sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Jose Simão - ' refresco ' de fim de semana


Ueba! O verão do semiaberto!





Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! E adorei o chargista Dálcio: com o Felipão na seleção, o Fuleco vai virar Segundeco! Rarará! E adorei a foto com a legenda "O futuro da Seleção: Marin, Felipão e Parreira"! É O NOVO! O Trio Ditadura! Deviam tá jogando tranca, dominó e bocha!



E o Marin escolhendo o Felipão parece aquele que casou com a miss Brasil 1975 e achou que tava arrasando. Rarará! Os Reis da Retranca. Os rei tranqueiros! Já sei como vai ser: a seleção vai jogar com dez atrás e um recuado. Gol é palavrão! Quem quiser bola na rede que vá assistir basquete.



E a seleção não precisa de técnico, precisa de parteira: cada partida, um parto! E a manchete do Piauí Herald: "Rosemary leiloa honestidade!". Diz que tá intocada, nunca usou! E adoro os nomes das operações da Polícia Federal! Tipo Operação Porto Seguro. "Operação Porto Seguro! Flagraram a Rosemary na Passarela do Álcool." Rarará!



E o mensalão?! Saldo do mensalão: 13 fechados e 12 semiabertos! Vai ser o verão do semiaberto. Supremo dita que este vai ser o verão do semiaberto. De dia pega uma praia e de noite vê o sol nascer quadrado. "Vou pegar uma praia." "E eu vou pegar um semiaberto."



E o Jefferson com aquela cara de carcereiro de delegacia? Pegou sete anos semiaberto! Quando os tiozinhos tavam calculando a pena do Jefferson, uma amiga disse: "Só isso? Quebrou a calculadora?". Quebrou com o Zé Dirceu! Rarará!



E o Jefferson: "Não sou santo, mas não sou corrupto". Então devolve os R$ 4 milhões que você pegou do Dirceu! Rarará!



E o mensalão tá acabando! Será que os tiozinhos vão ter síndrome de abstinência? Vão acordar no meio da noite suando frio: "Cadê a minha capa preta? Eu quero a Globo News!". Já imaginou aquele monte de capa preta no varal?



Agora vamos pro mensalão dos tucanos. Do Partido das Socialites do Brasil! Como diz um amigo meu: "depois da petralhada, a tucanalha". Queremos o mensalão tucano. Não tem virgem na zona! É mole? É mole, mas sobe!



Socorro! Pegou fogo na sede do Flamengo! Incêndio no Mengão! Do jeito que o clube bebe, é só riscar um fósforo! Rarará! Ou seja, o Flamengo vai ficar mais queimado do que já tá! E diz que a Patricia Amorim vai posar nua pra pagar os estragos! Se ela fizer isso vai endividar a revista também! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

Ruy Castro - De Nelson e de Millor

 RIO DE JANEIRO - Nelson Rodrigues deixou centenas de frases definitivas, você sabe. Mas Nelson morreu em 1980, e o mundo seguiu sem ele. Daí que, diante de algum novo escândalo nacional, sempre me perguntam o que ele diria se ainda estivesse por aqui. Respondo que esse é um tipo de suposição em que ninguém me pega -tentar adivinhar o pensamento de Nelson Rodrigues. Mas a política é dinâmica e, de repente, talvez até algumas frases de Nelson tenham de ser revistas. Sobre Brasília, por exemplo -não a cidade, mas o poder-, ideal para o planejamento e prática de atos ao largo da nação. Em 1969, Nelson afirmou que lá "todos são inocentes e todos são cúmplices" -frase que, com a ressalva de um ou outro breve intervalo de decência, atravessou décadas e chegou até nós. Pois pode deixar de se aplicar, agora que o processo do mensalão abriu a tampa do vaso e expôs os "malfeitos" que uma rede de cúmplices produziu e deixou para trás. Já outra antiga imagem de Nelson, adaptada ao noticiário recente, tornou-se materialmente visível: a de que a corrupção no Brasil "pinga do teto e escorre pelas paredes". Só assim Rosemary Noronha, simples secretária de certo órgão, poderia nomear pessoas para cargos tão acima de sua posição na hierarquia. O único a não se espantar com isso talvez fosse Nelson. Para ele, não havia pessoa insignificante: "O mais humilde mata-mosquito pode se julgar um Napoleão, um César, e agir de acordo". Como tinha costas quentes, Rosemary convenceu-se de que era a Cleópatra de si mesma. E, ao ouvir os protestos vociferados de ex-grandes nomes da política contra suas condenações, alegando uma inocência de vestais, vem-me a imagem de Millôr Fernandes: "o rabo escondido, com o gato de fora". Muito boa mesmo, exceto por não fazer jus à inteligência e à integridade dos gatos

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Torta de Morango com Kit Kats Brancos


"É o que tenho para hoje!"

Pasquale Cipro Neto

Batalha sem fim Tenho um arquivo de bobagens perpetradas pelos meios de comunicação. O assunto interessa aos leitores e frequentemente é abordado nos principais vestibulares do país. Tenho alguns "colaboradores" nessa tarefa (leitores e colegas que me mandam pérolas e pérolas). Compreendo perfeitamente as razões que levam redatores a escorregar na construção de frases, principalmente quando o assunto é o título, seja no jornal de papel, seja na internet. A pressa, nos dois meios, e a vontade de dar a notícia em primeira mão, no caso dos sites, põem em segundo plano a língua, a clareza etc. Mas, cá entre nós, nada justifica a permanência (nos sites) de bobagens durante horas e horas, às vezes o dia todo. Será que ninguém relê? Ou será que relê, mas não percebe? Veja esta maravilha, colhida há dez dias: "Torcida do Flu celebra por 10 min com elenco em festa com brigas". Que diabo é isso? O que significa esse enigma? Aos fatos: finda a rodada de 11 de novembro, o Fluminense tornou-se campeão brasileiro de 2012. Terminado o jogo contra o Palmeiras, a delegação tricolor foi de Presidente Prudente (SP) para o Rio de Janeiro em voo fretado. Ao aterrar no Rio de Janeiro, o avião apresentou problemas, e o piloto precisou arremeter algumas vezes. O fato é que a delegação chegou atrasadíssima às Laranjeiras, onde uma impaciente torcida esperava os ídolos. Essa espera "irritou" alguns "torcedores", que passaram a fazer o diabo na sede do Flu. Os jogadores chegaram, ficaram míseros 10 min com a torcida e deram no pé. O que acabo de relatar foi "resumido" pelo ininteligível título já transcrito. Pergunto a você, caro leitor, como já fez a Unicamp em seu vestibular: o título condiz com a "matéria"? O título traduz a matéria? É claro que não. O que o título faz é exigir do leitor um contorcionismo inútil. Inútil porque é simplesmente impossível adivinhar o que a frase significa. Talvez uma simples alteração (para variar) na ordem dos termos que constituem a frase baste para "clarear" as coisas. Vejamos esta opção: "Em festa com brigas, torcida do Flu celebra com elenco por 10 min". Que tal? Parece que melhorou, mas pode melhorar ainda mais. Como foi o elenco que se escafedeu depois de míseros de 10 min, não seria melhor mudar o sujeito do verbo "celebrar"? Vejamos: "Em festa com brigas, elenco do Flu celebra com torcedores por 10 min" (ou "celebra por 10 min com torcedores"). Como já afirmei diversas vezes neste espaço, a ordem dos termos é fundamental para que se alcance a transmissão mais fiel possível da mensagem. Lidar com isso (ou aprender a lidar com isso) é um dos primeiros passos para quem quer aprender a escrever (e a ler). Mudando de pato para ganso, sem sair dos tropeços que correm pela internet, vale a pena citar as pérolas da bandidagem que correm pela web. Refiro-me aos pilantras que mandam e-mails para ludibriar afoitos e incautos. Uma significativa parcela dessas mensagens vem com erros grosseiros. Dia desses recebi uma dessas pérolas, cujo assunto era este: "Evite a suspenção da sua conta". "Suspenção"? Elaiá! O substantivo que designa o ato de suspender é "suspensão", com "s". Sim, eu sei, há substantivos que designam o "ato de" terminados em "são", "ssão" e "ção". Sim, eu sei, é normal ficarmos em dúvida na hora de usar essas terminações, mas... Mas um erro grosseiro como esse é cheiro de golpe, não acha? Lembra aquele caso dos policiais rodoviários catarinenses que pararam um carro cuja placa era de "Frorianópolis"? Sem comentários. É isso.

sábado, 17 de novembro de 2012

Reflexões esparsas

Há algum tempo, venho me surpreendendo muito com as pessoas, tanto positiva quanto negativamente. Como dizia Forrest Gump, somos iguais a chocolates que vem em caixas, só se descobre o nosso sabor, ao desembrulhar e provar. E como as pessoas mudam! Sei disso, porque, às vezes,  eu mesma custo a me reconhecer! Ainda com a comparação dos chocolates, com o tempo, tem gente que acaba azedando, e outros acentuam a sua doçura. Mas se a gente não experimenta, não vai saber nunca o gosto que tem...

Outro dia, tive a oportunidade de conversar com uma pessoa que eu não conhecia, mas que tinha muitas informações e impressões pré-concebidas a seu respeito, e eu confesso que foi transformador escutá-lo de coração aberto. Mais interessante ainda é que essa pessoa acabou sendo um instrumento de Deus e me falou muita coisa que eu vinha questionando e querendo confirmar nas minhas orações. Se eu não tivesse dado essa abertura, dificilmente teria desfrutado de tão agradável momento!

Eu estou muito nessa fase agora, de deixar a alma de porta aberta, de escutar atentamente, de falar com cuidado, de observar vagarosamente, de perceber as sutilezas, de aceitar, mesmo sem compreender; de receber de braços abertos o que as pessoas querem me dar. Cada vez mais tenho a convicção de que essa vida é muito pouco, diante de tudo que podemos viver , e que os nossos sentidos não dão conta de perceber toda a beleza que existe em cada um de nós.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A verdade nossa de cada dia

Outro dia escutei esta frase, e ela não saiu mais da minha cabeça: se nós realmente falássemos a verdade o tempo inteiro, não teríamos ninguém por perto. E eu fiquei pensando em um filme bobo e muito engraçado, que já assisti várias vezes, "O Mentiroso". E se por um dia apenas,  nós fôssemos obrigados a falar somente a verdade, sem filtrar nossos pensamentos, sem dosar nossas palavras?! Acho que a maioria de nós ficaria em casa e evitaria encontrar com um monte de gente, para não correr o risco de perder o emprego, armar um verdadeiro barraco ou criar muitas inimizades rsrs.


Conheço pessoas que se gabam de falar sempre a verdade, doa a quem doer, e eu acho isso muito perigoso. Primeiro porque as nossas verdades são sempre parciais, dizem respeito ao nosso modo de ver as coisas, não correspondem, portanto, à verdade absoluta. Quando se fala que a Verdade liberta, está se falando de Deus! As nossas verdades, muitas vezes, fazem o oposto, condenam, esmagam e magoam os outros. Além disso, quem é que pode se dizer dono dela? Somos todos iguais, estamos no mesmo patamar, somos todos formados de inúmeros defeitos e falhas, envoltos por boas intenções e sentimentos louváveis. A diferença consiste apenas em que uns tem mais recheio , e outros, mais cobertura.


No entanto, a sinceridade é necessária em qualquer relação humana, a começar, a sinceridade consigo mesma, de nos encararmos tal como somos, de assumir o que gostamos e o que queremos. Mas afinal, somos sinceros ou mentirosos?! Acho que somos como anúncios de automóveis em venda: Vendo este carro, único dono, ótimo estado de conservação, completo de tudo, 30.000 km. Não foi dito no anúncio, mas está nas entrelinhas que o carro deve ter algum amassão que foi consertado, alguma mancha no banco, que não possui airbag e não tem câmbio automático, etc. Nem tudo precisa ser explicitamente revelado, funciona assim. E aí, vai levar ou não ?! O problema está nas pessoas que realmente fazem uso da propaganda enganosa, anunciam o que nunca foram nem estão dispostas a se tornarem. Quando isso acontece, o que fazer? A quem podemos reclamar? Acho que, nesse caso, o Procon nada pode resolver!!








terça-feira, 23 de outubro de 2012

José Simão

Luis Fabiano! Queimou a pepeta! Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Horário de verão! Todo mundo sem noção! Que horas são? Meio-dia pras quatro! Adiantou seu relógio? Adiantei antes do ladrão levar! E o Kassab acordou deprimido, perdeu uma hora de mandato. E uma menina no Twitter: "hoje eu senti na pele o que é ser Barrichello, acordei com os outros uma hora na minha frente!". Rarará! Pensamento do dia: você sabe que está ficando velho quando os trigêmeos da Fátima e do Bonner fazem 15 anos! E a piada pronta: "Engajamento eleitoral da igreja é inédito, diz dom Fernando Figueiredo". A piada fica por conta do "inédito". Rarará! E o padre Marcelo é uma mistura de "Jesus Cristo Superstar" com "A Noviça Rebelde". Com seu hit; "Erguei as mãos". Mas São Paulo anda tão violenta que devia ser : "Erguei as Mãos Que É Um Assalto". Ou então fazer uma versão "kit-gay": "Ergay as mãos". Rarará! E sabe qual a diferença entre o Kassab e o Serra? O Kassab fundou um partido e o Serra afundou um partido! E o Lulalelé? O Lula tá tomando um pileque de palanque. Tá concorrendo a umas dez prefeituras! E o Rubinho na Stock Car? Ele concorre em tudo que anda? Não, ele coanda em tudo que corre! Só falta trator, pedalinho e colher de sopa! Muda o nome pra STOP CAR! E ele chegou em 22 º lugar, a dobradinha continua. E diz que ele foi o corredor que mais largou na F-1! E o que menos chegou! E o Luis Fabiano? Perdeu o pênalti! É o Adauto! O Vagner Love gritou: "Chupetinha!". Queimou a pepeta! Rarará! Reviravolta no mundo animal: Urubu comeu Bambi. E uma amiga reclamou que dois urubus pousaram na varanda dela. Não eram urubus, eram flamenguistas que fugiram pra São Paulo por causa das UPPs! E o último recado da Carminha no Facebook: "não sei vocês, mas eu tive uma semana péssima!". É mole? É mole, mas sobe! E o Fidel? El Coma Andante! O Fidel não morreu. Ao contrário dos boatos! Os legistas fizeram a autópsia e ele tá ótimo! Rarará! Diz que ele conversou por meia hora. Só meia hora? Então ele piorou, tá péssimo. Rarará! E a última do Sensacionalista: "Homem morre durante último capítulo de 'Avenida Brasil' e a família não percebe". E como está o Brasil sem a Carminha? Num misto de orfandade e alívio! Nóis sofre, mas nóis goza! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Amenidades da Beleza

Enfim estou de volta, depois que quebrei meu computador (historia surreal que vale um post!), estava so com o meu Ipad o que me impossibilitava qualquer post aqui no blog devido à incompatibilidade.
Mas hoje, enfim, ganhei de presente de aniversario antecipado (VIVA) um novinho em folha, sem desculpas mais vou poder postar mais frequentemente.
Desculpem pela acentuação mas não sei onde acho todos os acentos nesse teclado francês, então vai assim mesmo.
Mas vamos deixar de falar de amenidades (perdão pelo trocadilho) e vamos direto pro que interessa.
O assunto de hoje é beleza, eu sei eu sei...to com tempo livre pra bater perna e comprar cosméticos...alias tenho feito isso semanalmente, to quase virando um expert.
Enfim hoje o post sugere apenas dicas de produtos que tenho usado e AMADO!!!!

Passo 1: Limpeza de pele
Se a pele estiver com maquiagem, o melhor é começar com o Lait Démaquillante da Bioderma, tira super bem a maquiagem e não irrita a pele e nem os olhos;
Continuando com a Solution Miccelaire da Bioderma que retira o resto da maquiagem mas acalma a pele, produto realmente maravilhoso mas acho que tem que usar antes o Lait Démaquillant para ter melhores resultados.
Para finalizar, adooorro lavar mesmo o rosto, então uso o gel Cleanence da Avène, limpa, purifica, começo o dia sempre com ele.



Passo 2: Hidratar
Antes de hidratar, gosto de borrifar Eau de Beauté de Caudalie, acho que da um super frescor pra pele.
Depois vem o hidratante...tenho varios porque adoro mudar, cada um tem uma textura especifica e depende do resultado que vou querer no dia.
Tenho usado um combo da Estée Lauder que tenho gostado demais, primeiro um sérum Re_Nutriv e depois o hidratante mesmo que é o Crème revitalisante confort extreme.
Tenho um queridinho do momento que é o Embryolisse Filaderme Emulsion. Mas alterno tb com outros um da La Roche Posay Substiane (que na verdade é um anti-idade) e outro da Uriage que é o Suppléance que promete uma outra performance na pele, e não apenas hidratar.
Uma vez que a pele esta hidratada é a hora da magica...como a gente pode ter vivido tanto tempo sem os BB Crream? Um misto de hidratante, primer, iluminador,protetor solar, toque de veludo, camufla poros...enfim faz maravilhas!!!! E o do momento é o Embryolisse Secret des Maquilleurs...descobri esse produto com os maquiadores durante os backstages de desfiles, eles devalisam as farmacias francesas quando vem o produto!!!!
Antes de dormir o Norma Derm Nuit da Vichy que combate os poros abertos...acho que não precisa tanto produto de poro...mas é que eu sou noiada com isso....rsrsrsrsrrs

 
 
Bom o post de hoje vai parar por aqui, antes da preparação da maquiagem, porque o make é assunto para outro post!!!!
Bjooos

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sobre união e gratidão.


A mesa principal, ainda sem o bolo; as mesas de guloseimas e lancheirinhas, de docinhos
e a dos presentes.

Nesse último sábado, teve a festa para todas as crianças acolhidas pela Comunidade Filhos da Misericórdia, lá na Terra da Natividade, que fica bem perto de Mata Redonda. Foi uma festa linda, em que as crianças realmente se divertiram. Uma tarde feliz, graças à colaboração de tantas pessoas, que doaram roupinhas, brinquedos, comidas, seu tempo e dinheiro. E durante a festa, eu só pensava em quantas vidas Deus havia tocado através daquele projeto tão lindo, de retirar mães e filhos do mundo das drogas. Na quantidade de tantos outros projetos que surgiram e já se concretizaram a partir desse. Pensei em como as coisas acontecem, quando as pessoas decidem verdadeiramente se unir por um objetivo comum, em como tudo ali na Terra foi conseguido e construído a partir de pequenas e grandes doações : as casas, os móveis, o refeitório recém-inaugurado, a igreja, enfim, toda a infra-estrutura e sustento diário das pessoas que moram ali. Pensei na beleza das vocações de Padre George e de todos os outros missionários. Pensei em como a vontade de Deus se realiza, a despeito dos erros, das falhas e das limitações humanas!

Pensei em tudo isso e agradeci a Ele profundamente por estar ali, por poder ser testemunha de mais uma obra Sua. Agradeci por tudo de concreto, que estava ali diante dos meus olhos e principalmente por toda a beleza invisível e indizível, que só o coração consegue enxergar. 

Lembrei da primeira vez que fui na Terra, há alguns anos, quando só havia duas ou três casas construídas. Naquele dia, fui tomada por uma grande alegria e por uma sensação de esperança inexplicável e, nesse final de semana, percebi que, desde então, esses sentimentos nunca deixaram o meu coração. A euforia inicial deu lugar a um comprometimento verdadeiro, racional e ao mesmo tempo passional, diante de tanto trabalho que há para ser feito. E para não cairmos na tentação de pensar que nossa colaboração individual não representa muita coisa, temos que ter em mente a frase de Madre Teresa de Calcutá, que dizia que "por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor, se lhe faltasse uma gota."

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mãe, palavra mais doce não há!!


Por que será que os filhos são assim? Chamam dez vezes pela mãe, antes de chamarem pelo pai. Tudo bem que "mãe é mãe", mas pai também é pai! O engraçado é que, com o tempo, eles começam a achar que os pais não tem mesmo competência pra resolver determinados assuntos absolutamente triviais, como fazer perguntas para conferir se está sabendo do assunto da prova, preparar um sanduíche, combinar alguma coisa com os pais da amiga ou comprar uma cartolina na papelaria. A sociedade mudou, hoje em dia as mulheres trabalham tanto ou muito mais que os homens, mas os filhos continuam a ser atribuição quase que exclusiva das mulheres. Tem mães que realmente tomam para si a responsabilidade para o resto de suas vidas e gostam disso, mas a maioria, penso eu, sonha com uma distribuição mais equilibrada de papéis. Tem alguns pais que realmente são mais participativos, tentam ajudar sempre, mas aí já está um erro, ajudar alguém é dar uma força em algo que é trabalho do outro, e não nosso. Filho tem que ser criado junto, pelo pai e pela mãe, tem que haver a perfeita divisão das alegrias, da canseira cotidiana, das decepções, das rebeldias, das broncas, dos incentivos e do amor. Porque tem coisas que só a mãe pode entender e, outras que só o pai pode oferecer. 





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Aceitar as diferenças

Todo bimestre, o Motiva - colégio onde meus filhos estudam -  manda um informativo ( Conversando com a Família ) sobre algum tema relevante para a educação das crianças e dos pais ! O último que eu recebi tem como título " Aprender a tolerar as diferenças", resolvi transcrever parte dele, para que vocês também leiam.

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Como diz Pierre Weil: " Mais do que a ausência de conflito, a paz é um estado de consciência. Ela não deve ser procurada no mundo externo, mas principalmente no interior de cada homem, comunidade ou nação (...). Se não tratarmos o interior dos homens, bastará que alguém forneça a munição, e o conflito explodirá tão ou mais forte do que antes (...). Se olharmos a paz apenas como ausência de guerra, abriremos mão de cultivá-la na consciência dos homens. Ficaremos satisfeitos retirando suas armas". Para Weil, a educação pela paz tem como objetivo transmitir maneiras não violentas de resolver conflitos e transformar a energia do conflito em seus diferentes níveis (cultural, social, político e econômico) de modo construtivo.

É preciso que o ser humano se esforce para :


  • Descobrir como viver em paz consigo mesmo, integrando corpo, mente e emoções, depois de entender como os sentimentos de possessividade, rejeição e indiferença destroem a paz dentro da própria pessoa ( ecologia interior);
  • Viver em paz com os outros, encontrando maneiras de melhorar o convívio na família, no trabalho e no âmbito social para, dessa forma, reconstruir a paz na sociedade e promover a transformação social, revendo conceitos e ações na economia, na política e na cultura ( ecologia social );
  • Viver em paz com a natureza, respeitando todas as formas de vida, depois de entender o processo de destruição da natureza e os meios de restabelecer sua harmonia (ecologia planetária).
É preciso desenvolver no ser humano a capacidade de tolerância, ou seja, aceitação das diferenças.

Para sermos construtores da paz, não precisamos ter mais idade, ocupar cargos de direção, assumir postos de liderança ou qualquer outra posição de destaque.

É a tecelagem amorosa do cotidiano o que mais importa; são os pequenos gestos de gentileza, consideração, respeito, cooperação, que constroem o alicerce do clima harmônico e pacífico com os que estão à nossa volta.



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CORUJICES


Well, to devendo um post atualizando minhas idas e vindas.
Mas, este vira em breve.
Agora mesmo quero somente divulgar o blog de minha amiga pernambucana, Mirthis Novaes, mais conhecida como "Maga".

Ela tambem se tornou uma mae coruja e pensei que seria mais do que apropriado fazer o link entre a "reca" de mae coruja neste blog com a outra "reca" de mae coruja do outro blog.
O blog ta muito bonito e interessante!
Entao ta ai a dica:

http://corujices.com/

beijos e ate breve!!!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

De Candice e de mobile

É um pássaro sem asas , estilizado , de perfeito ponto gravitacional ,pendurado no teto e balançando sobre a mesa do espaço gourmet na casa de Bananeiras. É quem primeiro ve a luz e os multiplos moisacos dos muitos tons de verde do vale. Dei a ele o nome de pavão misterioso e foi presente de Candice , na viagem em que fui apresentado a Rebecca.Este fim de semana fiquei um tempão olhando para ele , daí me veio a lembrança de Candice , o que me ocorre sempre que o observo.Tão longe e tão perto , Candice termina sendo , desta forma , presença e saudade de filha querida.Vou começar a eleger objetos e relacionar com as outras filhas , tipo as ' madeleines ' de Marcel Proust.Será uma maneira de amenizar as ausencias.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

NAVEGAR É PRECISO

Com a licença de Fernando Pessoa , não completo com o '... viver não é preciso '. Na realidade o sentido é literalmente navegar na web , integrar-se ao espírito de Amenidades , interagir com minha querida Guga ; que não pode ficar lutando sòzinha.Agora , de computador novo , serei mais assíduo ao Amenidades. Este final de semana farei o sacrifício de ir a Bananeiras , o que venho fazendo quase sempre.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Dieta digital - consumir com muita moderação Apples e BlackBerries !!

Acho que todo mundo já se sentiu em algum momento viciado em tecnologia ou em internet. Sem dúvida, esse é um mal que temos que combater, pensando em nossa qualidade de vida hoje e no futuro, porque se a nossa geração está assim, imaginem como será a geração dos nossos filhos! Sei que é difícil, mas teremos que nos desconectar do mundo virtual gradativamente, para podermos nos conectarmos à vida real.

Muitos movimentos e iniciativas tem surgido no mundo inteiro, para ajudar na chamada desintoxicação digital. Recentemente um canadense publicou um livro intitulado "The Digital Diet - a four step plan to brake your tech addiction and regain balance in your life", que traz conselhos práticos para curar os que sofrem de F.O.M.O. ( fear of missing out / medo de perder algo), o temor tão atual de ser a última pessoa a saber de uma novidade, de não curtir, postar ou conferir frases ou fotos no Instagram, no Facebook ou em qualquer outra rede social. A tecnologia nos dá essa falsa sensação de que estamos ligados a muitas pessoas, por todo o mundo, a qualquer hora, onde quer que a gente esteja; quando o importante era tentar realmente ter uma ligação real, privada e verdadeira com pelo menos uma pessoa, a cada dia. Foi divulgada há pouco tempo uma pesquisa que comprovou que as mulheres brasileiras " gastam 45% mais tempo que os homens nas redes sociais. Sem falar em blogs, sites de street style, de receitas...e no e-mail."

Muitos hotéis e restaurantes tem oferecido descontos para quem permanecer desconectado de seus tablets e smartphones, enquanto estiverem em seus estabelecimentos. O cliente deixa o aparelho assim que entra e, na saída, pega-o de volta. E olha que eles não ganham nada com isso, mas querem apenas zelar pela melhor qualidade do tempo de seus clientes. Não faltam adesões a esse movimento de detox digital: outros livros de relatos pessoais vitoriosos de abstinência da tecnologia, sites e campanhas publicitárias, inclusive de empresas de telefonia. Enfim, o mundo prova hoje do seu próprio veneno, do abuso tecnológico, do distanciamento entre as pessoas, de uma horrível onda de individualismo e egocentrismo que se alastra rapidamente.

Cabe a cada um de nós tomarmos pequenas medidas em nossa rotina, em estabelecer horários e regras pessoais para usar nossos inseparáveis aparelhos. Não podemos esquecer jamais que nada substituirá a presença real do outro. O ser humano sempre terá os aplicativos mais interessantes que existem!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O tempo pode parar

Adoro as horas mortas, o tempo que se leva para ir de um lugar a outro, o tempo de espera no consultório, para ser atendida; o tempo até acabar o treino de futebol, até tocar para a saída da escola, até a missa começar; o tempo perdido no aeroporto enquanto aguardamos o vôo, ou seja, todo tipo de tempo parado, onde a vida fica por minutos ou horas em stand-by. Adoro esses momentos, porque neles encontro paz e oportunidade para pensar, para observar sem pressa, para também eu parar junto com o tempo. E poucos lugares são tão propícios à reflexão ( e à oração) como viagens de avião.

Alguns dirão que o inconsciente medo da morte favorece por si só a oração, mas eu não tenho medo de voar, é mais um pensamento infantil e simplório de que estou no céu , portanto, mais perto de Deus e que, talvez assim, meus pensamentos cheguem mais rápido até Ele. Nessas horas me vem tantas coisas estranhas à cabeça, penso em muitos momentos e pessoas que há muito não lembrava, é como se abrisse uma caixa de Pandora às avessas, cheia de coisas boas. E eu penso em tantas coisas lindas que me alegram o coração, que acabo chorando. Aliás estou com mania de chorar sempre, um choro diferente que não é de tristeza. Gosto de pensar que toda a beleza e amor que não cabem em mim (porque de repente o tempo pára, e eu me torno tão pequena) extravasam em forma de lágrimas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Intocáveis.




Sábado passado, fui com Tiago ao cinema do MAG, para a pré-estreia do filme “Intocáveis” (“Intouchables”, já que é uma produção francesa), ainda não lançado oficialmente no Brasil. O filme superou todas as expectativas de bilheteria na França, um total sucesso. Como infelizmente não estou muito antenada com as produções cinematográficas “do momento”, tampouco com críticas, vi por indicação de uma tia muito sensível e querida, que me passou o trailler. De cara, me apaixonei com a história: um personagem segregado e com uma vida completamente mal resolvida, por um acaso do destino, passa a cuidar de um riquíssimo tetraplérgico. Encantado, a princípio, pelo conforto do seu novo endereço, o personagem (arrebatador, divertido, corajoso, destemido, espontâneo, autêntico, livre e, naturalmente, conquistador) muda, por completo, a vida daquele que passa a cuidar não como um patrão, mas como amigo. Uma troca fabulosa ocorre na vida dos dois e as diferenças sociais rendem muitas (e deliciosas) risadas. Uma relação eterna. Desses filmes que a gente não quer que acabe nunca, por nos ensinar, em menos de duas horas, o sentido da necessidade do que é intocável e de Deus: a doação, o amor e a liberdade. Também nos ensina a sermos destemidos com o “acaso” que, não por acaso, atravessa de repente as nossas vidas. Não percam.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Convocação

Gente, onde estão os colaboradores deste blog?!!! O que andam fazendo?!! Nosso blog deu uma parada geral, falando sério, isso aqui está mais desanimado que o nutricionista do André Marques rsrsrs!!!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quem precisa ir ao analista, se tem um blog rsrs?!!!

Ontem assisti a um filme chamado "Não Sei Como Ela Consegue", sobre a rotina de uma mulher casada, mãe de dois filhos e que tem um emprego exaustivo em uma empresa de fundos de investimentos. O filme é uma comédia, mas tenho certeza que a maioria das mulheres que o assistem pensam que está mais para drama, porque leva inevitavelmente à reflexão e à identificação com alguma situação cotidiana nossa. Ele enfoca a desvantagem que a maternidade implica na vida profissional da mulher, comparando com os homens. Questiona por que o tempo não pode ser melhor dividido entre pais e mães, por que sempre são as mães que tem que arcar com a dupla jornada. ( No filme, a amiga da protagonista diz que se um homem tem que sair no meio do expediente por causa dos filhos, ele é visto como abnegado, pai esforçado e digno de admiração, mas se é a mulher que tem que sair, ela é tida como desorganizada , sem comprometimento com o trabalho ou até mesmo irresponsável). Mostra também uma certa tensão entre os dois tipos principais de mães, as que trabalham fora e as que ficam em casa com os filhos. Uma competição velada para ver quem está levando a melhor.

 Eu já estive nos dois lados, e acho que há vitórias e derrotas para ambos. Aliás, parafraseando um amigo nosso: no jogo da vida, vence quem se diverte mais, ou seja, na minha interpretação, a pessoa que consegue ser mais feliz e fazer todos à sua volta mais felizes! Já fui a mãe que não teve tempo de ler na agenda que era dia de levar um pratinho de pães de queijo para o lanche coletivo, aquela que chegava atrasada na apresentação do dia das mães e via o filho procurá-la incansavelmente com o olhar por todo o auditório, já fui a mãe que saía correndo como uma louca no trânsito, muitos minutos depois do horário de saída da escola, mas também fui a que fez com esmero a maquete do quarteirão do colégio, aquela para quem as outras mães ligaram perguntando onde poderiam encontrar a fantasia de índio, a que dá carona para vários amigos de seus filhos, a que organiza as tardes de estudo e as reuniões para fazer os trabalhos.

 Já quis me convencer que não é a quantidade do tempo, e sim a qualidade que importa. Já disse para mim mesma que a responsabilidade de ser mãe nos obriga a fazer escolhas e que "ser pai e mãe é uma oportunidade para aprender a diferenciar os desejos das necessidades". 

Como não podia ser diferente, volto agora ao velho tema, já abordado em tantos posts por aqui, assunto de tantas matérias, debates e análises por aí afora: a velha e boa culpa. Perguntei a mim mesma onde estava ela durante esses meus quinze anos sendo mãe. Percebi que nos primeiros anos de vida de Pedro, eu não conhecia a tal da culpa. Quando ele nasceu, tinha acabado de passar no vestibular, fiz a matrícula na universidade e posterguei o início do meu curso por seis meses, para poder ficar com ele nesse período. Depois que comecei a estudar, foi uma correria, na maior parte do tempo, tinha aula o dia inteiro. Chegava em casa a tempo de vê-lo um pouco , antes dele dormir. Tive que delegar seus cuidados a uma babá ( e foram muitas, uma rotatividade intensa!!); com minha mãe, só contava nos finais de semana, porque ela ainda trabalhava dois turnos naquela época. Não sentia culpa por que não havia outro jeito, por que não tinha tempo para isso, nem maturidade.

Só depois, pouco tempo antes de Clara nascer, é que comecei a conhecer a culpa. A rotina com dois ficou muito mais apertada, ainda mais com todas as complicações de saúde que ela teve, final de curso na universidade, monografia, consultório, pacientes de manhã até à noite... Acho que a culpa aparece quando temos possibilidade de escolha, quando sabemos que podemos fazer algo diferente, quando começamos a nos perguntar se não podemos diminuir nossa carga de trabalho ou se tudo o que requer nosso tempo é realmente imprescindível. Quando começamos a nos ressentir por estar perdendo a melhor parte de tudo isso, que é estar junto deles. A culpa definitivamente aparece quando nos damos contas de que sempre existirão processos, pacientes, clientes, projetos e boas oportunidades de negócios, mas que nossos filhos só serão crianças uma vez na vida.

Com João, eu quis ( e pude) fazer diferente, talvez a certeza de que ele seria meu último filho tenha sido um fator decisivo para decidir radicalmente deixar de trabalhar e ficar em casa. Por ser a minha última oportunidade de fazer diferente, por pensar, enfim, ter encontrado uma forma de expiar toda a culpa acumulada...sei lá, Freud explica! Tenho consciência de que foi uma escolha pensada sobretudo na minha felicidade, muito mais na minha realização do que no seu bem-estar. Se eu acho que o fato de ter me dedicado a João muito mais que aos outros vai fazer dele um adulto mais seguro, mais bem-resolvido? Com certeza não! Ele será exatamente como os outros dois ( resguardando as particularidades de suas personalidades ), no máximo, será bem mais mimado! Mas aí voltamos ao x da questão, apesar de toda a discriminação (incrivelmente inversa nesses tempos modernos), eu me sinto mais feliz, sinto que estou no lugar certo, fazendo a coisa certa. De mãos dadas com a culpa por tantos outros motivos, mas sinceramente feliz!