal da culpa. Quando ele nasceu, tinha acabado de passar no vestibular, fiz a matrícula na universidade e posterguei o início do meu curso por seis meses, para poder ficar com ele nesse período. Depois que comecei a estudar, foi uma correria, na maior parte do tempo, tinha aula o dia inteiro. Chegava em casa a tempo de vê-lo um pouco , antes dele dormir. Tive que delegar seus cuidados a uma babá ( e foram muitas, uma rotatividade intensa!!); com minha mãe, só contava nos finais de semana, porque ela ainda trabalhava dois turnos naquela época. Não sentia culpa por que não havia outro jeito, por que não tinha tempo para isso, nem maturidade.
Só depois, pouco tempo antes de Clara nascer, é que comecei a conhecer a culpa. A rotina com dois ficou muito mais apertada, ainda mais com todas as complicações de saúde que ela teve, final de curso na universidade, monografia, consultório, pacientes de manhã até à noite... Acho que a culpa aparece quando temos possibilidade de escolha, quando sabemos que podemos fazer algo diferente, quando começamos a nos perguntar se não podemos diminuir nossa carga de trabalho ou se tudo o que requer nosso tempo é realmente imprescindível. Quando começamos a nos ressentir por estar perdendo a melhor parte de tudo isso, que é estar junto deles. A culpa definitivamente aparece quando nos damos contas de que sempre existirão processos, pacientes, clientes, projetos e boas oportunidades de negócios, mas que nossos filhos só serão crianças uma vez na vida.
Com João, eu quis ( e pude) fazer diferente, talvez a certeza de que ele seria meu último filho tenha sido um fator decisivo para decidir radicalmente deixar de trabalhar e ficar em casa. Por ser a minha última oportunidade de fazer diferente, por pensar, enfim, ter encontrado uma forma de expiar toda a culpa acumulada...sei lá, Freud explica! Tenho consciência de que foi uma escolha pensada sobretudo na minha felicidade, muito mais na minha realização do que no seu bem-estar. Se eu acho que o fato de ter me dedicado a João muito mais que aos outros vai fazer dele um adulto mais seguro, mais bem-resolvido? Com certeza não! Ele será exatamente como os outros dois ( resguardando as particularidades de suas personalidades ), no máximo, será bem mais mimado! Mas aí voltamos ao x da questão, apesar de toda a discriminação (incrivelmente inversa nesses tempos modernos), eu me sinto mais feliz, sinto que estou no lugar certo, fazendo a coisa certa. De mãos dadas com a culpa por tantos outros motivos, mas sinceramente feliz!
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Adoro!! (parte 2)
Adoro segundas-feiras, tirando a parte da preguiça, por causa de tudo o que a semana pode vir a ser. Adoro tomar um café da manhã saudável, que me faça esquecer tudo que comi em excesso no final de semana. Adoro sentir vontade de escrever e ter tempo para fazê-lo. Adoro a sensação de não sentir saudade das pessoas amadas que estão longe do tanto que as carrego no coração!! Adoro a luz e o sol, a piscina limpa, a cama arrumada com os lençóis recém-trocados. Adoro filho que melhora da gripe e barulho de cozinha - de pratos, talheres e panelas sendo usados. Adoro assistir a desenhos animados e o fato de que eles realmente me divertem. Adoro rezar , sentir paz, estar em paz. Adoro encontrar uma caixa de entrada com alguns e-mails que valham a pena ser lidos. Adoro doce caseiro, costelinha de porco e cuscuz com leite de côco. Adoro lembrar de compromissos sem precisar anotá-los, de cumprir metas e estabelecer prazos para mim mesma. Adoro ler, escutar e aprender. Adoro o livro achado no canto da estante, o guarda-roupa para arrumar. Os filhos para levar e buscar. Adoro a vida e tudo o que nos está reservado para viver...
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Conversas de João
Na saída da escola, ele pede para ir ao banheiro. Depois que faz xixi, vai logo saindo, e eu digo:
- Você está esquecendo duas coisas, João!
- Ah, tá! Dar a descarga, fechar a tampa e lavar as mãos.
- Muito bem, filho, não eram duas coisas, eram três.
Ele faz tudo o que tinha esquecido e diz:
- Hoje eu comi areia no parque, mas lavei as mãos, tá, mãe?!
- João, não adianta lavar as mãos depois de comer areia, porque a areia foi para dentro da barriga e ficou cheio de micróbios lá. Sabe o que vai acontecer?
- Vou ficar poderoso.
- Não, João, vai ficar doente, vai ter que tomar remédio.
- Mãe!! Os micróbios dão poderes, olha aqui os meus raios congelantes, ó!!! ( Mostrando os punhos)
- Dão nada, João!
- Se comer areia, tu fica melhor, mãe, mas se lembra de lavar as mãos, entende?!
- Você está esquecendo duas coisas, João!
- Ah, tá! Dar a descarga, fechar a tampa e lavar as mãos.
- Muito bem, filho, não eram duas coisas, eram três.
Ele faz tudo o que tinha esquecido e diz:
- Hoje eu comi areia no parque, mas lavei as mãos, tá, mãe?!
- João, não adianta lavar as mãos depois de comer areia, porque a areia foi para dentro da barriga e ficou cheio de micróbios lá. Sabe o que vai acontecer?
- Vou ficar poderoso.
- Não, João, vai ficar doente, vai ter que tomar remédio.
- Mãe!! Os micróbios dão poderes, olha aqui os meus raios congelantes, ó!!! ( Mostrando os punhos)
- Dão nada, João!
- Se comer areia, tu fica melhor, mãe, mas se lembra de lavar as mãos, entende?!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Novo canal infantil de TV por assinatura
Descobri (ou melhor, João descobriu! ) nesse final de semana um novo canal infantil, o Gloob, já ouviram falar?! Pertence à Globosat, tem programação durante o dia inteiro e quer concorrer diretamente com o Discovery Kids. As principais operadoras já estão disponibilizando seu sinal (na SKY , é o canal HD 87-1), desde o dia 15 de junho, que coincidiu com o fim da TV Globinho, que era a única opção para crianças na Globo. A tendência é que o conteúdo infantil fique restrito à TV paga. Por enquanto, 80% da programação é de desenhos estrangeiros, a maioria deles, desconhecidos, mas João, pelo visto, tem gostado! A programação noturna é retrô, com desenhos como Smurfs, Popeye, She-Ha, He-Man e O Sítio do Picapau Amarelo, achei bem legal !!
terça-feira, 31 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Caminhada
Talvez o exercício físico que eu mais gosto de fazer seja caminhar, sozinha ou acompanhada, a sós com meus pensamentos ou ouvindo música. Gosto de caminhar com passos grandes e rápidos, geralmente na hora em que o sol está se preparando para se pôr. E muito mais que benéficas fisicamente, essas caminhadas são terapêuticas. Dá pra refletir sobre tudo que está acontecendo, dá até para rezar, enquanto caminho. Dá para absorver tudo o que está ao meu redor. A bebê recém-nascida em seu primeiro passeio na calçadinha; os pedreiros da obra, felizes, deixando para trás mais um dia de trabalho. O cachorrinho que se estranha com o cachorro grande, o casal de namorados que passou antes na padaria e que divide literalmente sonhos. As duas amigas que conversam sem parar, o menino que joga sozinho futebol na areia. Os amigos que não sabem jogar frescobol direito; o casal de velhinhos, que passam muito tempo sentados um ao lado do outro, contemplando a vista. O atleta que corre ao lado do seu treinador, uma ou outra pessoa conhecida que nos cumprimenta. As crianças que correm soltas na praia, molhando os pés no mar; o velho que passa num pique de fazer inveja a qualquer um. O homem de cabeça baixa, que mexe no celular e de vez em quando, levanta os olhos em direção ao mar; a avó que fica observando a neta ir e vir de bicicleta. Os pássaros que se reúnem nas árvores, o grupo de pessoas que se aglomera para ver, possivelmente, um ovo de tartaruga-marinha. O sol que finalmente se põe e faz um efeito luminoso lindo na água do mar... Todas essas imagens se misturam na minha cabeça geralmente com algum verso de Drummond ou com alguma música da variada seleção do IPod de Clarinha, que eu pego emprestado, e forma um filme lindo. Filmes que niguém mais vai ver. E cada dia de caminhada, é um filme diferente, é um novo dia, e o importante é nunca deixar de caminhar, é sempre se incentivar a ir um pouco mais além...nesta longa e linda estrada da vida.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Bananeiras
Neste final de semana, fomos novamente à Bananeiras. Desta vez para uma ocasião especial : festejar os 65 anos do meu pai e inaugurar sua casa recém-construída no condomínio. A casa ficou linda, confortável e aconchegante, fora isso tivemos o prazer de desfrutar da companhia de painho, de acordar ao som de música clássica e de Tom Jobim, de escutar suas histórias... E para completar, comemos muita coisa gostosa preparada por Deinha, a cozinheira dos sonhos de qualquer um, que mora lá em Bananeiras mesmo. Tudo que ela faz é uma verdadeira delícia, principalmente a peteca de banana, a melhor de todas !!!
Os meninos, como sempre, aproveitaram demais e fizeram o pacote completo - jogo de tênis, trilha, piscina, pedalinho, charrete e parquinho!! Ainda inventaram um jogo de pôquer que virou vício, iam dormir muito tarde jogando. Sem dúvida, um final de semana maravilhoso, em contato com a natureza, daqueles que recarregam a alma ( mas não o corpo, porque o tanto que a gente caminhou, subiu e desceu ladeira, não foi brincadeira rsrs!!).
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| A casa vista lá de baixo da encosta, os meninos ensinando as regras do pôquer para Crispim; a hora dos parabéns e a sala de jantar. |
Os meninos, como sempre, aproveitaram demais e fizeram o pacote completo - jogo de tênis, trilha, piscina, pedalinho, charrete e parquinho!! Ainda inventaram um jogo de pôquer que virou vício, iam dormir muito tarde jogando. Sem dúvida, um final de semana maravilhoso, em contato com a natureza, daqueles que recarregam a alma ( mas não o corpo, porque o tanto que a gente caminhou, subiu e desceu ladeira, não foi brincadeira rsrs!!).
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| Pedro jogando tênis, João brincando perto da "floresta"; o córrego que deságua na bica e as baias dos cavalos. |
Na volta, vinha conversando com Crispim sobre o quanto eu me sinto bem no interior, como eu gosto das paisagens, das pessoas, da simplicidade, da maneira com que vêem a vida! Quando íamos chegando em Pirpirituba, encontramos o trânsito parado, porque uma carreta havia tombado e obstruído totalmente a estrada.
Os moradores nos indicaram um caminho alternativo, e o percurso foi muito engraçado, encontramos pelo caminho muitas figuras que ilustraram bem tudo o que estava dizendo pra Crispim, fiquei arrependida de não ter filmado a conversa com um velho que nos deu informações, inesquecível rsrsrs!! Depois de um desvio de uns 40 km, doze deles em uma estrada de barro, voltamos à estrada em que estávamos e seguimos para casa.
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| No fim, a vista compensou, fica a dica, a estrada de Borborema para Pilões é de terra e cheia de buracos, mas é linda rsrsrs!!! |
sexta-feira, 13 de julho de 2012
O Espetacular Homem-Aranha
Ontem fomos assistir ao novo filme do Homem-Aranha, sinceramente não esperava muita coisa, afinal o que ainda teria de novo em uma história já imortalizada em uma trilogia de tanto sucesso no cinema?! Fui com Crispim, Pedro e Clara, e todos nós adoramos o filme!
Ele conta a história em detalhes, desde os pais de Peter, que nunca eram mencionados, a caracterização do personagem, até a percepção da sua heróica missão. Mary Jane não aparece nesse filme, pois de acordo com Pedro, super fã e conhecedor do Homem-Aranha, esse filme é o mais fiel à história original. O primeiro relacionamento de Peter foi com a secretária do jornal, depois ele namora aquela que seria o grande amor da sua vida, Gwen ( justamente a que aparece no filme) e só depois que ela morre, é que ele conhece e decide viver com Mary Jane. Inclusive, eu não sabia disto, mas quando o primeiro filme foi lançado, milhares de fãs se indignaram com o fato de terem colocado Mary Jane como a amada de Peter!!
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| O casal de atores que fizeram esse filme, Andrew Garfield e Emma Stone, estão ótimos nos papéis de Peter e Gwen, inclusive começaram a namorar durante as filmagens e estão juntos até agora. |
Como não podia ser diferente, o filme traz inúmeros efeitos especiais e cenas de ação maravilhosas. Assistimos em 3D, certamente deve ter sido ainda mais emocionante por conta disso. A classificação indicativa é a partir dos 10 anos, por isso resolvemos não levar João. Ele teria amado, com toda certeza, mas realmente tem algumas cenas fortes e violentas demais para a idade dele. Lembrei, quando levamos Pedro para assistir ao lançamento do primeiro filme, ele tinha 5 anos de idade e saiu do cinema completamente surtado rsrs. Olhando para cima e para baixo, se jogando nas paredes, soltando teias imaginárias sem parar... É muito legal passar por tudo isso mais uma vez com João, desde a semana passada , ele está nessa fase aracnídea!
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Histórias no salão de beleza - parte I
Chego no salão ontem à tarde para fazer as unhas. A atendente pergunta: - Pé e mão? Respondo que sim , e ela me pede para escolher com qual manicure quero fazer e me aponta as duas que estavam livres no momento. Uma delas, eu já conhecia e sabia que ela tinha mania de falar o tempo todo para relaxar as minhas mãos, que eu era muito tensa e tal. A outra, nunca tinha visto por lá, achei que era novata e decidi fazer com ela.
Ela foi logo dizendo que era a primeira semana de trabalho naquele salão, eu sorri, mostrando simpatia, mas querendo dizer "tudo bem, eu sou legal, só que hoje não quero conversar, prefiro assistir à Chocolate com Pimenta na TV."
Ela , vendo meu interesse pela novela, disse: - Minha filha também adora essa novela e toda vez que acaba, ela fica com vontade de comer chocolate. Mas eu digo pra ela não exagerar no doce. Ela não é gordinha, é cheinha, sabe?! E ela quer ser baliza na escola, no 7 de setembro; na verdade, ela vai ser uma das balizas. Mas a gente não pode pegar muito no pé dela não, porque teve uma vez que ela quis passar dois dias sem comer nada. Aí eu falei que não pode, né?! Que não pode comer besteira, mas tem que se alimentar.
Eu continuo sorrindo e concordando com a cabeça, e ela desanda a falar na tal menina. Até que eu me rendo e puxo conversa também:
- Ela tem quantos anos?
- Doze.
- Só tem ela de filha?
- Só, aliás tenho um casal, eles são mais velhos, é que não foram criados por mim, mas com a avó. Mas hoje cada um já tem a sua casa. Eles são muito diferentes, a pequena é estudiosa, os outros dois não quiseram saber de estudar. Acho que a criação faz diferença, né?!
- Acho que é mais da pessoa mesmo, porque na mesma casa, às vezes tem filhos que não gostam de estudar e outros que gostam.
- É mesmo. O que não dá certo é filho criado com avó...
E depois disso, ela se calou, e eu fiquei com a pergunta querendo sair, querendo saber como foi aquela história, por que ela não criara seus filhos. Mas por educação, não perguntei mais nada. Fiquei ali só olhando para ela fazendo cuidadosa e lentamente as minhas unhas, não sei se por precaução no emprego novo ou por perfeccionismo. Demorou horrores, e eu pensando na história dela, pensando que tinha perdido justo a parte mais interessante. Tentando arranjar na minha cabeça alguma pergunta capciosa, aquele gatilho que os psicólogos e psicanalistas usam para nos fazer falar sem sentir. Mas eu não era nem uma coisa nem outra, era só uma pessoa cuja curiosidade tinha sido despertada.
Depois de muito tempo, ela finalmente acabou. Quando já estava começando a calçar as minhas sandálias, ela pede pra fazer uma massagem nos meus pés antes, assim, ela se redimiu completamente, e eu fui embora satisfeita.
Ela foi logo dizendo que era a primeira semana de trabalho naquele salão, eu sorri, mostrando simpatia, mas querendo dizer "tudo bem, eu sou legal, só que hoje não quero conversar, prefiro assistir à Chocolate com Pimenta na TV."
Ela , vendo meu interesse pela novela, disse: - Minha filha também adora essa novela e toda vez que acaba, ela fica com vontade de comer chocolate. Mas eu digo pra ela não exagerar no doce. Ela não é gordinha, é cheinha, sabe?! E ela quer ser baliza na escola, no 7 de setembro; na verdade, ela vai ser uma das balizas. Mas a gente não pode pegar muito no pé dela não, porque teve uma vez que ela quis passar dois dias sem comer nada. Aí eu falei que não pode, né?! Que não pode comer besteira, mas tem que se alimentar.
Eu continuo sorrindo e concordando com a cabeça, e ela desanda a falar na tal menina. Até que eu me rendo e puxo conversa também:
- Ela tem quantos anos?
- Doze.
- Só tem ela de filha?
- Só, aliás tenho um casal, eles são mais velhos, é que não foram criados por mim, mas com a avó. Mas hoje cada um já tem a sua casa. Eles são muito diferentes, a pequena é estudiosa, os outros dois não quiseram saber de estudar. Acho que a criação faz diferença, né?!
- Acho que é mais da pessoa mesmo, porque na mesma casa, às vezes tem filhos que não gostam de estudar e outros que gostam.
- É mesmo. O que não dá certo é filho criado com avó...
E depois disso, ela se calou, e eu fiquei com a pergunta querendo sair, querendo saber como foi aquela história, por que ela não criara seus filhos. Mas por educação, não perguntei mais nada. Fiquei ali só olhando para ela fazendo cuidadosa e lentamente as minhas unhas, não sei se por precaução no emprego novo ou por perfeccionismo. Demorou horrores, e eu pensando na história dela, pensando que tinha perdido justo a parte mais interessante. Tentando arranjar na minha cabeça alguma pergunta capciosa, aquele gatilho que os psicólogos e psicanalistas usam para nos fazer falar sem sentir. Mas eu não era nem uma coisa nem outra, era só uma pessoa cuja curiosidade tinha sido despertada.
Depois de muito tempo, ela finalmente acabou. Quando já estava começando a calçar as minhas sandálias, ela pede pra fazer uma massagem nos meus pés antes, assim, ela se redimiu completamente, e eu fui embora satisfeita.
sábado, 7 de julho de 2012
Ainda não havia comentado o ultimo post de Nivea, mas eu o li e adorei, concordei com seu teor "sem tirar nem por". Estava andando pela net (e pelos blogs de moda, naturalmente) quando encontrei este texto que transcrevo abaixo, o qual parece complementar o post de Biba.
Muito mais do que ser "it girl" e vestir-se "na moda" (= igual a milhares de outras), o que importa é ter seu próprio estilo, não fugir de sua personalidade, é virar-se com o que tem e dentro de suas possibilidades e, ainda assim, brilhar.
Extraído so site Estilo C (http://celinoneto.jornaldaparaiba.com.br/list-estilo-c/), esse é o texto a que me refiro:
It de Verdade
"Todos nós sabemos que não é certo copiar na cara de pau publicações de outros sites/blogs, mas me perdoem, não poderia deixar de compartilhar o texto INCRÍVEL escrito por Jana Rosa [ex blogueira e agora apresentadora da MTV] para o blog Petiscos, de Julia Petit [musa absoluta no mundo dos blogs].
Jana, muitas vezes ‘apedrejada’ por não ter papas na língua, escreve sobre o mundo das ‘não it girls’, ou como ela mesmo denominou - ‘normal girls’. Não é preciso ser leitoa assídua de blogs de moda para conhecer o termo ‘it girls’.. Criado para intitular meninas ‘interessantes’, ele perdeu completamente o significado ‘real’ à medida que - originalidade, personalidade e inspiração - perderam o lugar para conta bancária, bolsas grifadas e uniformização.
Bem, leiam o texto de Jana e tirem suas próprias conclusões:
"Num mundo cheio de it girls, existem as “normal girls”. Ainda são raras, mas já podem ser encontradas nas principais capitais, sempre misturadas com outras normal girls, andam em grupos e ainda não viraram tão mainstream a ponto de você reconhecer uma de longe.
São pessoas normais, o que é anormal. Dormem de maquiagem quando estão cansadas e só vão à farmácia para comprar remédio, ou xampu, quando o seu xampu baratinho acaba. Nunca fazem as unhas porque esquecem ou porque estavam sem tempo.
Parece que usam mais metrô do que taxi e que marcam encontros com as amigas em qualquer restaurante barato, onde tentam gastar pouco para ter mais dinheiro para o fim de semana. Também porque estão juntando dinheiro para viajar na virada do ano ou pra sair do aluguel.
Seus celulares são Android e ouviram falar em Instagram, mas não viram uma função pra ele. Quando vão para baladas tiram fotos com suas câmeras digitais e enfrentam filas para entrar, pagam o preço normal, ficam felizes se ganham um drink grátis e não conhecem muito bem as músicas que o DJ toca. Ser DJ para elas é uma profissão muito complexa, que admiram muito e jamais tentariam.
Comem carboidrato a noite e almoçam no Burger King quando querem. H&M para elas é uma loja barata, bem divertida, e nunca ouviram falar em Sephora ou BB Cream. Gostam de ficar bonitas, mas não fazem ideia que o rosa está na moda. Quando entram na Zara e veêm vestidos estampados dão risada com um pouco de vergonha alheia e nunca leram a Vogue Paris.
Só fazem babyliss no salão quando tem um casamento para ir. Mas aí se arrependem porque acham que ficaram com cara de tia avó. Normal girls acham casamento meio cafona, mas adoram quando suas conhecidas casam pra poder ir na festa de graça e ver os amigos do noivo de terno. Nunca pensaram se vão casar um dia, primeiro elas gostariam de arrumar um emprego melhor, com carteira assinada.
Normal girls saem sem corretivo na rua, compram bolsa pela praticidade do que vai caber dentro, sempre usaram tênis porque não machuca o pé, não fazem ideia de quem seja Isabel Marant. Nunca ouviram falar em Freja Beha, mas acham a Gisele bonita, apesar de achar que ela ainda namora o Leo di Caprio.
Elas tem 148 seguidores no twitter e experimentaram batom vermelho uma vez, semana passada pra ser mais precisa.
Acham maxicolares engraçados, mas não sabem que eles chamam maxicolares e nunca pendurariam aquilo, daquele tamanho, no pescoço. Jamais gastariam mais de R$ 20 em um brinco, porque sabem que no próximo fim de semana podem esquecer uma argola dourada na casa de um menino que conheceram numa pista de hip hop.
Os olhos das normal girls brilham quando se fala em it girls, suspiram, pensam na Blake Lively, na fulaninha do momento, aquela que fez um filme que não lembram agora o nome, mas viram em uma revista. O sonho das normal girls é ser uma it girl. Porque as normal girls são sempre únicas, se acostumaram com seus cabelos, compram as roupas pelo seu gosto e nunca percebem o quão legais são, então sonham em ser iguais a todo mundo, mais uma it girl com a pele cintilante saída da forma fake luxuosa.
Mas logo depois que pensam nisso, acabam se distraindo, se preocupam com o futuro, marcam encontros na saída do metrô, estudam para orgulhar seus pais… e então a vida segue para as normal girls, luxo pra elas é voltar pra casa de taxi depois da meia noite."
E pra mim - Ceicinha - It girl ainda é sim um termo forte que pode caracterizar diversas meninas! Porque não adianta bolsa Chanel e sapato Louboutin se não há conteúdo, educação, simplicidade, PERSONALIDADE! Vestir-se bem usando grifes é muito fácil, difícil é se virar com o cartão da Marisa, difícil é não deixar o estilo mesmo pegando 2 ônibus para chegar à universidade, difícil é chegar em casa, depois de um dia duro de trabalho, e ainda ter ânimo pra ajudar os filhos com o dever de casa, difícil é ter que ralar o ano inteiro pra comprar aquele sapato desejo e, ainda assim, preferir aquela sapatilha velha de guerra, afinal com ela dá pra dançar muito mais... Ser 'it girl' vai muito mais além do que um closet recheado.. It girls são meninas de VERDADE que, mesmo não desfilando por ai uma Chanel 2.55, arranca suspiro e desvia olhares, porque estilo e personalidade não estão impressos no logo de nenhuma grife. "
Muito mais do que ser "it girl" e vestir-se "na moda" (= igual a milhares de outras), o que importa é ter seu próprio estilo, não fugir de sua personalidade, é virar-se com o que tem e dentro de suas possibilidades e, ainda assim, brilhar.
Extraído so site Estilo C (http://celinoneto.jornaldaparaiba.com.br/list-estilo-c/), esse é o texto a que me refiro:
It de Verdade
"Todos nós sabemos que não é certo copiar na cara de pau publicações de outros sites/blogs, mas me perdoem, não poderia deixar de compartilhar o texto INCRÍVEL escrito por Jana Rosa [ex blogueira e agora apresentadora da MTV] para o blog Petiscos, de Julia Petit [musa absoluta no mundo dos blogs].
Jana, muitas vezes ‘apedrejada’ por não ter papas na língua, escreve sobre o mundo das ‘não it girls’, ou como ela mesmo denominou - ‘normal girls’. Não é preciso ser leitoa assídua de blogs de moda para conhecer o termo ‘it girls’.. Criado para intitular meninas ‘interessantes’, ele perdeu completamente o significado ‘real’ à medida que - originalidade, personalidade e inspiração - perderam o lugar para conta bancária, bolsas grifadas e uniformização.
Bem, leiam o texto de Jana e tirem suas próprias conclusões:
"Num mundo cheio de it girls, existem as “normal girls”. Ainda são raras, mas já podem ser encontradas nas principais capitais, sempre misturadas com outras normal girls, andam em grupos e ainda não viraram tão mainstream a ponto de você reconhecer uma de longe.
São pessoas normais, o que é anormal. Dormem de maquiagem quando estão cansadas e só vão à farmácia para comprar remédio, ou xampu, quando o seu xampu baratinho acaba. Nunca fazem as unhas porque esquecem ou porque estavam sem tempo.
Parece que usam mais metrô do que taxi e que marcam encontros com as amigas em qualquer restaurante barato, onde tentam gastar pouco para ter mais dinheiro para o fim de semana. Também porque estão juntando dinheiro para viajar na virada do ano ou pra sair do aluguel.
Seus celulares são Android e ouviram falar em Instagram, mas não viram uma função pra ele. Quando vão para baladas tiram fotos com suas câmeras digitais e enfrentam filas para entrar, pagam o preço normal, ficam felizes se ganham um drink grátis e não conhecem muito bem as músicas que o DJ toca. Ser DJ para elas é uma profissão muito complexa, que admiram muito e jamais tentariam.
Comem carboidrato a noite e almoçam no Burger King quando querem. H&M para elas é uma loja barata, bem divertida, e nunca ouviram falar em Sephora ou BB Cream. Gostam de ficar bonitas, mas não fazem ideia que o rosa está na moda. Quando entram na Zara e veêm vestidos estampados dão risada com um pouco de vergonha alheia e nunca leram a Vogue Paris.
Só fazem babyliss no salão quando tem um casamento para ir. Mas aí se arrependem porque acham que ficaram com cara de tia avó. Normal girls acham casamento meio cafona, mas adoram quando suas conhecidas casam pra poder ir na festa de graça e ver os amigos do noivo de terno. Nunca pensaram se vão casar um dia, primeiro elas gostariam de arrumar um emprego melhor, com carteira assinada.
Normal girls saem sem corretivo na rua, compram bolsa pela praticidade do que vai caber dentro, sempre usaram tênis porque não machuca o pé, não fazem ideia de quem seja Isabel Marant. Nunca ouviram falar em Freja Beha, mas acham a Gisele bonita, apesar de achar que ela ainda namora o Leo di Caprio.
Elas tem 148 seguidores no twitter e experimentaram batom vermelho uma vez, semana passada pra ser mais precisa.
Acham maxicolares engraçados, mas não sabem que eles chamam maxicolares e nunca pendurariam aquilo, daquele tamanho, no pescoço. Jamais gastariam mais de R$ 20 em um brinco, porque sabem que no próximo fim de semana podem esquecer uma argola dourada na casa de um menino que conheceram numa pista de hip hop.
Os olhos das normal girls brilham quando se fala em it girls, suspiram, pensam na Blake Lively, na fulaninha do momento, aquela que fez um filme que não lembram agora o nome, mas viram em uma revista. O sonho das normal girls é ser uma it girl. Porque as normal girls são sempre únicas, se acostumaram com seus cabelos, compram as roupas pelo seu gosto e nunca percebem o quão legais são, então sonham em ser iguais a todo mundo, mais uma it girl com a pele cintilante saída da forma fake luxuosa.
Mas logo depois que pensam nisso, acabam se distraindo, se preocupam com o futuro, marcam encontros na saída do metrô, estudam para orgulhar seus pais… e então a vida segue para as normal girls, luxo pra elas é voltar pra casa de taxi depois da meia noite."
E pra mim - Ceicinha - It girl ainda é sim um termo forte que pode caracterizar diversas meninas! Porque não adianta bolsa Chanel e sapato Louboutin se não há conteúdo, educação, simplicidade, PERSONALIDADE! Vestir-se bem usando grifes é muito fácil, difícil é se virar com o cartão da Marisa, difícil é não deixar o estilo mesmo pegando 2 ônibus para chegar à universidade, difícil é chegar em casa, depois de um dia duro de trabalho, e ainda ter ânimo pra ajudar os filhos com o dever de casa, difícil é ter que ralar o ano inteiro pra comprar aquele sapato desejo e, ainda assim, preferir aquela sapatilha velha de guerra, afinal com ela dá pra dançar muito mais... Ser 'it girl' vai muito mais além do que um closet recheado.. It girls são meninas de VERDADE que, mesmo não desfilando por ai uma Chanel 2.55, arranca suspiro e desvia olhares, porque estilo e personalidade não estão impressos no logo de nenhuma grife. "
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