terça-feira, 6 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O problema é o frigobar - de Danuza Leão
Morar em um hotel é o meu sonho de consumo. Aquela sensação de transitoriedade, de que você não está amarrada a nada, de que está em trânsito pela vida, sem uma só responsabilidade. Tem coisa melhor? Fora o conforto. Se estou em casa e quero comer um queijo quente, nunca tem o queijo ou o pão acabou (e isso é apenas o começo). No hotel, é só pegar o telefone e em segundos chega um sanduíche perfeito, ainda com direito a uma folha de alface e uma rodela de tomate, coisa rara de encontrar, pelo menos na minha geladeira. E a lavanderia? Quando quero usar a camisa que mais adoro e descubro que ela está com uma mancha, é só chamar a arrumadeira e dizer, tranquilamente, que preciso da peça pronta até as 7 da noite. Esses milagres, só em hotel.
Os porteiros, na maior gentileza, me dizem “Bom dia, senhora”, “Boa noite, senhora”, “Pois não, senhora”, sempre com a maior boa vontade, e se precipitam para levar meus embrulhos, como se eu fosse um bibelô de porcelana, frágil, sem condições de carregar um pacotinho com um par de meias, oh, maravilha. E, se às 3 da manhã precisar de uma aspirina, um envelope ou um tubo de cola, nenhum problema: é só pedir e logo aparece alguém com tudo em cima e um grande sorriso de felicidade. Com uma boa gorjeta, então, nem se fala.
Nunca pensar na existência de um bombeiro, de um eletricista, de um carpinteiro ou pintor, nunca mais enfrentar uma lista de compras, que felicidade. Nunca mais ter que ir ao banco para pagar a conta do telefone, da luz, do gás; jamais, jamais ter que providenciar o conserto da televisão. Não é tudo o que um mortal pode almejar? A manutenção cuida de tudo, santa manutenção. E tem mais: quem não quer ter a roupa de cama e as toalhas do banheiro trocadas todo santo dia? E nada de precisar se preocupar com o sabonete, o xampu, o algodão, os lenços de papel e o cotonete. Usou, o hotel repõe. Se existe um paraíso sobre a terra, seu nome é hotel.
Há quem diga que um quarto de hotel é impessoal, mas isso pode ser resolvido. Basta levar umas fotos, uns objetos, um pequeno som, uns CDs e pronto: o quarto vira um lar. E abrir o frigobar e ver aquela perfeição – Coca-Cola, guaraná, água tônica, umas barrinhas de chocolate, pacotinhos de amendoim e castanhas, garrafinhas de uísque, vodca, campari, até de champanhe. Tem melhor?
O frigobar: é exatamente aí que a coisa pega. Uma hora bate uma irritação de saber que ele está lá todos os dias, exatamente igual, e ter certeza de que ele será eternamente o mesmo, que jamais se vai encontrar ali um pedaço de carne assada que sobrou do almoço e um pão de forma para fazer um bom lanche. Isso não é vida.
Um sanduíche bem caseiro, uma cerveja bebida na lata, um banheiro desarrumado porque alguém passou por lá; e saber que na manhã seguinte vai poder dar uma bronca na empregada. Essas podem ser as próprias imagens da felicidade.
Os porteiros, na maior gentileza, me dizem “Bom dia, senhora”, “Boa noite, senhora”, “Pois não, senhora”, sempre com a maior boa vontade, e se precipitam para levar meus embrulhos, como se eu fosse um bibelô de porcelana, frágil, sem condições de carregar um pacotinho com um par de meias, oh, maravilha. E, se às 3 da manhã precisar de uma aspirina, um envelope ou um tubo de cola, nenhum problema: é só pedir e logo aparece alguém com tudo em cima e um grande sorriso de felicidade. Com uma boa gorjeta, então, nem se fala.
Nunca pensar na existência de um bombeiro, de um eletricista, de um carpinteiro ou pintor, nunca mais enfrentar uma lista de compras, que felicidade. Nunca mais ter que ir ao banco para pagar a conta do telefone, da luz, do gás; jamais, jamais ter que providenciar o conserto da televisão. Não é tudo o que um mortal pode almejar? A manutenção cuida de tudo, santa manutenção. E tem mais: quem não quer ter a roupa de cama e as toalhas do banheiro trocadas todo santo dia? E nada de precisar se preocupar com o sabonete, o xampu, o algodão, os lenços de papel e o cotonete. Usou, o hotel repõe. Se existe um paraíso sobre a terra, seu nome é hotel.
Há quem diga que um quarto de hotel é impessoal, mas isso pode ser resolvido. Basta levar umas fotos, uns objetos, um pequeno som, uns CDs e pronto: o quarto vira um lar. E abrir o frigobar e ver aquela perfeição – Coca-Cola, guaraná, água tônica, umas barrinhas de chocolate, pacotinhos de amendoim e castanhas, garrafinhas de uísque, vodca, campari, até de champanhe. Tem melhor?
O frigobar: é exatamente aí que a coisa pega. Uma hora bate uma irritação de saber que ele está lá todos os dias, exatamente igual, e ter certeza de que ele será eternamente o mesmo, que jamais se vai encontrar ali um pedaço de carne assada que sobrou do almoço e um pão de forma para fazer um bom lanche. Isso não é vida.
Um sanduíche bem caseiro, uma cerveja bebida na lata, um banheiro desarrumado porque alguém passou por lá; e saber que na manhã seguinte vai poder dar uma bronca na empregada. Essas podem ser as próprias imagens da felicidade.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
E a Copa (para nós) terminou...
Como disse Galvão Bueno, foi apenas um jogo, mas como nos deixa tristes!! Nem que a gente reflita muito (e eu tô meio nessa fase!) consegue identificar todos os sentimentos que se misturam no coração de um torcedor, e não estou falando de qualquer torcedor não, mas de um torcedor da seleção brasileira de futebol, a melhor do mundo. Orgulho, alegria, presunção, patriotismo, emoção, bem-estar, raiva, crítica, decepção. E hoje fomos levados de um extremo a outro, do sonho de ter mais uma estrela no peito ao desespero completo, à espera de um milagre divino nos últimos minutos (quem sabe dos pés do devoto Kaká ?!). Agora podemos voltar à normalidade dos nossos trabalhos, aos carros sem bandeiras, às casas sem decoração em verde e amarelo. E que vença Gana, Uruguai ou Espanha!! (Mas o pior de tudo é que eu acho que nossos hermanos é que vão festejar!).
quinta-feira, 1 de julho de 2010
VINICIUS VIVE ! VIVA VINICIUS , O POETA DA PAIXÃO
A promoção de Vinicius de Moraes e os perigos desta vida
O presidente Lula sancionou a Lei nº 12.265, de 16 de junho de 2010, que promoveu post mortem o diplomata Vinicius de Moraes a ministro de primeira classe da carreira de diplomata. Assegura-se aos atuais dependentes de Vinicius os benefícios de pensão correspondentes ao cargo para o qual se fez a promoção. Vinicius entrou para a carreira diplomática após disputadíssimo concurso, em 1943. Em 1946 serviu em Los Angeles, seu primeiro posto. Vinicius foi exonerado do Itamaraty em 1969. Atingido pelo Ato Institucional nº 5, conta-se que no dia da notícia — Vinicius estava em Portugal — salazaristas portugueses tentaram atingi-lo com bravatas. Vinicius enfrentou os agitadores. O confronto lhe rendeu aclamações por jovens e liberais e sensíveis e apaixonados estudantes que ofereceram as becas para que o poeta sobre elas caminhasse. Passaram-se quatro décadas para que se fizesse a necessária correção histórica. Há notícias de que, em 1979, o presidente Lula teria convidado Vinicius para leitura de poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Fato ou versão, não importa, 40 anos depois, anfitrião e convidado se reencontram de modo inesperado. O convidado que leu os poemas no sindicato já não mais está entre nós. Morreu em 9 de julho de 1980, de edema pulmonar, no Rio de Janeiro. Legou-nos uma obra poética inigualável. É o poeta da paixão. Cantou os perigos desta vida, para quem tem paixão principalmente. O anfitrião do episódio do sindicato venceu preconceitos, afirmou-se, elegeu-se presidente da República, é celebridade internacional. Aquiesceu com a justa homenagem e com a necessária reparação, comprovando que humanismo e altivez de espírito não são adereços que adornam apenas diplomados e formalmente letrados. Vinicius de Moraes substancializou a carreira diplomática naquilo que a nobre atividade tem de mais marcante: a sensibilidade. A dissociação entre diplomata e poeta é mero acidente de interpretação, típico de quem apenas encontra na burocracia a disposição para a afeição ao carimbo, à forma, à mesmice. Não que a inusitada aproximação entre ofício e arte transforme o homenageado no campeão das causas diplomáticas. Menos. É que o entorno burocrático também acena com enigmas da existência, que também compõem um conjunto de anseios e de receios, que afugentam e norteiam habilidades e aptidões. E Vinícius também simboliza o diplomata na inteligência, na multiplicação de interesses culturais, no gosto pela generalidade, no rigor com a verticalidade naquilo que se faz, no amor e no apego para com a existência. Construiu asas. Não se conformou com raízes. Diplomata, poeta, compositor, jornalista, crítico de arte, estudioso da cultura, Vinícius era um polímato. A sua produção intelectual é um patrimônio nacional. A sua sensibilidade, incomensurável, um referencial universal. A integridade para com as causas que defendia, entre elas a mais altaneira de todas, o amor, é o símbolo de uma existência concomitantemente irrequieta e tranquila, se é que esta aproximação seja possível. Espremido por uma época que antagonizou duas únicas vias para a construção da sociedade, Vinicius não titubeou e não se comprometeu. Acima das lutas cá da terra, viveu a inconstância do amor, comprovando que a existência tomada de um modo metafísico e inquestionável apenas torna o homem mais um dos descontentes da civilização, em seu sentido freudiano. A luz dos olhos de Vinicius recorrentemente precisava se casar. E se casaria tantas vezes quanto necessário fosse, na blague atribuída a uma resposta que Vinicius dera a Tom Jobim. Vinicius de Moraes anunciou no Soneto da fidelidade uma nova concepção de tempo, conformando-nos com a mortalidade, mas tornando a existência infinita, enquanto durasse o viver, que é longo, se bem vivido, ainda que o seja por um instante finito. Vinicius invertia e subvertia o andar das horas: poetou que de manhã escurecia, de tarde anoitecia e de noite ardia... A vida é boa, inegavelmente. Vinicius bendizia o amor das coisas simples. Poeta em estado natural, na lembrança de Drummond, Vinicius inquietava-se com o mistério da morte, que sublimava na paixão da vida. Católico na origem (fez a primeira comunhão em 1923), Vinicius aproximou o sentido soteriológico de todas as religiões na comunhão absoluta, no amor pela vida. Seu catecismo era a perseguição do sublime. Seu mantra a realização absoluta dos desejos nos quais se fundamenta a existência, desprezando-se um mero sentido utilitarista, típico de um pragmatismo que certamente desprezava. A lei sancionada pelo presidente Lula provoca em todos nós a lembrança de um excerto de Vinicius para quem, depois de tantas retaliações, tanto perigo, eis que ressurgiria no outro o velho amigo, nunca perdido, sempre reencontrado. Comprova-se, definitivamente, que depois de idas e vindas, triunfa o ardor, a persistência e a paixão de todos quantos enfrentamos e vivemos intensamente os perigos desta vida
O presidente Lula sancionou a Lei nº 12.265, de 16 de junho de 2010, que promoveu post mortem o diplomata Vinicius de Moraes a ministro de primeira classe da carreira de diplomata. Assegura-se aos atuais dependentes de Vinicius os benefícios de pensão correspondentes ao cargo para o qual se fez a promoção. Vinicius entrou para a carreira diplomática após disputadíssimo concurso, em 1943. Em 1946 serviu em Los Angeles, seu primeiro posto. Vinicius foi exonerado do Itamaraty em 1969. Atingido pelo Ato Institucional nº 5, conta-se que no dia da notícia — Vinicius estava em Portugal — salazaristas portugueses tentaram atingi-lo com bravatas. Vinicius enfrentou os agitadores. O confronto lhe rendeu aclamações por jovens e liberais e sensíveis e apaixonados estudantes que ofereceram as becas para que o poeta sobre elas caminhasse. Passaram-se quatro décadas para que se fizesse a necessária correção histórica. Há notícias de que, em 1979, o presidente Lula teria convidado Vinicius para leitura de poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Fato ou versão, não importa, 40 anos depois, anfitrião e convidado se reencontram de modo inesperado. O convidado que leu os poemas no sindicato já não mais está entre nós. Morreu em 9 de julho de 1980, de edema pulmonar, no Rio de Janeiro. Legou-nos uma obra poética inigualável. É o poeta da paixão. Cantou os perigos desta vida, para quem tem paixão principalmente. O anfitrião do episódio do sindicato venceu preconceitos, afirmou-se, elegeu-se presidente da República, é celebridade internacional. Aquiesceu com a justa homenagem e com a necessária reparação, comprovando que humanismo e altivez de espírito não são adereços que adornam apenas diplomados e formalmente letrados. Vinicius de Moraes substancializou a carreira diplomática naquilo que a nobre atividade tem de mais marcante: a sensibilidade. A dissociação entre diplomata e poeta é mero acidente de interpretação, típico de quem apenas encontra na burocracia a disposição para a afeição ao carimbo, à forma, à mesmice. Não que a inusitada aproximação entre ofício e arte transforme o homenageado no campeão das causas diplomáticas. Menos. É que o entorno burocrático também acena com enigmas da existência, que também compõem um conjunto de anseios e de receios, que afugentam e norteiam habilidades e aptidões. E Vinícius também simboliza o diplomata na inteligência, na multiplicação de interesses culturais, no gosto pela generalidade, no rigor com a verticalidade naquilo que se faz, no amor e no apego para com a existência. Construiu asas. Não se conformou com raízes. Diplomata, poeta, compositor, jornalista, crítico de arte, estudioso da cultura, Vinícius era um polímato. A sua produção intelectual é um patrimônio nacional. A sua sensibilidade, incomensurável, um referencial universal. A integridade para com as causas que defendia, entre elas a mais altaneira de todas, o amor, é o símbolo de uma existência concomitantemente irrequieta e tranquila, se é que esta aproximação seja possível. Espremido por uma época que antagonizou duas únicas vias para a construção da sociedade, Vinicius não titubeou e não se comprometeu. Acima das lutas cá da terra, viveu a inconstância do amor, comprovando que a existência tomada de um modo metafísico e inquestionável apenas torna o homem mais um dos descontentes da civilização, em seu sentido freudiano. A luz dos olhos de Vinicius recorrentemente precisava se casar. E se casaria tantas vezes quanto necessário fosse, na blague atribuída a uma resposta que Vinicius dera a Tom Jobim. Vinicius de Moraes anunciou no Soneto da fidelidade uma nova concepção de tempo, conformando-nos com a mortalidade, mas tornando a existência infinita, enquanto durasse o viver, que é longo, se bem vivido, ainda que o seja por um instante finito. Vinicius invertia e subvertia o andar das horas: poetou que de manhã escurecia, de tarde anoitecia e de noite ardia... A vida é boa, inegavelmente. Vinicius bendizia o amor das coisas simples. Poeta em estado natural, na lembrança de Drummond, Vinicius inquietava-se com o mistério da morte, que sublimava na paixão da vida. Católico na origem (fez a primeira comunhão em 1923), Vinicius aproximou o sentido soteriológico de todas as religiões na comunhão absoluta, no amor pela vida. Seu catecismo era a perseguição do sublime. Seu mantra a realização absoluta dos desejos nos quais se fundamenta a existência, desprezando-se um mero sentido utilitarista, típico de um pragmatismo que certamente desprezava. A lei sancionada pelo presidente Lula provoca em todos nós a lembrança de um excerto de Vinicius para quem, depois de tantas retaliações, tanto perigo, eis que ressurgiria no outro o velho amigo, nunca perdido, sempre reencontrado. Comprova-se, definitivamente, que depois de idas e vindas, triunfa o ardor, a persistência e a paixão de todos quantos enfrentamos e vivemos intensamente os perigos desta vida
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Para refletir
Para aqueles momentos em que você se encontra diante de uma grande oportunidade e não sabe se vai conseguir realizar ou quando está muito assoberbada e pensa que não dará conta de tudo...
Você é capaz de realizar qualquer coisa e consegue sim ser muitas ao mesmo tempo!!
terça-feira, 29 de junho de 2010
Reflexões em tempo de Copa
Esse post é para iniciar esta semana pós-festejos juninos, tirar a ressaca do feriadão e falar um pouco de Copa do Mundo. Uma coisa que realmente me chocou foram os erros grosseiros dos árbitros durante as partidas das oitavas de final: no jogo da Alemanha X Inglaterra, o juiz não considerou válido o gol da seleção inglesa ( a bola bateu na trave, quicou dentro do gol, depois da linha e saiu) e no jogo da Argentina X México, o juiz validou o primeiro gol da seleção argentina com o jogador completamente impedido!
Gente, é um absurdo, tinha que haver uma regra que permitisse revogar as decisões dos árbitros imediatamente durante a partida, mediante as provas tecnológicas disponíveis para evitar que erros assim acontecessem. Essas falhas mudaram totalmente o rumo das partidas, na medida em que abalaram o ânimo dos jogadores injustiçados. E se tivesse acontecido conosco?! Estaríamos até agora inconformados, é por isso que estou profundamente solidarizada com as seleções inglesa e mexicana que voltaram para casa. Isso tem que mudar!!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
João e o São João!
Como não tínhamos programado nada de especial para as crianças neste São João, resolvi providenciar o "kit básico" para uma comemoração junina: fogos e comidas, ou seja, pamonha, canjica, milho cozido, bolo de milho, bolo baêta, pão de queijo, queijo assado, chuveirinhos, bombas e traques e mais traques...pronto, a festa estava feita!
Eu, cheia de cuidados com João, receosa dele se assustar com os fogos, mas só foi soltar o primeiro traque para ver ele dar uma grande gargalhada! Vocês não imaginam a farra que ele fez, as risadas e os gritos, gostou de todos os fogos e quando Pedro começou a soltar as bombas chilenas, aí é que gostou mesmo! Ninguém esperava que ele fosse tão destemido, um verdadeiro perigo! E foi assim que João descobriu o São João e, pelo jeito, adorou!!


quarta-feira, 23 de junho de 2010
São João
BOM SÃO JOÃO PARA TODOS !!!
Divirtam-se bastante, aproveitem a ocasião para confraternizar com a família e os amigos e, também, para comer bastante canjica, pamonha e milho verde - afinal, ninguém é de ferro !!!
Se beberem, não dirijam. Cuidado com os fogos de artifício. No mais, é só aproveitar, dançar muito forró, fazer quadrilha e pular a fogueira.

Até a volta !!!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Fashion victims
Tem que ter todos os últimos produtos de maquilagem, sinceramente eu não entendo porque uma pessoa que não trabalha nessa área precisa de mais de dez rímeis diferentes!!! O cabelo precisa estar sempre impecável, elaborado, os penteados estão em alta, coques, tranças, etc. e, nos dias em que vc não quiser arrumar o seu cabelo, tem que prepará-lo minunciosamente para parecer despojado, passar um ar meio displicente, desleixado, programada para ser cool, entende?!
Os esmaltes passaram a ter uma importância impensável, tem blogs inteiros só falando deles, difundindo os últimos lançamentos e toda marca famosa que se preze, já tem a sua linha! É demais!! E pra completar, vc deve estar sempre atenta ao que as celebs ou as it girls andam usando, dar uma conferida nos looks de Olivia Palermo ou Alexa Chung para se "inspirar" antes de se arrumar. Não sei nem o que dizer se vc não tem a menor idéia de quem é Jane Aldridge, Lauren Santo Domingo ou Mireia Oller!! Em que mundo vc vive?!!!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
E hoje ele partiu....

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.
José Saramago
quinta-feira, 17 de junho de 2010
JABULANI !!!!!
Vocês já ouviram a vinheta que a Globo solta com a voz de Cid Moreira (aterrorizante, relembrando os tempos de mr.M) falando "Jabulani!!" toda vez que um jogador comete um fiasco em campo? É realmente muito engraçado!!
Isso porque desde que a Copa começou, os jogadores de todos os times criticaram demais a bola, dizem que ela é muito leve e que às vezes faz curvas inesperadas. Li uma reportagem a respeito com um físico australiano, especialista em aerodinâmica de bolas esportivas, que analisou a Jabu, e ele confirmou que ela iria sim causar diferença nas partidas do campeonato, que seria mais rápida e faria mais curvas do que a bola da última Copa.
"A grande diferença da Jabulani para sua antecessora são as texturas, que devem criar turbulência o suficiente em volta da bola para que ela sustente seu vôo por mais tempo. Mas, para entender isso, é preciso dar uma olhada na aerodinâmica de um lance.
“Quando recebe um chute, a bola forma em volta de si uma fina camada de ar que é a principal responsável pela maneira como ela viaja”, diz Leinweber. “O ar tem que contornar a bola, passar ao seu redor quando ela é lançada. Assim, o ar que está perto dela tem que fazer uma trajetória maior do que o ar que está afastado de sua superfície, criando uma região de baixa pressão”, diz. O princípio é o mesmo de uma asa de avião. "
O nome da bola significa "celebrar", foi desenvolvida pela Adidas em 11 cores diferentes para representar os 11 jogadores de cada seleção, os 11 idiomas oficiais da África do Sul e as 11 tribos que formam a população sul-africana. Tem apenas oito gomos em formato 3D e seu design possui traços africanos. Além disso, tem uma versão especial para a grande final da Copa chamada Jo'bulani em homenagem à cidade sede da partida final, Joanesburgo, também conhecida como Jo'burg.
O país das maravilhas de Maria Helena
Esse post está quase uma semana atrasado, Pri já tinha me mandado as fotos há vários dias e só hoje tive um tempinho para publicar. Esta foi a primeira festa que eu e Pri fizemos juntas, já estamos acostumadas a fazer as festinhas dos nossos próprios filhos e a dar pitacos e sugestões nas festas uma da outra, mas dessa vez tudo foi idealizado, projetado e realizado por nós duas. Fizemos tudo bem profissionalmente rsrsrs, respeitando as preferências da nossa cliente Tati. Falo por nós duas que foi um enorme prazer todo o trabalho que tivemos e uma grande alegria poder viabilizar essa festa em cima da hora!
Sou mais que suspeita para falar, né?! Mas realmente adorei tudo na festa, que não explorou exaustivamente o tema, mas trouxe apenas referências sutis, como os porta-retratos com ilustrações antigas do livro, uma cartola colorida pendurada no cabideiro, um coelhinho amarrado à mão da boneca da Alice, uma almofada listrada com as cores do Gato Risonho, cartas de baralho espalhadas pelas mesas... E pra completar, a dupla de animadores (Alice e o coelho que está sempre atrasado), as guloseimas e o buffet encomendados por Tati arremataram tudo com perfeição!
Esse cantinho ficou super charmoso, as crianças adoraram os móbiles de cartas de baralho e a Alice de pano feita por Pri!
A aniversariante super linda e sua família! Maria Vitória ficou parecendo uma boneca nas fotos!
No armário tinha pacotinhos de biscoito, trouxinhas de chocolate e xícaras personalizadas
com agradecimento impresso nos saquinhos de chá.
A mesa principal inspirada em Amy Atlas, bem clean e chique, a cara da nossa cliente!
A iluminação âmbar deu exatamente o toque que queríamos, uma sensação de bosque...
As lembrancinhas foram sacolas de algodão cru customizadas com retalhos e miçangas; o galho na entrada com as xícaras pendentes; bules de porcelana com flores artificiais e passadeiras de tecido florido enfeitavam as mesas dos convidados.
A mesa de apoio lateral com as referências do xadrez (do livro Alice através dos espelhos, como se fosse uma continuação do livro principal); as garrafinhas de suco com os adesivos "beba-me" e os cookies marcados com "coma-me".
A hora dos parabéns e alguns dos filhotes do Amenidades!!
terça-feira, 15 de junho de 2010
Fotos dos meus filhotes
COPA 2010

Hoje é o dia da estréia do Brasil na Copa de 2010. Vamos comemorar e torcer pela vitória do nosso país !
sexta-feira, 4 de junho de 2010
ice land
Oi todos!
saudades
estou aqui no Alaska desde dia 14 de maio. Foram no total 36 horas entre aviões e aeroportos. RJ-SP- Atlanta- Minessota - Anchorage. Cheguei bem cansada. Outros instrutores foram me pegar no aeroporto de Anchorage e viemos para Palmer (onde fica a base da NOLS no Alaska). Aqui é como uma grande "fazenda". Temos a área dos escritórios, a casa comum (onde ficam os instrutores), refeitório, área de lavar roupas, banheiros, cabanas (onde dormimos), uma grande horta, a parte onde os alunos podem ficar, a sala de equipamentos, sala de reuniões, de comidas. É tudo muito organizado.
O clima está bom. Ontem choveu um tanto, assim que chegamos do Matanuska Glacier. Vim trabalhar dois cursos de hiking aqui no Alaska, começo dia 10 e será mais de 66 dias (contando os dois cursos) em contato direto com esta exuberante natureza selvagem do Alaska.
Antes disso, fiz um treinamento onde me capacitei em Mountaneeiring. Isto significa que agora poderei trabalhar cursos de caminhada, escalada e cursos em glaciares. Foi menos complicado do que imaginava, Minha experiência na Patagônia, com certeza ajudou muito. O Alaska é muito lindo. As montanhas são enormes, e uma expedição por um glaciar é algo realmente apaixonante.
Há muito gerenciamento de risco, o tempo inteiro. Andamos encordados (em um sistema de 4 ou 3 pessoas em uma mesma corda), aprendemos como frear em caso de deslizar no gelo ou neve, aprendemos como resgatar alguém que cai em uma crevasse - fendas que existem no glaciar, devida a própria movimentação do gelo) e como sair sozinho de lá também.
Construimos cozinhas, banheiros, muros contra vento, tudo com neve e usando muita força braçal, com pás.
É muito interessante quando você começa a entender aquela gigantesca massa branca e visualizar a gravidade exercendo sua força, abrindo crateras no gelo, provocando avalanches, e nos mostrando os terrenos seguros por onde caminhar. Muito envolvente. Existe diferentes zonas em um glaciar e elas podem mudar muito de glaciar para glaciar.
Fomos até uma estação de aviação de van. O plano era começar o curso já numa área mais segura, então para isto voamos em um avião que só cabia o piloto e o passageiro atrás. Uma experiência maravilhosa!. Uma pessoa por vez. Durante o meu vôo, o piloto, super simpático viu um urso na crista de uma montanha, ele comentou comigo e falei que nunca tinha visto um urso antes na minha vida, ele nem hesitou, deu meia-volta e ficamos olhando os contornos da montanha para encontrar oo urso. Finalmente eu achei, a mamãe ursa com um filhotinho caminhando pela crista na montanha branca.. muito lindo!
Antes de acampar em qualquer lugar a gente examina (encordados)cada 30 cm do local na intenção de encontrar uma fenda escondida ou coberta por neve. depois começamos a construir o acampamento.
Aqui no Alaska se pode jogar as fezes nas crevasses. Então, para matar a curiosidade sobre como se faz cocô neste ambiente, vou descrever. Contruimos um banheiro: uma parede (na direção do vento), lá no banheiro é feito uma área para colocarmos uma grande sacola plástico biodegradável- que vai se desintegrar no meio ambiente em 6 meses- , de outro lado é feito uma área para xixi; e uma outra área (um buraco) onde serão depositados as bolas de neve (as quais você usa para se limpar, ou seja seu papel higiênico gelado!.
Cada pessoa leva quantas sacolas biodegradáveis (em tamanho menor) acha que vai usar durante toda a viagem e na hora de ir no banheiro, pega a sua sacolinha, vai lá, faz o cocô na sacolinha, amarra com um nó, coloca dentro da sacola grande. Se limpa com bolas de neve e lava as mãos com alcool gel. Quando deixamos aquele acampamento amarramos a grande sacola de cocô na corda e levamos para uma crevasse onde jogamos tudo lá dentro. É bem estranho no inicio, mas depois vc acostuma. Para quem prefere usar o papel higiênico mesmo, não tem problemas, é só colocar na sacolinha também.
Bom.. aqui vão algumas fotos de momentos no curso. Eu me diverti muito, fiz muita palhaçada, pensei muito na minha família e , primcipalmente nos meus sobrinhos. Quero muito que eles tenham vivências tão diferentes das quais estamos habituados.
Beijos com saudades
Nana
preparando para aterrisar
A gente ensina... e eles acabam aprendendo!!
Hoje o dia amanheceu chovendo, quando o despertador tocou, achei que ainda era madrugada de tão escuro que estava. E pensei enrolada no meu cobertor que não seria nada demais as crianças perderem um diazinho de aula, um dia que era para ter sido mesmo emprensado pela escola! E aí resolvi ficar debaixo do meu edredom e não ir até o quarto deles chamá-los. Depois de uns dez minutos, Clarinha bate na porta do quarto, já com a farda, penteando os cabelos e diz para eu ter cuidado e não me atrasar, que ela e Pedro já estavam indo tomar café. De tanto que já falei para eles da importância de cumprirem suas obrigações e compromissos, eles não podiam ter escolhido um dia melhor para demonstrarem que já sabem o que é ter responsabilidade!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
O São João já começou...
Pelo menos no colégio Motiva!! (E em Campina Grande, a abertura oficial será amanhã à noite!!) Ontem foi a apresentação de Clarinha, a primeira dela na nova escola, estava tudo ótimo: cadeiras suficientes para todos os pais, ambiente climatizado, boa comida típica, decoração caprichada e pouco atraso nas apresentações.
Como não podia ser diferente, Clarinha estava linda e dançou muito bem (isso não é apenas babação de mãe, vocês que ainda tem filhos pequenos, verão quando começarem as apresentações de seus pequenos que no começo, eles mal se mexem - e você acha lindo do mesmo jeito!, mas chega uma fase que a criança realmente aprende a dançar e aí dá ainda mais prazer e orgulho assistir).
João também se animou muito com as músicas e não parou quieto nem um minuto, dançou e bateu palmas sem parar, foi pro colo de gente estranha, brincou com um monte de crianças que ele nunca tinha visto e fez a festa entre os amiguinhos de Clara, tava um verdadeiro espoleta!!
Uma das únicas fotos que consegui tirar do "anjinho" já no final da festa.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Festa do Rock - Parte II

A pedidos de Pri (que devem representar a vontade da maioria, realmente), mais fotos da animadíssima Festa do Rock... Só tenho estas, mas espero que sirvam para demonstrar como todos nós amamos o evento (o que é natural, em se considerando os anfitriões !!)
P.S.1: Aos que estavam ausentes do evento: descobriram que é esta figura da foto do lado esquerdo ? Ele mesmo, o insuperável Nelsinho !! Nota 10 para a produção e para o manequim, que entrou completamente no espírito underground and rock´n roll da festa !
P.S.2: acho que Isabela não estava entendendo nada, por isso essa carinha tão séria, mas ainda assim ela curtiu muito, principalmente o show do Michael Jackson (só não me aventurei a leva-la ao "passeio-fantasma" !)
Post atrasadíssimo...


Realmente é o que podemos chamar de atraso....
Mas além de eu ter esquecido, achei que teria algum post de alguém que tenha tirado na festa....
Para quem n se lembra, foi o aniversário do João Victor, na casa de praia da Dani.
A festa foi muito legal, foi pena eu n ter levado a máquina...
Se eu as tivesse , colocaria aqui....Porque quem esteve lá há de concordar que tinham altas produções.
Vale lembrar a do Nelsinho, a da Dani....
Por favor se tiverem essas fotos ,coloquem ...Vale a pena ver de novo!!
terça-feira, 1 de junho de 2010
Bebês...
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