quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Variações Sobre a Morte, por Miguel Reale
Carlos Eduardo Gadelha
Ei-lo:
Variações Sobre a Morte
Miguel Reale
Estado de SP – 12/6/99
Depois que Nuce me deixou sozinho em nossa longa/breve história de
amor, o mundo passou a ter outro sentido, ficando martelando em
meus ouvidos a recordação dos versos de Giacomo Leopardi:
"....a un tempo stesso
Amore e Morte
Ingenerò la sorte".*
Acrescenta o poeta que o primeiro efeito da perda de um ente, que
verdadeira e profundamente se amou, é o desejo de morrer. Em
verdade, a primeira vontade é a do reencontro que somente a morte
possibilita, resultando dessa aspiração a crença ou o reforço da crença
na imortalidade da alma.
O paradoxo da existência humana é que nada é tão certo quanto a
morte, sobre cujo significado, no entanto, reina a incerteza, a começar
pela afirmação de que ela representaria apenas um fim material
inevitável. Norberto Bobbio, com cujas idéias tantas vezes coincido,
pertence à espécie infeliz dos
homens para os quais, após a morte, não há senão il buio, a
escuridão. Creio, ao contrário, - e é o amor a fonte primordial dessa
crença, vencedora de todas as perplexidades racionais – creio que a
alma se desprende do corpo e passa para outra forma de existir,
isenta de materialidade e, como tal, mais pura.
Dir-se-á que se trata de mera conjetura, mas esta é também uma
forma de verdade, a que nos resta quando falham as tentativas da
razão para explicar os fatos com base no esplêndido leque de sua
metodologia. Se até no domínio das ciências exatas admite-se, hoje
em dia, que sobre certos problemas fundamentais somente pode haver
meras conjeturas, que dizer do magno problema da morte?
O segundo efeito da morte de uma pessoa querida é deixar de vê-la
como um dano irreparável, uma ameaça que pesa sobre todas as
criaturas. Nada como a perda de um ente querido para reconciliarmonos
com a morte, deixando-se de temê-la para serenamente esperá-la
a fim de restabelecer-se o elo partido. Não que o desaparecimento
corpóreo possa pôr termo ao vínculo de um amor que dia a dia veio
aprofundando suas raízes, mas é o corpo, que perdura, o obstáculo a
atingir a verdade última, para a qual a razão não consegue dar
respostas válidas. Mas, insuficiente a razão, sobrevem a fé pelas vias
do amor.
A morte não representa, portanto, o termo final da pessoa que nos
deixou, pois de sua memória emerge a obrigação de viver como se ela
ainda estivesse presente, substituindo-a por inteiro. Essa é a herança
mais alta, a única que tem valor real. A morte é, assim, um comando
de amor aos que sobrevivem, uma exigência para que se dê
continuidade àquilo que antes se fazia, ao trabalho que não pode nem
deve ser interrompido. Amoroso trabalho que torna, então, binada a
nossa ocupação, como se dois passassem a trabalhar, um a inspirar e
o outro a fazer.
Quando quem morre se despede de uma família, na qual era o centro
de referência e de cuidados, pode-se dizer, em suma, que se herda o
amor familial como um acréscimo do ser. O desolado amante sente,
então, imperiosa necessidade de amar, de maneira diversa e mais
profunda, filhos, netos e bisnetos, com o ardor devotado àquela que
foi chamada a outra vida. Sim, porque a primeira conseqüência da
morte é, repito, robustecer-nos a crença em um ente que subsiste em
uma duração pura, que é a forma humana da eternidade divina, outra
conjetura a juntar-se ao nosso mar de conjeturas.
Por outro lado, a morte, que constitui uma fratura na teia de nossos
sentimentos, ensina-nos a ver o mundo com outros olhos. Aprende-se
a viver com lágrimas nos olhos quando menos se espera, ao acontecer
algo, por ínfimo que seja, capaz de suscitar uma lembrança. Surge
uma vida substancialmente dupla, uma perdida nas preocupações da
existência quotidiana, outra presa a uma visão transcendental, no qual
só têm sentido os valores essenciais, a espera a todo instante
convertida em esperança.
Não é exagero afirmar que sem a morte não teria significação a vida.
Imagine-se o homem imortal, para quem infância, juventude,
maturidade e velhice seriam palavras desprovidas de sentido, um
tempo sempre igual, no qual não haveria lugar nem para a esperança,
nem para a saudade.
A temporalidade existencial tem por si mesma um sentido de
provisoriedade, o outro lado de nossa finitude, constiuindo-se um
liame essencial entre a duração e o sentido da vida, o que tem sido
bem percebido pelos filósofos da saudade, a palavra que
misteriosamente engloba o passado e o futuro. Sentir saudade de um
ente amado é uma forma de ressuscitá-lo, de fazê-lo presente em
nossos empenhos quotidianos.9
Se o destino, no dizer do mais merencório dos vates, acima invocado,
gera, a um só tempo Amor e Morte, não é menos verdade que o amor
faz perdurar a imagem ou a figura de quem cerrou para sempre os
olhos, inserindo-a no âmago da consciência de quem saudosamente a
recorda. Se não descesse sobre meus olhos a luz da fé, na certeza de
um futuro reencontro, já bastaria o liame da saudade para endourar
de espiritualidade o inexorável fato da morte, libertando-a da
escuridão.
Embora possa parecer pretensão absurda, talvez se pudesse
proclamar: "felizes os que amam, que deles é o reino da morte".
Foi talvez por isso que, ao pé da sepultura de Nuce, senti o invencível
impulso de declarar, como numa prece, o que depois compus nestes
versos:
"Não mais porás teus olhos em meus olhos
Mas nos veremos pelo tempo afora
Pelos olhos de nosso eterno amor".
Brechó solidário
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Aniversário da caçula.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Curitiba - parte II
No domingo, acordamos bem cedo para ir ao autódromo, porque a corrida de Stock Jr era a primeira do dia. Ele estava super tranquilo, só apreensivo para a largada. A minha grande frustração foi estar lá e não vê-lo mesmo correr, isso porque dos boxes, não se vê nada. A minha credencial não dava direito a ir até o pit lane (na beira da pista ) e, mesmo depois de conseguir emprestada uma credencial da equipe de Valdeno, os fiscais não me deixaram ficar lá; e a corrida de Stock Jr não é televisionada, então, o jeito foi acompanhar a tela do Cronomap pela tv do boxe.
Na largada, ele foi logo ultrapassado e ficou em sexto. Depois o carro dele não virava rápido, bem pior que nos treinos , e ele foi perdendo as posições até ficar em último. No meio da corrida, entra o safety car para reagrupar os carros e há uma nova largada (um dos pilotos já havia avisado que esse é o momento da corrida, hora em que todos colocam a faca entre os dentes e partem para a briga rsrsrs) e foi aí que tudo melhorou. Ele começou a virar muito bem e foi ultrapassando vários carros, já estava na quarta posição, quando a três voltas do final da corrida, o motor quebrou. Foi mesmo uma pena !! O locutor já estava falando que o "garoto da Paraíba fazia uma corrida surpreendente", e os mecânicos da equipe de Valdeno estavam na torcida junto comigo.
Nas fotos acima: o boxe coletivo da Stock Jr com as "baratinhas", o carro dele já adesivado; ele ao lado do seu mecânico, já concentrado sendo literalmente amarrado ao carro e saindo do boxe para a pista, na hora da corrida.
Uma foto linda de uma das ultrapassagens que está no site da Stock Car.
Depois foi a Copa Nextel, Valdeno largou em sexto, mas na segunda volta foi tocado por outro carro e saiu da corrida. Definitivamente, não era o dia! Mas valeu a experiência de presenciar esse grande "circo" da Stock Car, ver de perto seus personagens (até vi Galvão Bueno!!), escutar até cansar o barulho dos motores, enfim, sentir a adrenalina que rola por trás de tudo.
Mais fotos: os carros da Nextel, a movimentação dos boxes na hora da visitação, a arquibancada cheia ; Valdeno entrando no carro na hora da corrida ; Samuel (irmão de Valdeno), ele e Crispim.
Queria mesmo agradecer a todos pela torcida, pelas palavras de incentivo e entusiasmo e , quem sabe, se rolar algum patrocínio, eu possa registrar ainda muitas outras etapas da Stock aqui no blog !!!
domingo, 25 de outubro de 2009
NIVER DE UM ANO DO FILHOTE





Se vocês me perguntarem que palavra serviria para defini-la, eu diria ‘SIMPLICIDADE’.
Desde o começo, eu e mainha nos empenhamos para utilizar nossos ‘talentos naturais’. Nosso lema foi ‘no stress’! Assim, com certa antecedência, dividimos as tarefas: eu cuidaria dos convites e da decoração como um todo e ela de tudo o que incluía o manuseio de tecidos, mais as arvorezinhas das mesas. Ela pintou cada sacolinha pessoalmente (nenhuma era igual a outra) e fez todas as toalhas, cujo custo foi o mesmo do aluguel.
Com um orçamento restrito – também por opção – bolei desde o convite. Adorei o resultado, mais em virtude da generosidade dos comentários de vocês e da reação dos bebês, que gostaram do Cd. O tema “Fazendinha” foi escolhido por comportar elementos rústicos e, portanto, econômicos. Peguei tudo da minha casa que lembrava coisas de fazenda (galinhas, baldes, cestas de palha, nichos de plantas para fazer o 'ninho' com KinderOvo, etc) e inseri na (pouca) decoração alugada. Com antecedência MESMO, só algumas decisões e poucas encomendas (bem casados, pirulitos de bichinhos e cone de batom), mais o que trouxe de São Paulo (pintinhos e brindes). Muito da decoração foi decidida no dia da festa, no improviso mesmo, na intuição. E deu certo.
Tive muitas lições na organização dessa festinha. 1) É possível, sim, fazer algo bacana sem gastar muito. 2) Fazer, você mesma, tem um gostinho diferente. 3) Aniversário de criança sempre tem coisas que são indomáveis, mas NADA deve tirar a alegria do momento e, por fim, 4) O verdadeiro presente para a criança é o sorriso de satisfação e a companhia de quem torce pela sua felicidade.
O que mais gostei foi ver todo mundo saindo de mão cheia, com fantoche, caixinhas/ frutinhas com docinhos, pintinhos a corda, brindes e canjica pra tomar no café da manhã e essa sensação de que a festinha foi artesanal e, por isso, original.
Esse tema (Petit Prince) é uma reserva para a comemoração (se Deus assim nos permitir essa alegria), dos 2 anos de Luiz Eduardo, por sugestão de Guga. Penso em fazer esse ou uma Grande Festa das Crianças, por ser tão próximo ao dia 12 de outubro.
Obrigada, de novo, pelo carinho e pela generosidade.
As fotos estão disponíveis no site do DVD Studio. Para quem não viu os detalhes e para quem não foi – caso de Deda, Nel, Mirella, Gustavo e Marina.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Curitiba - parte I
Minha primeira parada foi o Jardim Botânico que tem aquela estufa transparente, o lugar é muito bonito e lá dentro dá uma sensação de frescor e ar puro.
Depois parei no Passeio Público, que é o parque mais antigo daqui e hoje é mais um minizoológico de animais de pequeno porte, mas pra ser honesta, isso eu li no planfeto, nem entrei ; só aproveitei a parada pra ir ao Shopping Mueller que tem muitas lojas bacanas e fica bem perto de lá. Pro meu desapontamento, não achei nada interessante, ao menos, almocei e depois voltei para o meu tour.
A terceira parada que escolhi foi o Museu Oscar Niemeyer, mais conhecido como "O Olho", muito legal, tem muita coisa em exposição, tanta que não vi nem um terço, mas me arrependi de ir até o salão principal do Olho, tive que subir mais de seis andares de escada, uma canseira!
Por último, parei na Ópera de Arame, que é um teatro, também muito bonito; ao lado, fica a Pedreira Paulo Leminski, que está desativada e , a esta altura, com o sol a pino e os pés doloridos, bastou-me a descrição do planfeto: uma cratera cercada por farta vegetação.
Queria ter feito outras duas paradas, uma no Bosque Alemão que eu já tinha visto na internet que era lindo e fica em um bairro que me deu vontade de morar, chamado Vista Alegre, com casas que parecem de bonecas e verde pra todo lugar que se olha; e outra no bairro de Santa Felicidade, dos imigrantes italianos, com ruas charmosas cheias de lojinhas de artesanato e autênticas cantinas. Fica para uma próxima oportunidade, de preferência em que eu esteja acompanhada, porque não tem muita graça ver tudo só!
De maneira geral, achei Curitiba muito bonita, limpa, organizada e agradável. É muitíssimo arborizada, tem dezenas de parques e praças. Acho que é puro mito que o povo daqui é chato e introspectivo, prova disso são os voluntários que arranjei para me fotografarem e todas as pessoas que conversei no ônibus, durante o percurso.
Em tempo, para os que não sabem o que vim fazer em Curitiba, como já adiantei no início, vim acompanhar Crispim que vai correr, pela primeira vez, uma etapa de Stock Junior (categoria de acesso à Stock Car que, por sua vez, engloba a Pick-Up , a Copa Vicar e a Copa Nextel - a principal, onde Valdeno corre). Hoje já teve dois treinos livres para Crispim, amanhã terá mais um e depois a tomada de tempo pra definir o grid de largada. Ele está meio derrubado, com início de gripe e teve febre o dia inteiro, mas, se Deus quiser, amanhã ele já está melhor. Dou notícias em um próximo post!!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Crítica: Bastardos Inglórios
Ontem assisti ao filme “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, que fala de um assunto, eu diria, inacabável, que é a Segunda Guerra Mundial. O filme é bom. Eu diria que Tarantino é um Roberto Benigni (“A vida é Bela”, “O Tigre e a Neve”) de meia tigela, um Benigni das massas. Benigni, em “A Vida é Bela”, trabalha também a Segunda Guerra, mas de maneira graciosa, sensível, roubando-nos por vezes um sorriso. Quentin não tem sensibilidade alguma em seu filme, rouba-nos gargalhadas, é um tanto quanto acanalhado. Mas ambos têm em comum isso: tratar a desgraça com certa graça, um com sensibilidade, outro com sensibilidade de rinoceronte.
“Bastardos Inglórios” é o nome de um grupo antinazista americano que visa a aniquilar os nazistas da forma mais cruel possível. Seu líder é interpretado por Brad Pitt, que fez um típico americano, desprovido de qualquer capacidade para línguas e com um sotaque seboso. O filme toma palco na França; em Paris, predominantemente. Em linhas gerais, o enredo do filme é a tentativa dos inimigos dos nazistas de conseguirem sucesso num atentado em um cinema, numa noite que reunirá os ases do Terceiro Reich. Entre cenas fortíssimas, irônicas e cômicas, é mais uma vez contada a história infindável do episódio mais lamentável da história da humanidade: a Segunda Grande Guerra.
Vida felicidade
Vida felicidade
Eu estava aqui pensando e me questionando: Qual é o sentido, o objetivo da vida? Depois de algum tempo cheguei à conclusão: é buscar a felicidade, ser feliz. E o que é ser feliz? É estar satisfeito consigo e com a vida. E para alcançar a felicidade, temos antes de semeá-la, semear o bem, levar o bem a outrem, fazer o bem. Ser feliz é difícil, contudo, porque semear o bem é difícil. Nós somos e seremos, temos e teremos apenas o que merecemos. Ninguém tem o que não merece. Ninguém colhe o que não planta. A vida é como a construímos, a vida é como a concebemos, como nossa mente quer que ela seja. Existe sorte? Existe...mas nós a fazemos pelos nossos pensamentos, pelo nosso espírito, pelos nossos sentimentos...Assim, não existe sorte, mas, sim, presentes da vida a quem faz por merecer. As coisas boas vão a quem guarda consigo coisas boas, e com as ruins acontece o mesmo. Quem exala alegria, quem perdoa, quem ama, quem sorri, quem dá carinho é feliz, porque a vida retribui em dobro. Quem faz o contrário, e é rancoroso, irascível, fútil, materialista, orgulhoso é infeliz, porque a vida sempre retribui em dobro. Nós deveríamos entrar na escola e aprender isso, antes do ABC, do 123...e isso nos deveria ser relembrado sempre: nosso objetivo primordial é ser feliz, é buscar a felicidade. Uma vida sem o objetivo de buscar a felicidade não vale a pena ser vivida; seria uma vida vã. E isso deveria nos ser ensinado e passado cedo, para não descobrirmos somente depois de ter vivido. Mas talvez seja isso uma grande descoberta, e talvez chegar à conclusão de que o sentido da vida é a busca da felicidade é ter acabado essa busca, tê-la encontrado. É isso! Quando se entende que o sentido da vida é ser feliz, e quando você acredita plenamente nessa conclusão, é porque você alcançou a felicidade. Quando você entende isso, você adquire o melhor de todos os valores do mundo, você evolui espiritualmente, você cresce, sua alma se eleva. Mas é difícil ser feliz. Por que é tão difícil ser feliz? Porque para ser feliz, há mister batalha. A vida é justa, o mundo é que é cruel. E a batalha pela felicidade é uma batalha contra os valores que o mundo tenta nos impor, uma batalha para nós nos descobrirmos, tentando ser forte. E nós só conseguimos vencer essa batalha extraindo do mundo o que ele tem de verdadeiramente bom e usando isso como nossa arma mais forte. E Deus? Deus não nos dá a felicidade pronta, mas nos dá a liberdade para lutarmos por ela, nos dá a vida para chegarmos à felicidade. Deus , nós só o temos, quando estamos empenhados na busca da felicidade....porque Deus é coisa boa, e só tem Deus de verdade quem carrega no coração coisas boas. Tico e Teco estão quase queimando. Felicidade, vida, Deus são assuntos impossíveis de se falar com lógica e clareza. As idéias vêm atabalhoadamente, as concepções não são organizadas. É impossível passar para o papel o que é felicidade, o porquê da busca da felicidade, o porquê de ser difícil ser feliz. Mas não poderia ser fácil, não poderia ser exeqüível. Um texto como o que eu queria não pode ser perfeito, não pode existir, porque não existe receita universal para ser feliz. Há de ser infeliz o que acha que pode escrever como ser feliz. A receita da felicidade existe, mas de maneira diferente para cada um. E é uma receita espontânea, não-metódica. Você a vai escrevendo enquanto vive... e ela só vai funcionar para você(isso se você conseguir escrevê-la) e para mais ninguém, e só será feita por você, porque só você pode fazer algo de tamanha importância em sua vida. Ninguém nos pode fazer feliz, senão nós mesmos. Somos diretor e ator de nossa vida. Somos os únicos responsáveis pelo alcance ou não da felicidade. Será ?
Carlos Eduardo Gadleha
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Projeto Educar com Afeto
Ele falou durante quarenta minutos principalmente sobre a importância do amor na criação dos filhos, uma coisa que, à primeira vista, parece óbvia, mas que não é exercida totalmente na prática pela maioria dos pais. De acordo com ele, apenas o fato dos pais amarem os filhos é insuficiente; se além de amarem, eles expressarem este amor às crianças, ainda assim será ineficiente. Os pais tem que amar e manifestar o amor de uma maneira que a criança perceba, ou seja, de acordo com a fase de desenvolvimento de cada criança. Como ele, além de psicólogo, é teólogo e filósofo, suas idéias mesclam os ensinamentos do Cristianismo com os fundamentos da Psicologia de uma forma bem interessante.
Acho que já deu pra perceber que eu realmente adorei tudo que escutei ontem, acho inclusive que farei o curso dele (quem sabe agora com o terceiro filho, eu aprendo mesmo a educar e ainda dá tempo de consertar os outros dois rsrsrs!!). Se alguém quiser mais informações, a página dele é http://www.luizschettini.psc.br/ .
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O feriado pra mim...



Vivendo e aprendendo
Hoje não tem aula, as crianças estão em casa porque é dia do professor e, exatamente como nós fazíamos, elas comemoram mais um dia de folga. E nós vamos crescendo assim, sem pensar muito sobre a importância dos professores que nos acompanham ao longo dessa grande jornada acadêmica.
Eu tenho boas memórias de vários professores que tive: tia Júlia, da 3ª série da Lourdinas, Francinaldo, que ensinava Matemática; Diana, professora de Geografia, que ficou cega; Margareth Mônica, que tinha um pescoço enorme; Lourdes, que eu escrevi na agenda (e ela leu) que era metida a gatinha mas estava caindo aos pedaços. Honório, Moraes, Negri, Zarinha. Depois na universidade, Haroldo Diniz, Eduardo Sérgio, Anna Virgínia... Como a gente tem muitos professores ao longo da vida!!
Mas um bom profissional sempre salta aos nossos olhos, seja porque tenha uma didática perfeita ou porque além do assunto de sua disciplina, ele nos ensine algo maior, que levaremos conosco para sempre. Tive muitos professores assim, e nunca disse a eles como a sua vocação, empenho e sabedoria me estimularam e me influenciaram no melhor sentido possível. Para completar esse post, mais uma lição do grande mestre Drummond.
"O professor disserta sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudí-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.O professor baixa a voz,
Com medo de acordá-lo."
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
D!a da5 cRiªnÇa$
A criação do Dia das Crianças no Brasil foi sugerido pelo deputado federal Galdino do Valle Filho na década de 1920.
Arthur Bernardes, então presidente do Brasil, aprovou por meio do decreto de nº 4867, no dia 5 de novembro de 1924, a data de 12 de outubro como o dia dos pequenos.
O Dia das Crianças só passou a ser comemorado mesmo em 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela fez uma promoção junto com a empresa Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas.
A idéia das duas empresas deram tão certo que outros comerciantes resolveram adotar a mesma estratégia. E assim, dia 12 de outubro é dia de criança ganhar presente!
Dia das Crianças no Mundo
Muitos países comemoram o Dia das Crianças em outros dias do ano. Na Índia, é em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Na China e no Japão, a comemoração acontece em 5 de maio.
Dia Universal da Criança
A Organização das Nações Unidas, também conhecida como ONU, comemora o dia de todas as crianças do mundo em 20 de novembro. Foi nessa data que os países aprovaram a Declaração dos Direitos das Crianças.
Fonte:Terra
Eu acho muito justa a criação deste dia especial para as crianças, para que possamos comemorar todo amor e alegria que essas criaturinhas trazem à nossa vida!! A despeito do apelo comercial exagerado, acho que os adultos gostam de presentear as crianças só pra verem a reação delas abrindo o pacote, os olhinhos brilhando e o sorriso automático no rosto. Isso é o que me atrai, pensar em algo que eles realmente querem ganhar e vê-los maravilhados com a surpresa ( muitas vezes, o objeto do desejo não é algo caro), reunir os primos e vê-los brincar juntos. Também já aconteceu ao invés de dar presentes, tirar o dia pra fazer somente o que eles quisessem: praia, piscina, cinema, game station, restaurante escolhido por eles; fez o maior sucesso, eles amam ter o controle de tudo, nem que seja por um dia apenas!


sábado, 10 de outubro de 2009
Armazenar ou não as células do cordão?
Em seguida, passei a conversar com todas as pessoas que tiveram filhos nos últimos tempos. Todos os pais, mas todos mesmo, que procuraram orientação adequada optaram por não fazer o armazenamento.
Por último e mais importante, conversei com oncologistas e hematologistas sobre o assunto. A resposta foi única: não fazer nos bancos privados. Se quiser realmente ajudar a ciência, procure um banco público.
Explicando: quando uma mãe resolve congelar as células do cordão umbilical do seu filho, o banco privado faz a coleta e cobra pelo armazenamento. Este valor varia, mas pode chegar a uma bolada de 8000 reais, parcelados em 10 vezes, claro! Tem que ter algum poder de sedução no pagamento, obviamente. Alguns cobram anualmente pelo armazenamento, bem, não quero falar inverdades aqui, não sei os preços exatamente, mas sei que é uma “brincadeirinha” cara. Já o banco público não cobra para armazenar. Por exemplo, o Hospital Albert Einstein tem um banco público bem conceituado que não cobra pra armazenar. Se você precisar, vai pagar para usar as células, já que é um hospital privado. Não sei se eles têm algum convênio com o SUS, para fazer o uso pelo sistema público. Qualquer pessoa pode usar as células de um banco público, não precisa ter sido doador.
Outra questão importante: se o seu filho precisar de uma doação, dificilmente ele usará as células dele mesmo. Sério?? Isso mesmo. A maior parte das doenças, como, por exemplo, a leucemia, pode estar “geneticamente contida” naquela célula tronco do cordão, então, não servirá para ele. Enfim, você paga pra armazenar as células, mas, na hora H, terá que achar, naquele banco, células de outro cordão que sejam geneticamente compatíveis com seu filho. Dessa forma, podemos concluir que o ideal seria a formação de um imenso banco público de células tronco. Todos doariam, sem ônus, e todos poderiam usá-las depois, com maior chance de encontrar um doador compatível. Este banco ainda não existe no Brasil.
Outro problema: as células do cordão ficam armazenadas por cerca de 10 anos. As pesquisas com células tronco são tão incipientes, que não se sabe se terá alguma utilidade, mesmo que seja pro filho de outra pessoa, o armazenamento delas hoje em dia a um custo financeiro tão alto para o casal.
Enfim, como em Recife não existe nenhum banco público em funcionamento, optamos por não armazenar. Confesso que gostaria muito de participar dessa fase de evolução da ciência. Entretanto, já que não posso colaborar doando as células de uma forma correta, vou tentar ajudar repassando às minhas amigas o pouco que aprendi sobre o assunto.
E, antes de terminar, se alguém optou por pagar e armazenar, por favor, não se sinta ofendido/a com este texto. Entendo que, os que fizeram essa escolha, tiveram a melhor das intenções em relação ao futuro do seu filho/a. Isso não aqui não é uma crítica aos pais que aderiram à idéia. É uma crítica aos bancos privados e aos que fazem uma propaganda enganosa sobre o assunto.
Um beijo em todas!!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Blogueiro Constituinte
Hoje foram entregues aos deputados constituintes - entre eles, Carlos Candeia e Afrânio Bezerra -a Medalha Cidadã Ulisses Guimarães. A comemoração inclui ainda o lançamento de um selo personalizado, o descerramento do painel Constituintes 89, um Fórum de Constituição e Cidadania e o lançamento da edição revisada da História Constitucional da Paraíba.
O Amenidades também tem sua parcela de história, política e civismo!!