quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Intocáveis.




Sábado passado, fui com Tiago ao cinema do MAG, para a pré-estreia do filme “Intocáveis” (“Intouchables”, já que é uma produção francesa), ainda não lançado oficialmente no Brasil. O filme superou todas as expectativas de bilheteria na França, um total sucesso. Como infelizmente não estou muito antenada com as produções cinematográficas “do momento”, tampouco com críticas, vi por indicação de uma tia muito sensível e querida, que me passou o trailler. De cara, me apaixonei com a história: um personagem segregado e com uma vida completamente mal resolvida, por um acaso do destino, passa a cuidar de um riquíssimo tetraplérgico. Encantado, a princípio, pelo conforto do seu novo endereço, o personagem (arrebatador, divertido, corajoso, destemido, espontâneo, autêntico, livre e, naturalmente, conquistador) muda, por completo, a vida daquele que passa a cuidar não como um patrão, mas como amigo. Uma troca fabulosa ocorre na vida dos dois e as diferenças sociais rendem muitas (e deliciosas) risadas. Uma relação eterna. Desses filmes que a gente não quer que acabe nunca, por nos ensinar, em menos de duas horas, o sentido da necessidade do que é intocável e de Deus: a doação, o amor e a liberdade. Também nos ensina a sermos destemidos com o “acaso” que, não por acaso, atravessa de repente as nossas vidas. Não percam.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Convocação

Gente, onde estão os colaboradores deste blog?!!! O que andam fazendo?!! Nosso blog deu uma parada geral, falando sério, isso aqui está mais desanimado que o nutricionista do André Marques rsrsrs!!!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quem precisa ir ao analista, se tem um blog rsrs?!!!

Ontem assisti a um filme chamado "Não Sei Como Ela Consegue", sobre a rotina de uma mulher casada, mãe de dois filhos e que tem um emprego exaustivo em uma empresa de fundos de investimentos. O filme é uma comédia, mas tenho certeza que a maioria das mulheres que o assistem pensam que está mais para drama, porque leva inevitavelmente à reflexão e à identificação com alguma situação cotidiana nossa. Ele enfoca a desvantagem que a maternidade implica na vida profissional da mulher, comparando com os homens. Questiona por que o tempo não pode ser melhor dividido entre pais e mães, por que sempre são as mães que tem que arcar com a dupla jornada. ( No filme, a amiga da protagonista diz que se um homem tem que sair no meio do expediente por causa dos filhos, ele é visto como abnegado, pai esforçado e digno de admiração, mas se é a mulher que tem que sair, ela é tida como desorganizada , sem comprometimento com o trabalho ou até mesmo irresponsável). Mostra também uma certa tensão entre os dois tipos principais de mães, as que trabalham fora e as que ficam em casa com os filhos. Uma competição velada para ver quem está levando a melhor.

 Eu já estive nos dois lados, e acho que há vitórias e derrotas para ambos. Aliás, parafraseando um amigo nosso: no jogo da vida, vence quem se diverte mais, ou seja, na minha interpretação, a pessoa que consegue ser mais feliz e fazer todos à sua volta mais felizes! Já fui a mãe que não teve tempo de ler na agenda que era dia de levar um pratinho de pães de queijo para o lanche coletivo, aquela que chegava atrasada na apresentação do dia das mães e via o filho procurá-la incansavelmente com o olhar por todo o auditório, já fui a mãe que saía correndo como uma louca no trânsito, muitos minutos depois do horário de saída da escola, mas também fui a que fez com esmero a maquete do quarteirão do colégio, aquela para quem as outras mães ligaram perguntando onde poderiam encontrar a fantasia de índio, a que dá carona para vários amigos de seus filhos, a que organiza as tardes de estudo e as reuniões para fazer os trabalhos.

 Já quis me convencer que não é a quantidade do tempo, e sim a qualidade que importa. Já disse para mim mesma que a responsabilidade de ser mãe nos obriga a fazer escolhas e que "ser pai e mãe é uma oportunidade para aprender a diferenciar os desejos das necessidades". 

Como não podia ser diferente, volto agora ao velho tema, já abordado em tantos posts por aqui, assunto de tantas matérias, debates e análises por aí afora: a velha e boa culpa. Perguntei a mim mesma onde estava ela durante esses meus quinze anos sendo mãe. Percebi que nos primeiros anos de vida de Pedro, eu não conhecia a tal da culpa. Quando ele nasceu, tinha acabado de passar no vestibular, fiz a matrícula na universidade e posterguei o início do meu curso por seis meses, para poder ficar com ele nesse período. Depois que comecei a estudar, foi uma correria, na maior parte do tempo, tinha aula o dia inteiro. Chegava em casa a tempo de vê-lo um pouco , antes dele dormir. Tive que delegar seus cuidados a uma babá ( e foram muitas, uma rotatividade intensa!!); com minha mãe, só contava nos finais de semana, porque ela ainda trabalhava dois turnos naquela época. Não sentia culpa por que não havia outro jeito, por que não tinha tempo para isso, nem maturidade.

Só depois, pouco tempo antes de Clara nascer, é que comecei a conhecer a culpa. A rotina com dois ficou muito mais apertada, ainda mais com todas as complicações de saúde que ela teve, final de curso na universidade, monografia, consultório, pacientes de manhã até à noite... Acho que a culpa aparece quando temos possibilidade de escolha, quando sabemos que podemos fazer algo diferente, quando começamos a nos perguntar se não podemos diminuir nossa carga de trabalho ou se tudo o que requer nosso tempo é realmente imprescindível. Quando começamos a nos ressentir por estar perdendo a melhor parte de tudo isso, que é estar junto deles. A culpa definitivamente aparece quando nos damos contas de que sempre existirão processos, pacientes, clientes, projetos e boas oportunidades de negócios, mas que nossos filhos só serão crianças uma vez na vida.

Com João, eu quis ( e pude) fazer diferente, talvez a certeza de que ele seria meu último filho tenha sido um fator decisivo para decidir radicalmente deixar de trabalhar e ficar em casa. Por ser a minha última oportunidade de fazer diferente, por pensar, enfim, ter encontrado uma forma de expiar toda a culpa acumulada...sei lá, Freud explica! Tenho consciência de que foi uma escolha pensada sobretudo na minha felicidade, muito mais na minha realização do que no seu bem-estar. Se eu acho que o fato de ter me dedicado a João muito mais que aos outros vai fazer dele um adulto mais seguro, mais bem-resolvido? Com certeza não! Ele será exatamente como os outros dois ( resguardando as particularidades de suas personalidades ), no máximo, será bem mais mimado! Mas aí voltamos ao x da questão, apesar de toda a discriminação (incrivelmente inversa nesses tempos modernos), eu me sinto mais feliz, sinto que estou no lugar certo, fazendo a coisa certa. De mãos dadas com a culpa por tantos outros motivos, mas sinceramente feliz! 


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Adoro!! (parte 2)

Adoro segundas-feiras, tirando a parte da preguiça, por causa de tudo o que a semana pode vir a ser. Adoro tomar um café da manhã saudável, que me faça esquecer tudo que comi em excesso no final de semana. Adoro sentir vontade de escrever e ter tempo para fazê-lo. Adoro a sensação de não sentir saudade das pessoas amadas que estão longe do tanto que as carrego no coração!! Adoro a luz e o sol, a piscina limpa, a cama arrumada com os lençóis recém-trocados. Adoro filho que melhora da gripe e barulho de cozinha - de pratos, talheres e panelas sendo usados. Adoro assistir a desenhos animados e  o fato de que eles realmente me divertem. Adoro rezar , sentir paz, estar em paz. Adoro encontrar uma caixa de entrada com alguns e-mails que valham a pena ser lidos. Adoro doce caseiro, costelinha de porco e cuscuz com leite de côco. Adoro lembrar de compromissos sem precisar anotá-los, de cumprir metas e estabelecer prazos para mim mesma. Adoro ler, escutar e aprender. Adoro o livro achado no canto da estante, o guarda-roupa para arrumar. Os filhos para levar e buscar. Adoro a vida e tudo o que nos está reservado para viver...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Conversas de João

Na saída da escola, ele pede para ir ao banheiro. Depois que faz xixi, vai logo saindo, e eu digo:
- Você está esquecendo duas coisas, João!
- Ah, tá! Dar a descarga, fechar a tampa e lavar as mãos.
- Muito bem, filho, não eram duas coisas, eram três.
Ele faz tudo o que tinha esquecido e diz:
- Hoje eu comi areia no parque, mas lavei as mãos, tá, mãe?!
- João, não adianta lavar as mãos depois de comer areia, porque a areia foi para dentro da barriga e ficou cheio de micróbios lá. Sabe o que vai acontecer?
- Vou ficar poderoso.
- Não, João, vai ficar doente, vai ter que tomar remédio.
-  Mãe!! Os micróbios dão poderes, olha aqui os meus raios congelantes, ó!!! ( Mostrando os punhos)
- Dão nada, João!
- Se comer areia, tu fica melhor, mãe, mas se lembra de lavar as mãos, entende?!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Novo canal infantil de TV por assinatura


Descobri (ou melhor, João descobriu! ) nesse final de semana um novo canal  infantil, o Gloob, já ouviram falar?! Pertence à Globosat, tem programação durante o dia inteiro e quer concorrer diretamente com o Discovery Kids. As principais operadoras já estão disponibilizando seu sinal (na SKY , é o canal HD 87-1), desde o dia 15 de junho, que coincidiu com o fim da TV Globinho, que era a única opção para crianças na Globo. A tendência é que o conteúdo infantil fique restrito à TV paga. Por enquanto, 80% da programação é de desenhos estrangeiros, a maioria deles, desconhecidos, mas João, pelo visto, tem gostado! A programação noturna é retrô, com desenhos como Smurfs, Popeye, She-Ha, He-Man e O Sítio do Picapau Amarelo, achei bem legal !!

terça-feira, 31 de julho de 2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Caminhada

Talvez o exercício físico que eu mais gosto de fazer seja caminhar, sozinha ou acompanhada, a sós com meus pensamentos ou ouvindo música. Gosto de caminhar com passos grandes e rápidos, geralmente na hora em que o sol está se preparando para se pôr. E muito mais que benéficas fisicamente, essas caminhadas são terapêuticas. Dá pra refletir sobre tudo que está acontecendo, dá até para rezar, enquanto caminho. Dá para absorver tudo o que está ao meu redor. A bebê recém-nascida em seu primeiro passeio na calçadinha; os pedreiros da obra, felizes, deixando para trás mais um dia de trabalho. O cachorrinho que se estranha com o cachorro grande, o casal de namorados que passou antes na padaria e que divide literalmente sonhos. As duas amigas que conversam sem parar, o menino que joga sozinho futebol na areia. Os amigos que não sabem jogar frescobol direito; o casal de velhinhos, que passam muito tempo sentados um ao lado do outro, contemplando a vista. O atleta que corre ao lado do seu treinador, uma ou outra pessoa conhecida que nos cumprimenta. As crianças que correm soltas na praia, molhando os pés no mar; o velho que passa num pique de fazer inveja a qualquer um. O homem de cabeça baixa, que mexe no celular e de vez em quando, levanta os olhos em direção ao mar; a avó que fica observando a neta ir e vir de bicicleta. Os pássaros que se reúnem nas árvores, o grupo de pessoas que se aglomera para ver, possivelmente, um ovo de tartaruga-marinha. O sol que finalmente se põe e faz um efeito luminoso lindo na água do mar... Todas essas imagens se misturam na minha cabeça geralmente com algum verso de Drummond ou com alguma música da variada seleção do IPod de Clarinha, que eu pego emprestado, e forma um filme lindo. Filmes que niguém mais vai ver. E cada dia de caminhada, é um filme diferente, é um novo dia, e o importante é nunca deixar de caminhar, é sempre se incentivar a ir um pouco mais além...nesta longa e linda estrada da vida.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Bananeiras

Neste final de semana, fomos novamente à Bananeiras. Desta vez para uma ocasião especial : festejar os 65 anos do meu pai e inaugurar sua casa recém-construída no condomínio. A casa ficou linda, confortável e aconchegante, fora isso tivemos o prazer de desfrutar da companhia de painho, de acordar ao som de música clássica e de Tom Jobim, de escutar suas histórias... E para completar, comemos muita coisa gostosa preparada por Deinha, a cozinheira dos sonhos de qualquer um, que mora lá em Bananeiras mesmo. Tudo que ela faz é uma verdadeira delícia, principalmente a peteca de banana, a melhor de todas !!!

A casa vista lá de baixo da encosta, os meninos ensinando as regras do pôquer
para Crispim; a hora dos parabéns e a sala de jantar.

Os meninos, como sempre, aproveitaram demais e fizeram o pacote completo - jogo de tênis, trilha, piscina, pedalinho, charrete e parquinho!! Ainda inventaram um jogo de pôquer que virou vício, iam dormir muito tarde jogando. Sem dúvida, um final de semana maravilhoso, em contato com a natureza, daqueles que recarregam a alma ( mas não o corpo, porque o tanto que a gente caminhou, subiu e desceu ladeira, não foi brincadeira rsrs!!).

Pedro jogando tênis, João brincando perto da "floresta"; o córrego que deságua na bica
e as baias dos cavalos.



Na volta, vinha conversando com Crispim sobre o quanto eu me sinto bem no interior, como eu gosto das paisagens, das pessoas, da simplicidade, da maneira com que vêem a vida! Quando íamos chegando em Pirpirituba, encontramos o trânsito parado, porque uma carreta havia tombado e obstruído totalmente a estrada.
 Os moradores nos indicaram um caminho alternativo, e o percurso foi muito engraçado, encontramos pelo caminho muitas figuras que ilustraram bem tudo o que estava dizendo pra Crispim, fiquei arrependida de não ter filmado a conversa com um velho que nos deu informações, inesquecível rsrsrs!! Depois de um desvio de uns 40 km, doze deles em uma estrada de barro, voltamos à estrada em que estávamos e seguimos para casa.

No fim, a vista compensou, fica a dica, a estrada de Borborema para Pilões é  de terra e
cheia de buracos, mas é linda rsrsrs!!!




sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha




Ontem fomos assistir ao novo filme do Homem-Aranha, sinceramente não esperava muita coisa, afinal o que ainda teria de novo em uma história já imortalizada em uma trilogia de tanto sucesso no cinema?! Fui com Crispim, Pedro e Clara, e todos nós adoramos o filme! 

Ele conta a história em detalhes, desde os pais de Peter, que nunca eram mencionados, a caracterização do personagem, até a percepção da sua heróica missão.  Mary Jane não aparece nesse filme, pois de acordo com Pedro, super fã e conhecedor do Homem-Aranha, esse filme é o mais fiel à história original. O primeiro relacionamento de Peter foi com a secretária do jornal, depois ele namora aquela que seria o grande amor da sua vida, Gwen ( justamente a que aparece no filme) e só depois que ela morre, é que ele conhece e decide viver com Mary Jane. Inclusive, eu não sabia disto, mas quando o primeiro filme foi lançado, milhares de fãs se indignaram com o fato de terem colocado Mary Jane como a amada de Peter!! 





O casal de atores que fizeram esse filme, Andrew Garfield e Emma Stone, estão ótimos nos papéis de Peter e Gwen, inclusive começaram a namorar durante as filmagens e estão juntos até agora. 


Como não podia ser diferente, o filme traz inúmeros efeitos especiais e cenas de ação maravilhosas. Assistimos em 3D, certamente deve ter sido ainda mais emocionante por conta disso. A classificação indicativa é a partir dos 10 anos, por isso resolvemos não levar João. Ele teria amado, com toda certeza, mas realmente tem algumas cenas fortes e violentas demais para a idade dele. Lembrei, quando levamos Pedro para assistir ao lançamento do primeiro filme, ele tinha 5 anos de idade e saiu do cinema completamente surtado rsrs. Olhando para cima e para baixo, se jogando nas paredes, soltando teias imaginárias sem parar... É muito legal passar por tudo isso mais uma vez com João, desde a semana passada , ele está nessa fase aracnídea! 







quinta-feira, 12 de julho de 2012

Histórias no salão de beleza - parte I

Chego no salão ontem à tarde para fazer as unhas. A atendente pergunta: - Pé e mão? Respondo que sim , e ela me pede para escolher com qual manicure quero fazer e me aponta as duas que estavam livres no momento. Uma delas, eu já conhecia e sabia que ela tinha mania de falar o tempo todo para relaxar as minhas mãos, que eu era muito tensa e tal. A outra, nunca tinha visto por lá, achei que era novata e decidi fazer com ela.

 Ela foi logo dizendo que era a primeira semana de trabalho naquele salão, eu sorri, mostrando simpatia, mas querendo dizer "tudo bem, eu sou legal, só que hoje não quero conversar, prefiro assistir à Chocolate com Pimenta na TV."

 Ela , vendo meu interesse pela novela, disse: - Minha filha também adora essa novela e toda vez que acaba, ela fica com vontade de comer chocolate. Mas eu digo pra ela não exagerar no doce. Ela não é gordinha, é cheinha, sabe?! E ela quer ser baliza na escola, no 7 de setembro; na verdade, ela vai ser uma das balizas. Mas a gente não pode pegar muito no pé dela não, porque teve uma vez que ela quis passar dois dias sem comer nada. Aí eu falei que não pode, né?! Que não pode comer besteira, mas tem que se alimentar.

 Eu continuo sorrindo e concordando com a cabeça, e ela desanda a falar na tal menina. Até que eu me rendo e puxo conversa também:

 - Ela tem quantos anos?
 - Doze.
 - Só tem ela de filha?
 - Só, aliás tenho um casal, eles são mais velhos, é que não foram criados por mim, mas com a avó. Mas hoje cada um já tem a sua casa. Eles são muito diferentes, a pequena é estudiosa, os outros dois não quiseram saber de estudar. Acho que a criação faz diferença, né?!
- Acho que é mais da pessoa mesmo, porque na mesma casa, às vezes tem filhos que não gostam de estudar e outros que gostam.
- É mesmo. O que não dá certo é filho criado com avó...

   E depois disso, ela se calou, e eu fiquei com a pergunta querendo sair, querendo saber como foi aquela história, por que ela não criara seus filhos. Mas por educação, não perguntei mais nada. Fiquei ali só olhando para ela fazendo cuidadosa e lentamente as minhas unhas, não sei se por precaução no emprego novo ou por perfeccionismo. Demorou horrores, e eu pensando na história dela, pensando que tinha perdido justo a parte mais interessante. Tentando arranjar na minha cabeça alguma pergunta capciosa, aquele gatilho que os psicólogos e psicanalistas usam para nos fazer falar sem sentir. Mas eu não era nem uma coisa nem outra, era só uma pessoa cuja curiosidade tinha sido despertada.

 Depois de muito tempo, ela finalmente acabou. Quando já estava começando a calçar as minhas sandálias, ela pede pra fazer uma massagem nos meus pés antes, assim, ela se redimiu completamente, e eu fui embora satisfeita.

sábado, 7 de julho de 2012

Ainda não havia comentado o ultimo post de Nivea, mas eu o li e adorei, concordei com seu teor "sem tirar nem por". Estava andando pela net (e pelos blogs de moda, naturalmente) quando encontrei este texto que transcrevo abaixo, o qual parece complementar o post de Biba.
Muito mais do que ser "it girl" e vestir-se "na moda" (= igual a milhares de outras), o que importa é ter seu próprio estilo, não fugir de sua personalidade, é virar-se com o que tem e dentro de suas possibilidades e, ainda assim, brilhar.
Extraído so site Estilo C (http://celinoneto.jornaldaparaiba.com.br/list-estilo-c/), esse é o texto a que me refiro:

It de Verdade



"Todos nós sabemos que não é certo copiar na cara de pau publicações de outros sites/blogs, mas me perdoem, não poderia deixar de compartilhar o texto INCRÍVEL escrito por Jana Rosa [ex blogueira e agora apresentadora da MTV] para o blog Petiscos, de Julia Petit [musa absoluta no mundo dos blogs].



Jana, muitas vezes ‘apedrejada’ por não ter papas na língua, escreve sobre o mundo das ‘não it girls’, ou como ela mesmo denominou - ‘normal girls’. Não é preciso ser leitoa assídua de blogs de moda para conhecer o termo ‘it girls’.. Criado para intitular meninas ‘interessantes’, ele perdeu completamente o significado ‘real’ à medida que - originalidade, personalidade e inspiração - perderam o lugar para conta bancária, bolsas grifadas e uniformização.



Bem, leiam o texto de Jana e tirem suas próprias conclusões:



"Num mundo cheio de it girls, existem as “normal girls”. Ainda são raras, mas já podem ser encontradas nas principais capitais, sempre misturadas com outras normal girls, andam em grupos e ainda não viraram tão mainstream a ponto de você reconhecer uma de longe.



São pessoas normais, o que é anormal. Dormem de maquiagem quando estão cansadas e só vão à farmácia para comprar remédio, ou xampu, quando o seu xampu baratinho acaba. Nunca fazem as unhas porque esquecem ou porque estavam sem tempo.



Parece que usam mais metrô do que taxi e que marcam encontros com as amigas em qualquer restaurante barato, onde tentam gastar pouco para ter mais dinheiro para o fim de semana. Também porque estão juntando dinheiro para viajar na virada do ano ou pra sair do aluguel.



Seus celulares são Android e ouviram falar em Instagram, mas não viram uma função pra ele. Quando vão para baladas tiram fotos com suas câmeras digitais e enfrentam filas para entrar, pagam o preço normal, ficam felizes se ganham um drink grátis e não conhecem muito bem as músicas que o DJ toca. Ser DJ para elas é uma profissão muito complexa, que admiram muito e jamais tentariam.

Comem carboidrato a noite e almoçam no Burger King quando querem. H&M para elas é uma loja barata, bem divertida, e nunca ouviram falar em Sephora ou BB Cream. Gostam de ficar bonitas, mas não fazem ideia que o rosa está na moda. Quando entram na Zara e veêm vestidos estampados dão risada com um pouco de vergonha alheia e nunca leram a Vogue Paris.



Só fazem babyliss no salão quando tem um casamento para ir. Mas aí se arrependem porque acham que ficaram com cara de tia avó. Normal girls acham casamento meio cafona, mas adoram quando suas conhecidas casam pra poder ir na festa de graça e ver os amigos do noivo de terno. Nunca pensaram se vão casar um dia, primeiro elas gostariam de arrumar um emprego melhor, com carteira assinada.



Normal girls saem sem corretivo na rua, compram bolsa pela praticidade do que vai caber dentro, sempre usaram tênis porque não machuca o pé, não fazem ideia de quem seja Isabel Marant. Nunca ouviram falar em Freja Beha, mas acham a Gisele bonita, apesar de achar que ela ainda namora o Leo di Caprio.

Elas tem 148 seguidores no twitter e experimentaram batom vermelho uma vez, semana passada pra ser mais precisa.



Acham maxicolares engraçados, mas não sabem que eles chamam maxicolares e nunca pendurariam aquilo, daquele tamanho, no pescoço. Jamais gastariam mais de R$ 20 em um brinco, porque sabem que no próximo fim de semana podem esquecer uma argola dourada na casa de um menino que conheceram numa pista de hip hop.



Os olhos das normal girls brilham quando se fala em it girls, suspiram, pensam na Blake Lively, na fulaninha do momento, aquela que fez um filme que não lembram agora o nome, mas viram em uma revista. O sonho das normal girls é ser uma it girl. Porque as normal girls são sempre únicas, se acostumaram com seus cabelos, compram as roupas pelo seu gosto e nunca percebem o quão legais são, então sonham em ser iguais a todo mundo, mais uma it girl com a pele cintilante saída da forma fake luxuosa.



Mas logo depois que pensam nisso, acabam se distraindo, se preocupam com o futuro, marcam encontros na saída do metrô, estudam para orgulhar seus pais… e então a vida segue para as normal girls, luxo pra elas é voltar pra casa de taxi depois da meia noite."



E pra mim - Ceicinha - It girl ainda é sim um termo forte que pode caracterizar diversas meninas! Porque não adianta bolsa Chanel e sapato Louboutin se não há conteúdo, educação, simplicidade, PERSONALIDADE! Vestir-se bem usando grifes é muito fácil, difícil é se virar com o cartão da Marisa, difícil é não deixar o estilo mesmo pegando 2 ônibus para chegar à universidade, difícil é chegar em casa, depois de um dia duro de trabalho, e ainda ter ânimo pra ajudar os filhos com o dever de casa, difícil é ter que ralar o ano inteiro pra comprar aquele sapato desejo e, ainda assim, preferir aquela sapatilha velha de guerra, afinal com ela dá pra dançar muito mais... Ser 'it girl' vai muito mais além do que um closet recheado.. It girls são meninas de VERDADE que, mesmo não desfilando por ai uma Chanel 2.55, arranca suspiro e desvia olhares, porque estilo e personalidade não estão impressos no logo de nenhuma grife. "

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Direto do túnel do tempo...

Vocês já tinham visto esta foto do Steve Jobs mais jovem? Fiquei impressionada, achei que ele era muito lindo rsrsrs!!!!!


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Esses dias conversava com Guga sobre a vinda de Thassia Naves pra João Pessoa. Acho que todas nós lemos esses blogs, não? Esses e tantos outros, de festas, viagens, decoração. Como todo mundo, me sinto inspirada ao ver que aquele colar há tanto guardado pode compor lindamente uma produção, que copos de geleia que iam pro lixo podem ser vasos, ou porta condimentos e que ideias simples valem ouro numa sala de estar sem graça e que festinhas de crianças podem ser maravilhosas sem que se gaste milhares de reais.

Ocorre que me vi meio chocada, pensando nos valores que a sociedade, de um modo geral, tem dado a essas "embaixadoras da moda" da vida real.

Vida real? Será? Acho que é fácil fazer bonito com um look todo montado no catálogo da Les Lis Blanc, Bobstore, pensado e repensado por stylists renomados, que passam horas a fio matutando sobre moda, "qual informação e textura fica legal com tal colar". Sei que nem todo mundo que anda de Chanel necessariamente é a rainha do estilo, mas vamos combinar que é difícil errar quando você compra um look montado numa vitrine, e agrega a isso uma Birkin e um óculos estiloso.

Difícil mesmo é pegar suas roupas de anos atrás e andar dignamente bonita, ser gente de verdade. 

Parece um pecado não ter um maxi-colar, não usar caveira, não ter calças de couro sintético e receber doações de amigas é sinônimo de fracasso profissional e financeiro.

Idolatremos herois de verdade, como o rapaz de 17 anos que resgatou a menina Brenda de um sequestrador (vide notícia: http://www.meionorte.com/noticias/geral/orfao-jovem-que-salvou-garota-brenda-sonha-em-ser-bombeiro-171486.html).

Para finalizar, frases para reflexão:

"Crie filhos em vez de herdeiros."


"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."

"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela."

"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."

"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."

"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"

"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."

"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas...."

"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor ( amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"

"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Compartilhando a (Im)Perfeição Nossa

Perambulando pelo Instagram hoje de manhã, veio a inspiração para esse post. O modo como as redes sociais fazem com que todos nós pareçamos artificiais, não o tempo todo, mas muitas vezes. Artificiais no sentido de que queremos compartilhar sempre algo incomum, interessante, como se todos os nossos dias fossem fantásticos e inesquecíveis. Não há registro algum daqueles dias em que ficamos doentes, em que não fizemos absolutamente nada. Nem vestígios dos dias em que tivemos que limpar o chão, fazer o almoço, varrer a casa, tivemos preguiça em ir trabalhar, estamos com o cabelo terrível ou desarrumados, nada que remeta à nossa rotina entediante, à nossa vida comum e sem graça. Postamos fotos andando em transporte público no exterior, mas temos vergonha de usá- los aqui no Brasil. Ser dona-de-casa, mãe ou pai em tempo integral ou ter um emprego desvalorizado em outro país chega a ser cool, um estilo de vida legal, aqui somos desocupados ou estamos em dificuldade. Somos sempre cultos, bem-humorados, felizes, inteligentes, bem-vestidos, politicamente corretos e criativos. Freqüentamos lugares maravilhosos, viajamos para lugares exóticos, somos "amigos" de tanta gente bacana, antenada e importante.

 Precisamos amar a nossa vida do jeitinho que ela é, com dias bons e dias ruins; admitir nossos defeitos, nossos equívocos, nossas falhas. Podemos nos dar direito a ter acessos de raiva, a sermos injustos, a sermos cruéis e intolerantes em alguns momentos de nossas vidas. Nem de longe somos perfeitos, enganamos e somos enganados, levamos rasteiras nesta vida - somos traídos, perdemos o emprego, não temos dinheiro, não temos tempo de fazer o que gostaríamos. O compartilhar só tem sentido se for amplo, se contiver a nossa essência, o que realmente pensamos e somos, se for feito entre pessoas que realmente se conhecem e tem afeição recíproca.

 E agora só me vem à cabeça o "Poema em Linha Reta", de Fernando Pessoa: 

 "Arre! Estou fato de semideuses!
 Onde é que há gente neste mundo?"

 Vale a pena ler na íntegra aqui:
  www.insite.com.br/art/pessoa/ficcoes/acampos/538.php




sexta-feira, 22 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ter Namorada

Bom, esse poema era pra ter saído no Dia dos Namorados, mas o computador quebrou às vésperas, eu não salvara no e-mail e só agora foi consertado. Fiz como resposta ao texto desaforado sobre o Dia dos Namorados do ano passado, que pus em seguida ao poema:

Ter Namorada

Ter namorada é bom demais! É ter companhia para todas as horas, para todos os lugares, para todos os momentos, sempre: é nunca se ...sentir só!

Ter namorada é bom demais! É frustrar qualquer tédio, qualquer solidão, e se divertir com o simples fato de estar junto dela!

Ter namorada é bom demais! É ganhar presentinhos, cartinhas e chocolates que me deixam me sentindo, me achando, todo contente, todo abestalhado!

Ter namorada é bom demais! É se achar lindo, sendo feio, se achar inteligente, sendo burro, se achar cheiroso, sendo podre, se achar gente boa, sendo um porre, se achar perfeito, sendo um defeito, só porque ela simplesmente acha tudo isso!

Ter namorada é bom demais! É receber abraços, beijos e paparicos que fazem o olho brilhar e o coração bater mais forte!

Ter namorada é bom demais! É dar carinho, ver um sorriso verdadeiro, um olhinho cintilando e ela se aconchegando no meu abraço!

Ter namorada é bom demais! É ser amado, é amar, é dizer um “te amo”, é ouvir um “te amo”, é sentir o amor abraçando o coração!

Ter namorada é bom demais! É ir dormir falando com ela e acordar pensando nela, mesmo já tendo sonhado com ela!

Ter namorada é bom demais! É sentir ciúme na medida certa, pra ela sentir que a gente sente amor por ela! E ver ela enciumada um tantinho, pra sentir que ela sente amor por mim! Uma pitadinha de ciúme é sempre bom pra não insossar...

Ter namorada é bom demais! É fazer mimos, cartas, cartões e cartinhas, mandar aquela mensagenzinha, fazer que elas sejam princesinhas!

Ter namorada é bom demais! É quebrar a cabeça pra fazer surpresa pra ela, é passar horas inventando coisas pra ela, é se preocupar com o presente presente, com o presente fofo e romântico, com a embalagem do presente, com a cartinha, com o restaurante, com as flores, com os chocolates, com o jeito que vai dar o presente, com a hora que vai dar o presente, só pra ver ela feliz, só pra ver ela se achar...É ficar doidinho até a hora de presentear!

Ter namorada é bom demais! É mandar flores fragrantes, flores bonitas, flores vistosas e depois dizer a ela que ela é ainda mais bela, mais perfeita e mais cheirosa!

Ter namorada é bom demais! É se beijar no cinema, no sofá, na praia, no carro, no mar, na piscina, na rua, na chuva, em qualquer lugar, não se envergonhar de amar!

Ter namorada é bom demais! É dominar hoje, ser dominado amanhã, e nem ligar se é mandado ou se manda, porque a gente simplesmente se ama!

Ter namorada é bom demais! É ter uma amiga, uma companheira, uma conselheira, uma pessoa querida que um bem danado me faz!

Ter namorada é bom demais! É ter uma briguinha aqui, outra acolá, mas briga pra desculpar, sem se culpar, e depois mais e mais e só amar! Uma briguinha é bom pra esquentar, mas dormir brigado? Nem pensar! É mesmo que acabar!

Ter namorada é bom demais! É ser fiel a ela e ela ser fiel você, é só ter olhos pra ela e ela só ter olhos pra você, é viver só pra ela e ela viver só pra você!

Ter namorada é bom demais! É querer o tempo todo sentir o cheiro do cangote dela, é querer sentir o calor da pele dela, é querer pegar no cabelo dela, é querer ficar toda hora com ela!

Ter namorada é bom demais! É ver um filme e lembrar dela, ir numa loja e lembrar dela, comer uma comida e lembrar dela, estar na aula e lembrar dela...é com tudo pensar nela!

Ter namorada é bom demais! É ter uma musiquinha minha e dela, um apelidozinho meu e dela, uma comidinha minha e dela, um filminho meu e dela, um restaurantezinho meu e dela, um jeitinho de falar meu e dela, é criar um mundinho só pra você e pra ela!

Ter namorada é bom demais! É se sentir feliz, é se sentir completo, é se sentir satisfeito, é se sentir realizado, é se sentir mimado, é se sentir querido, é se sentir idolatrado, é se sentir de verdade amado!

Ter namorada é bom demais, ter namorada é tudo isso que eu disse.

Mas ter Louise de namorada é mais do que bom demais! É melhor que isso tudo! É a melhor coisa do mundo!

Porque Louise é a namorada que eu pedia a Deus e que ele me deu pra não tomar nunca mais! Como eu disse noutro poema, é Louise a luz dos olhos meus!

Te amo, Louise, hoje, mais que ontem, menos que amanhã, e que cada amanhã seja um hoje como hoje!

O texto do ano passado foi esse:

Do Dia dos Namorados e seus Demônios
Amanhã é o triste e fatídico Dia dos Namorados! Ah como eu odeio, odeio, odeio. Estou hoje à la Smurf Ranzinza e odeio, odeio e odeio o Dia dos Namorados, especialmente aqui no Brasil! O Brasil, este país que copia tantas e tantas coisas da Europa e dos Estados Unidos, justamente no Dia dos Namorados é original e o comemora, sabe-se lá por que cargas d’água, em 12 de junho, em vez de 14 de fevereiro, como os gringos do Norte, que celebram o Valentine’s Day, ou Dia de São Valentim. Se aqui fosse assim, eu nem me incomodaria tanto: usaria do meu catolicismo e faria uma procissão pra São Valentim...mas não...aqui comemoram num dia em que não se comemora mais nada, é um dia só pra os namoradinhos! Puta sacanagem com os solteiros! E neste ano ainda é pior: o dia 12 de junho caiu num domingo, dia naturalmente morgado! Mas a vida tem dessas coisas, e a gente tem de superar.
Estou estressado e enraivecido com a iminência da data. Não bastasse uma semana com todo mundo, todos os amigos e amigas, planejando, comprando presentinhos, pensando em idéias para surpreender o namorado ou a namorada, contando histórias dos outros anos, ME pedindo dicas sobre o que colocar em cartõezinhos, que flor comprar...Não bastasse isso, minha mãe, pra piorar meu humor, pegou uma encomenda gigante para uma celebração conjunta do Dia dos Namorados hoje à noite, e EU, solteiro, fiquei responsável por fazer uma TUIA de canapés! Ah! E ela, minha genitora que tanto amo, ainda por cima, queria que eu cortasse os pães dos canapés em forma de coração! Aqui que eu ia cortar pão em forma de coração! Em forma de tudo eu cortaria, mas de coraçãozinho? Neca de pitibiriba: uma afronta à minha solteiridade! Cortei em rodinhas mesmo. E ACHE BOM QUE EU NÃO CORTEI EM FORMA DE OUTRA COISA!
Além do trabalho todo de hoje, todas as comidas estavam com um cafona ar romântico: trufinhas coroadas com coraçõezinhos vermelhos, pirulitos de chocolate em forma de coração, bem-casados embrulhados em papel crepom cheio de coraçõezinhos vermelhos, tudo com lacinhos meiguinhos e idiotinhas! Morangos, tomates, cerejas e maçãs, pétalas vermelhas, toalhas vermelhas, bolas vermelhas...TUDO vermelho por aqui, simbolizando o amor e a paixão. Hunf! Olhe, se vermelho, durante os outros 364 dias do ano, é minha cor favorita, no Dia dos Namorados deixa de ser e dá lugar ao preto e ao roxo, ao cinza e a todas as cores que me remetam ao luto, à quaresma ou ao advento.
Até Janjão, Senhor, meu irmãozinho de 9 anos, estava todo romântico, escutando “Pra você”, da vaqueira Paula Fernandes, no sofá perto de onde eu estava, com o fone de ouvido, com os olhinhos fechados, balançando pra esquerda e pra direita, no ritmo da música, decerto pensando em Laurinha, a menina de quem ele gosta e com quem vai dançar quadrilha hoje...Até Janjão! E eu olhando pra ele com os mesmos olhos semi-cerrados com que fitei o prato que puseram no elevador outro dia, na esperança de que deles saísse um potente raio laser.
É como minha estimada amiga Gianne disse: ou eu sou uma frigideira sem tampa, ou nasci uma obra surrealista de Salvador Dalí! Bom, pelo menos o título de “baleia encalhada” não vai mais caber em mim, já que estou emagrecendo...Mas que ser uma piaba encalhada não seja o meu destino, por Deus! Eu sou um menino bom, estudioso, educado, bem criado, estou emagrecendo, sou de uma família boa, sou de Deus, acho que sou gente boa, as pessoas riem comigo...E, ainda por cima, qual uma amiga minha, estou me alugando gratuitamente para o Dia de amanhã!
Ah amanhã! Devo passar o dia de cama, devo sair do meu regime ( e não me digam pra não sair!) e comer tudo o que eu vir pela frente, não devo entrar no facebook para não ver mensagenzinhas bregas de amor ou atualizações e também não devo ir a restaurantes ou calçadinhas, para não ver os casaizinhos bobinhos e apaixonados. E devo passar o dia só, mas, como li algures, acaso passamos o dia da árvore abraçados com uma árvore? O dia de finados abraçados com um morto? Ou o dia do índio abraçados com um índio? Então pronto! Adeus!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Recordar é Viver!!!

Sabe quando, do nada, uma lembrança vem à sua cabeça, e você começa a reviver aquele momento do passado de uma forma tão viva, tão nítida, que parece que acabou de acontecer?! De vez em quando, isso acontece comigo! Na semana passada, revivi um dia muito especial da minha infância. Nós morávamos numa fazenda, a Fazenda Nova, mas que ficava dentro da cidade de Patos, logo depois do açude do Jatobá  e do Alto da Tubiba rsrs. Era um belo dia, a fazenda estava cheia de gente, muita gente mesmo, todos tinham ido para a inauguração da bica, que nada mais era do que um cano de pvc bem grosso. Lembro da bica perto da plantação de melancias, da fila para tomar banho, da sensação gostosa da água que saía forte, das pessoas molhadas em volta, de correr com as outras crianças de volta pra casa, da alegria, do orgulho por ser a filha do dono da bica kkkkk!! Ri demais, sozinha, enquanto esse filme passava na minha memória...

domingo, 17 de junho de 2012

Férias Escolares 2

A tradicional colônia de férias do Clube Cabo Branco acontecerá de 09 a 20 de julho, essa eu conheço bastante, pois Clarinha já foi muitas vezes, e adoro! Apesar de serem muitas crianças, eles são super organizados, a as crianças realmente se divertem. São duas semanas seguidas, sempre no turno da tarde. Cada semana custa R$170,00, e as duas semanas custam R$320,00. As informações podem ser encontradas no blog deles: http://coloniaeccb.blogspot.com.br .


Uma outra opção é o Clubinho de Férias, do Centro de Cultura Zarinha. Eu queria ter inscrito Clarinha nele desde o ano passado, tem várias opções de cursos: Construindo meus brinquedos ( 4 e 5 anos), Desvendando a mitologia grega ( 9 a 12 anos), Turma do barulho! (2 e 3 anos), Oficina de Teatro de Bonecos (6 e 7 anos), Oficina de Xadrez (7 a 12 anos) e Iniciação ao Teatro (8 a 12 anos) - esse é o que Clarinha quer fazer! As atividades vão acontecer de 2 a 27 de julho, serão três dias por semana, durante quatro semanas. O valor para cada curso é de R$430,00. Mais informações:  www.zarinha.com

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Férias escolares

Como as férias já estão chegando, nada melhor que começar a planejar algumas atividades para as nossas lindas criaturinhas se ocuparem durante o mês de julho... Recebi este informativo de uma amiga, e achei uma ótima opção.